Artigo

[Folclore] Sumé, a lenda do primeiro civilizador.

Salve, salve, nobres leitores. Aqui quem vos fala é o investigador Paulo Henrique e hoje continuaremos conversando sobre os mistérios do nosso amado e idolatrado Brasil. Quem nunca ouviu falar das grandes navegações que descobriram as Américas e várias outras rotas econômicas para as Índias ou a China? Porém, muitas vezes entre nós historiadores — o cara nem terminou a faculdade de História, mas já se chama de historiador —  discutimos viagens marítimas que antecedem as grandes navegações, como as de povos bárbaros que descobriram a China muito tempo antes ou de chineses que já haviam chegado à América antes de todos. Aqui no Brasil não é diferente, hoje falaremos sobre o Sumé, o primeiro civilizador.

Lendas de índios locais da região amazônica contam sobre um homem barbudo, branco e com vestes longas e claras que chegou pelo mar, um homem citado como bom e sábio que ensinou aos indígenas conceitos básicos de agricultura, que resultaria no plantio de diversas plantas e a facilitação da vida dos locais. Esse homem seria sereno e com pouca dificuldade teria aprendido a língua dos nativos, começando a passar seu conhecimento a todos que o procuravam. Muitos pajés viajavam longas distâncias para encontrar o homem, e mesmo em tempos de guerra haviam longas reuniões de povos rivais que se encontravam apenas para poder ouvir os discursos do homem.

A lenda muitas vezes é conturbada quanto à sua origem e sua história, mas todas as vertentes convergem para um homem, branco, que passava seu conhecimento para tribos e seu final também é único: depois de longos anos de ensinamento o homem começou a ficar incomodado com a poligamia e o canibalismo, tentando mudar este hábito dos indígenas começou a ser rejeitado, e em muitos ciclos, até ser expulso de solo brasileiro. Em algumas vertentes, ele teria sido até mesmo estuprado. Seu destino também é incerto, alguns dizem que ele voltou para o mar e outros dizem que ele teria seguido para os Andes e por onde passava deixava uma pegada, a pegada do Pae Sumé ou pajé Sumé (foto abaixo).

Na chegada dos jesuítas ao Brasil eles explicaram que esse homem seria São Tomé, na tentativa de facilitar a explicação da catequese para os indígenas. Em alguns livros do padre José de Anchieta ele explica ainda que São Tomé teria chegado antes do próprio Cabral em solo brasileiro.

Bom, na minha concepção não seria impossível dizer que seria realmente algum “santo”, pois existem vertentes religiosas em que o próprio messias (Jesus) teria vindo para o Brasil e essa discussão ainda dá muito pano pra manga, ainda mais em quesitos históricos. Deixem nos comentários se acreditam ou não na possibilidade de realmente ter sido um santo, se acreditam que foi alguma entidade ou se seria Ashta, em seu momento Hippie, tentando nos ensinar o caminho. Vou ficando por aqui, obrigado a todos que ficaram até aqui e lembrem-se: Não olhem para trás.

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