Mundo Freak Confidencial 75 – Rituais

Praticas mágicas ou condicionamento pessoal? A prática mágica é cercada de mistério através dos milênios, alguns tão antigos quanto textos sagrados, outros remodelados para tempos contemporâneos. Entenda essa prática, seus mitos, sua ritualística e seus costumes em diversas culturas.

No Mundo Freak Confidencial de hoje, nos juntaremos nus e dançaremos sobre a luz do luar. Andrei Fernandes, Marcos Keller, Maxwell Candido (Taberna Cultural) e Marcelo Del Debbio (Teoria da Conspiração) fazem um ritual do pentagrama menor para proteger o Mundo Freak das capirotagens.

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  • Andrei aceitou a proposta do seu chefe, mas daqui a pouco posta os links; Agradecimentos especiais a Geisa por compilar esses links;

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Sobre Andrei Fernandes

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142 Comentários

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comentários

  • gabriel nunes

    comece a discussão…

  • Esse vai dar merda.

    • *desenhando um círculo de pó de gis no chão em torno do MFC*

      Pronto, tá protegido.

      • inuyashagui

        Tem que ser pó de tijolo kkkkkk

  • Buhguul

    baixando

    quero ver o que vai dar

  • Perae, perae, perae, para tudo!
    Padre Quevedo é um “Bruxão”? Eu sempre achei ele…. peculiar, mas agora que saber mais imediatamente!

    MFC sore Quevedo já!
    Melhor, MFC entrevista com Padre Quevedo!
    Ia ser épico! ÉPICO!

    #QuevedoNoMFC

  • Buhguul

    Não era Panetone?
    Decepção

  • Buhguul

    fiz esse negócio de levantar a cabeça e deu resultado nenhum

    • Não é levantar a cabeça, é erguer o corpo, estufar o peito e olhar pra frente. =P

      • Buhguul

        mas também não deu resultado também

        e quando você ergue o corpo a cabaça também levanta

  • Daniel Manso

    Rituais são muito mais simbólicos que reais, as ferramentas ritualísticas são símbolos que utilizamos para enganar nossa mente racional, e com isso acessar as camadas mais profundas de nossa mente e realmente realizar os feitos mágicos.
    É possível fazer qualquer magia sem os rituais presentes nos tomos de magos como Crawley ou Gardner, ou aqui no Brasil da Mavesper ou do Prieto, mas é necessário muita força de concentração para burlar a mente racional consciente, é ai que entram as ferramentas ritualísticas, símbolos que utilizamos para “enganar” nossa própria mente!

    • Buhguul

      Se isso for verdade, então qual a razão de estudar magia e fazer rituais hoje em dia? Os estudos de psicologia, literatura e dos simbolismos já estão bem desnvolvidos hoje a ponto de poderem fazer esse acesso, com algum esforço

      • “então qual a razão de estudar magia e fazer rituais hoje em dia?”

        Reforçar as próprias crenças, ganhar confiança e esperança em situações críticas, alimentar a curiosidade e satisfazer a vontade sobre o inesplicável, ajudar a lidar com perdas, etc.

      • Daniel Manso

        Para que estudar magia? Para compreender as leis, princípios e mecanismos que norteiam a Arte, as ferramentas rituais são formas de driblar o nosso consciente e facilitar a sintonia com a frequência energética necessária para realizar o ato mágico.
        Tanto é que um mesmo efeito mágico pode ser realizado em diferentes vertentes místicas, magos irão ter suas formulas místicas e pompa, bruxos tradicionais e Wiccanianos terão outros itens e métodos para fazer o mesmo, um xamã irá buscar por meios outros.
        Ou você acha que a espada dos magos e o athame dos bruxos e bruxas são apenas para cortar? Leia o livro chamado O Caibalion e você entenderá melhor.

    • Quanto mais a pessoa fizer ações específicas para um ritual, mais ela reforça sua crença, mais ela se submete a auto-sugestão. Partindo do pressuposto cético de que nada disso existe, teu comentário faz muito sentido.

      • Daniel Manso

        Essa é a intenção, a auto-sugestão e a auto-hipinose, são meios de se conseguir atingir, estando acordados e lúcidos, o estado Alfa.

  • zé do Desemprego

    gosto demais dessas paradas.

  • Whatsapp do Hell

    Faltou a música da Lua de Metal

    • Na próxima coloco Lua de Cristal.

      • Whatsapp do Hell

        E nos rituais
        O sangue jorra feito um chafariz
        O bode decepado aqui jaz
        O príncipe das trevas tá feliz

    • Buhguul

      aviso: vc corre o risco de ficar que nem o indivídio acima se ouvir

      https://www.youtube.com/watch?v=lFxpZiQo5fY

  • Erin Eves

    Andrei. Wicca é bruxa de butique. É igual tia velha de centro espírita que só lê Zíbia Gasparetto e violetas na janela. Eu queria pegar a vaca que popularizou esse termo associado a verdadeira bruxaria, arrancar e comer o coração dessa dessa pessoa ainda semi viva.

    • *Que Medo* Tem muita Wicca de boutique sim, mas ja conversei com umas (e uns) que existe os grupos sérios.

      • MarceloGuaxinim

        ~~Sérios~~

        • Erin Eves

          Esse assunto pra mim é muito sério.

          • Não precisava apagar os comentários, eu estava curtindo conversar contigo xD
            É sempre bom conversar com quem tem idéias diferentes e ler/ouvir novos pontos de vista.

          • Tupa Guerra

            Ah, puxa, perdi todo o debate… Preciso ficar mais esperta…

          • Eu também não entendi por que, mas a pessoa trocou o nome do perfil e apagou alguns comentários. Uma pena, a conversa estava ficando maneiríssima.

          • Tupa Guerra

            Pois entao! Pelas respostas parecia um debate interessante…

          • Pelo contrário, eu estava tentando ao máximo não causar um debate. Apenas expor as diferenças de perspectiva, tentando entender melhor o outro lado e expondo o meu próprio lado para ser entendido. Nem tudo precisa ser um debate, a gente pode só aprender mais sobre os outros. xD

            Recomendo ver as outras conversas espalhadas por este post. Aliás, aguardo o teu retorno! Gostei bastante da sua participação. Quem sabe um dia eu não tenho o prazer de gravar contigo?

          • Tupa Guerra

            Ah, então. Minha definição de debate não é uma coisa belicosa, é mais uma ideia de conversa mesmo. Tipo o que normalmente vejo por aqui, debate saudável, exposição de ideias, respeito entre as partes, etc.

            Li todas as conversas do post, sempre aprendo alguma coisa interessante. Agradeço, foi super legal ter participado. E sim, seria um prazer gravar contigo!

      • Erin Eves

        Sério. Coven de bruxas? Acredita que isso existe? Tão literatura quanto Drácula de Bram Stoker. Lembra da pessoa que fez um ritual e ferrou com a vida, e tá ai pagando de maluca faz uns 15 anos. Pois é esse o futuro de quem brinca com a magia. Um dia, um dia o ritual dá certo. Mas esse certo pode dar muito ERRADO, sacou. Tem hippie de boutique, metaleira de boutique, até lutadora de artes marcias de boutique. Mas wicca (cuspi no chão) de butique tá caçando…e um dia vai encontrar #ficaadica#

    • Eita, muito cuidado com esses argumentos de que uma religião ou crença é menos séria ou menos verdadeira que a sua. Até eu que sou ateu e não acredito em nada acho caído desmerecer a crença alheia e sair pregando a sua como verdade absoluta.

  • Erin Eves

    Mais uma coisa. Essa merda de Wicca vem pedaços conhecidos da cultura Celta. Cultura está que NÃO TEM TRADIÇÃO ESCRITA, ou seja, não há como se como ter certeza que os poucos relatos orais, e pouquíssimos escritos dessa cultura sejam reais. Não houve um registro significativo desta cultura para que se possa copiar os ritos. Talvés haja algo um pouco mais substancial na Bretanha, MAS, não nos livrinhos de wicca (cuspi no chão), publicados aqui no Brasil. Essa merda maldita foi popularizada pela Obra “As brumas de Avalon”. Belíssima “LITERATURA”, LITERATURA não é relato de fatos reais. Se alguém se auto intitula bruxa wicca, parabéns…como diz Renato Russo : “mentir pra si mesmo, é sempre a pior mentira”. Quer ser bruxa de verdade..pague o preço! Estude sério. Desenvolva suas potencialidades se tiver. Se não PARE com isso agora. Uma hora vc vai fazer um ritual de verdade, sem capacidade pra isso, e ACABAR com a sua vida. Conheco uma pessoa que fez isso, perdeu marido e dois filhos. Fica à dica. Ouçam se quiserem, se não paguem o preço. # essa palavra me dá ódio no coração#

    • Toda cultura vem de uma outra cultura (ou mistura de várias_, que vem de uma outra cultura, que vem de uma outra, e por aí vai. Se puchar o fio com força, você vai chegar em um povo que não tinha a arte da escrita partindo de qualquer cultura atual.

      Você já ouviu falar na falácia do escocês de verdade?

      Deixa a galera acreditar no que quiser. Se não tiver fazendo mal a saúde e ao financeiro da pessoa, eu não vejo problema em acreditar em crenças novas. Os mormons surgiram assim: com a publicação de um livro sagrado novo.

      Tenta se estressar menos, talvez se você for bacana com as pessoas que não detem os mesmos conhecimentos que você, elas vão acabar se interessando e aprendendo o que você quer ensinar. Mas se você tiver essa abordagem mais linha dura, as pessoas que você critica vão fugir de você e se abrigar nos conceitos que são mais confortáveis à elas. Se você realmente quer disseminar qualquer tipo de conhecimento, recomendo evitar bater de frente com crenças fortes; apenas mostre que existe outras coisas além daquilo que a pessoa acredita e seja empático com ela, compartilhando histórias bacanas e se relacionando com as mesmas. Cagar regra nunca da certo.

      • Erin Eves

        Desculpe, não sei falar bonito. Não sei avisar de forma educada. Vi pessoas brincando com isso, e estragando suas vidas e dos outros. Ver crianças abandonadas pela mãe que pirou, ou ver crianças sem pai, fruto de pseudo rituais do Beltame. Eu vi, eu conheço, tentei impedir. Até hoje carrego a culpa de não ter conseguido impedir. Desculpe minha grosseria Lucas, mas tentei de todas as formas afastar minhas amigas dessa “brincadeira” de wicca, que tem consequências sérias sim.

        • Eu vou falar algo pessoal meu, algo bem particular e que eu entendo se não se estender aos outros. Eu não gosto de quando colocamos a culpa das ações de uma pessoa em qualquer coisa além dessa pessoa. Se uma mãe abandonou uma criança, a mãe é culpada, não a Wicca. A mãe escolheu abandonar. A mãe escolheu seguir ou não um ritual ou crença. E se a mãe é doente, e por isso fez essa escolha, a mãe tem que se tratar e a culpa então cabe a doença também.

          O mesmo com pessoas que dizem “religião X é perigosa por que as pessoas matam em nome dela”. As pessoas escolhem matar, não a religião. As pessoas escolhem seguir a regilião. A culpa é de quem escolhe. A culpa é de quem aperta o gatilho. Tirar a culpa das escolhas de uma pessoa e transferir pra uma idéia abstrata, como crença ou religião, me parece uma maneira de limpar a barra de quem escolheu.

          Parece sensato?

  • COMO ASSIM O SILMAR TÁ NO COMEÇO DO EPISÓDIO? Hahaha eu achei que era zueira no Twitter. Ficou bacana.

    • Whatsapp do Hell

      Fiquei confuso por um tempo

    • é essa ciência querendo perverter A VERDADE

      • Hahahaha a galera cientista fica MALUCA quando dizem que o intuítuo da ciência é desvendar, entender, classificar A VERDADE. Eu nem ousaria a usar essa palavra.

    • Juliana Vilela França

      The zoeira never ends, Bahamut ;) Estamos aqui pra causar <3

  • O ruim de morar na gringolância é não poder is nas festas e freak outs. Mas fica aqui o meu <3:

    Ó meu povo luso-pindorama,
    Seu pseudo-gringo favorito retornará à pátria amada salve-salve neste Natal e Ano Novo!

    Apreciem com moderação.

    • inuyashagui

      Ué, podíamos marcar alguma coisa heim? Vc vai pra quais cidades quando estiver aqui nessa terrinha de meu Deus?

      • Piracicaba, mas vou ficar orbitando São Paulo, podendo aterrizar se invocado.

        • inuyashagui

          Beleza, vou começar a caçar as dragon balls!

      • Todos estaremos em SP no natal e ano novo? Confere produção?

        • inuyashagui

          Que massa heim, se pudessemos marcar um encontro com o pessoal novamente! Eu vou me programar aqui para ir em SP nessa época. Quando estiver mais próximo agente marca alguma coisa!

          • Espero que dê! Quero muito conhecer todo mundo pessoalmente. <3

    • Tupa Guerra

      Totalmente te entendo… Desvantagens de morar no exílio!

  • Gerson Siqueira

    Aguardando o tutorial do ritual do pentagrama.

  • Atualizando definições do dicionário: intercâmbio macumbístico.
    Hahahahaha

  • inuyashagui

    Olá Freaks!

    Caramba!!! Adorei a dramatização com a participação do Silmar e Guaxinim no início!

    Logo no começo do programa, há uma torrente de informações que calculo seja difícil para quem não tem contato com espiritismo, umbanda, ocultismo, etc assimilar, mas para mim foi a vez que o mundo freak entrou mais fundo em alguns conceitos. Egrégoras, falanges de espíritos, mundo espiritual, comunidades, migrações de espíritos… é de fundir a cuca hahahahahah!

    A questão da ritualização no dia-a-dia é muito importante. Como o Del Debio informou no programa, para que uma coisa seja bem feita, temos que visualiza-la 10 vezes antes na cabeça antes de botar em prática. Isso faz com que as ações do ritual fiquem tão automáticas que passam a ser parte de nós. Quem tem carteira de motorista (que não foi comprada) sabe disso, é a questão dos automatismos necessários para dirigirmos com naturalidade.

    Quanto ao programa é isso. Muito bom mesmo!

    Andrei, gostaria de agradecer a oportunidade de fazer parte dessa “egregora” do Mundo Freak. Não canso de repitir: Vocês criaram um ambiente onde impera o respeito, a compreensão e o entendimento; onde existe abertura para todas as possibilidades desse mundo rico que as vezes
    teimamos em encher de sombras com as nossas pequenezas mundanas. Vocês, a galera das redes sociais, do whats, da campanha, enfim, todos compartilham desse espírito de integração e amizade. Realmente todo sucesso é mais que merecido.

    Abraço,

    • Meu ritual favorito é: abrir todos os livros e cadernos nas páginas marcadas, arrumar a lapiseira, a borracha, as 4 cores de canetas e os 4 marca-textos na ordem certa, logar no buscador acadêmico da faculdade e colocar o copo de café quentinho do meu lado; aí, por último, escolho a playlist tematizada (ultimamente tem sido Tame Impala, o último album deles, Currents, é muito bom) e só então começo a estudar. E assim vai por 2, 4, 8, e quando eu consigo um nível de concentração bom, até 16 horas seguidas.

      • inuyashagui

        Nossa, eu nunca tive essa facilidade para estudar por tanto tempo. Você me inspirou, vou criar meu próprio ritual para estudos. Vou procurar também a Tame Impala no Spotify e dar uma conferida. Valeu pelas dicas!

        • Puts, o que me deixa um pouco chatiado é a galera que fala em “facilidade” pra estudar, ou “facilidade” pra focar. Não não cara, não tenho nenhuma facilidade. Até tenho um certo graul de deficit de atenção (meu Disqus tá aí pra provar isso). O que eu tenho é treino! É preparo! Estudar é como correr uma maratona. Você começa correndo 1km. Aí treina bastante até ficar confortável com essa distância. Aí tenta 1.5km. Aí treina duro também. Aí aumenta pra 2km. E por aí vai, até virar um exímio maratonista.

          Eu lutei bravamente pra conseguir estudar pra caramba. Claro, as pessoas não são iguais, muita gente vai precisar treinar menos pra conseguir focar tanto, outros talvez tenham um limite natural de quanto aguentam estudar. Não tem problema. O segredo é saber seu próprio limite e treinar muito, muito mesmo, pra alcançá-lo.

          Fico muito bacana de ter te incentivado. Se quiser, eu compartilho minhas playlists contigo. Tenho várias, de trilha sonora de filmes e tematizadas, umas suaves, outras tecno, outras mais pauleira. Aí é só me adaptar para o que eu preciso em cada dia. E como diria o Bilu: “busquem conhecimento”.

          • inuyashagui

            Já estou me alimentando das suas playlists! kkkk Sou um vampiro musical, abriu a casa eu to entrando

          • Super Suporte

            parabens pela defesa @lucas, estuda realmente não é algo simples, ainda bem que vc conhece bem o seu valor. É por não saber defender assim e comentarios do tipo “nossa como ele tem sorte” que muitas pessoas desanimam dos estudos para virar “pobres legais”

          • Super Suporte

            @lucasbalaminut:disqus parabens pela defesa, estudar realmente não é algo simples, ainda bem que vc conhece bem o seu valor. É por não saber defender assim e comentarios do tipo “nossa como ele tem sorte” que muitas pessoas desanimam dos estudos para virar “pobres legais”

  • o que são esses ateus satanistas no começo do cast!?

  • Luciana Venturini

    Muito bacana o programa de hoje. Lembrei do filme “Jovens bruxas”. Minha irmã mais velha gostava muito. Quando minha irmã era jovem ela e as amigas criaram um “coven”, com coisas que elas viram nos filmes, e liam numas revistas. Vi alguns desses rituais. Achava tudo muito interessante, até que um dia elas chamaram uma outra amiga, e coisas estranhas aconteceram. A menina era médium. E tudo o que antes era brincadeira acabou ficando sério. Depois disso minha irmã passou no vestibular, e parou com isso. Eu me interessei e estudei. Descobri que no meio desses livrinhos tem muita bobagem, mas tem algumas coisas verdadeiras. E que se uma pessoa normal faz essas coisas, normalmente não dá em nada, mas se uma das pessoas for médium (termo espírita) pode acontecer alguma coisa mais séria. Eu vi essas coisas sérias.

  • Luciana Venturini

    Vou contar o dia fatídico. Minha irmã e as amigas, e a médium foram fazer um desses rituais com sangue, círculo e pentagrama. A médium não sabia que era médium, entende. Ela foi participar “de boa”. E incorporou alguma coisa. O fogo das velas começaram a dançar, e elas estava num quarto. Sem vento. Foi sinistro. Parece que o fogo das velas dobrou de tamanho. E elas cortavam os dedos e deixavam pingar sangue no círculo. A menina médium cortou a palma da mão ao invés do dedo. E colocou a palma da mão no chão tipo Ed Eric, do full Metal, e uma entidade se apossou da menina. Ela começou a falar coisas estranhas, com uma voz estranha. Coisas pessoais saca?! Outas coisas estranhas aconteceram, mas eu fechei os olhos. Fim das contas uma menina ficaram grávida (segundo minha mãe que é espírita, tb. Uma menina engravidou da entidade, nasceu como filho dela), outra virou uma drogada foda, minha irmã agora trabalha em centro de umbanda e das outras não tenho notícias.

    • Pera, engravidou da entidade? Certeza que é da entidade, e esta nãofoi usada como desculpa?

      • Luciana Venturini

        É claro que a menina fez sexo. O que acontece é que a entidade, espírito que apareceu no ritual ficou próximo a menina. Tipo, ela chamou e a o espirito ficou perto. Quando ele fez sexo, o espiritou encarnou como filho dela. Tipo bêbado que tem espirito que bebê com ele, e através dele. Estes são conceitos do espiritismo. Então é comum uma pessoa ir uma sessão de desobsessão, e meses depois aparecer grávida.

        • Eu não sei muito de espiritismo, admito minha ignorância sobre o assunto. Talvez por isso, não sabia que gravidez e desobsessão eram associados pelos espíritas. Eu sou ateu e, por isso, não acredito. Mas nem por isso tiro seu mérito de acreditar. Eu fico mais é curioso pra entender a lógica atribuída a este tipo de situação. Gosto de entender mais sobre cada religiões e os religiosos. Tanto é que, quando gravo MFC, eu sempre gosto de partir do pressuposto que a crença que estou falando sobre é verdadeira. Então, permita-me perguntar: o que vocês supõe que acontece? Qual é exatamente a crença aqui? O espírito fica só esperando a pessoa engravidar pra encarnar? Ou o espírito teve alguma influência na vida da mulher para que a mesma tivesse sexo com mais frequência, ou de forma recente, para que o espírito pudesse encarnar?

          Eu entendi que as pessoas vão a sessão de desobsessão e depois encarnam o espírito na gravidez. O que eu estou tentando entender é se o espírito fica só esperando a pessoa engravidar ou ele tem algum tipo de causualidade, algum tipo de influência que provoque o ato sexual. Fica a dúvida de um cético que respeita crenças e gosta de aprender mais sobre.

          • Luciana Venturini

            Dentro da doutrina espirita antes de uma pessoa nascer, há toda uma preparação do espírito. Começam planejando em que lar ele vai nascer. Quem serão seus pais e irmãos, e principalmente qual o motivo dele nascer naquela ou noutra família. As vezes nascem como irmãos amigos do passado, ou como pai e filho vidas. Essas relações são determinadas por afinidades espirituais ou para reconciliar inimigos. As vezes sua “alma gêmea” (alma irmã) nasce em outro país, e numa vida vocês nunca irão se encontrar, as vezes ela nasce como filha e mãe. Mas, os espíritos que vivem no Umbral ou que vagam no nosso plano as famosas “almas penadas”; eles não nascem com programação. São compelidos as vezes pela atração a reencarnar. Primeiro, por que ninguém obsedia ninguém sem que haja consentimento. Para haver obsessão é primeiro preciso ter uma afinidade espiritual entre ambos. Então quando uma mulher engravida depois de ir a uma reunião de desobssesão, muito provavelmente ela e o espirito apos o reunião entram em consenso que para concretizar o perdão mútuo ela deve cuidar dele como um filho. Não irá ser fácil, mas nada melhor pra curar uma briga que amor de mãe, né :D

          • Caraca, excelente comentário. Aprendi bastante sobre o espiritismo. Eu não acredito, mas mesmo sendo ateu acho fascinante e desejo felicidade a todos, independente do que estiverem lidando ou do que acreditam. Obrigado por me explicar tão didaticamente, adoro aprender sobre as crenças e esta, em específico, me parece bem complexa. Só fico um pouco receoso: talvez não seja legal imprimir expectativas sobre espíritos do passado no filho ou filha. Mas como você falou que isso é uma forma de cuidar e dar carinho, vejo também o valor positivo disso.

          • Luciana Venturini

            Lucas, eu não inventei isso. Elas leis reencarnatórias constam da Literatura séria espírita, como: Allan Kardec ( livro dos espíritos, evangelho segundo espiritismo), alguns livros do Chico Xavier (admiro-o como pessoa que foi, mas há muito lirismo em seus livros) uma leitura que irá lhe agradar, pois é curta e direta são os livros do Dr, Inácio. Ele é curto e grosso. Escreve direto ao ponto. Servirá como uma boa leitura de conhecimento. Não precisa ser ateu, mas é legal ser uma ateu que conhece de tudo com certa profundidade, até para ter argumentos para rebater e formular seus próprios conceitos. Vc pode ser ateu, e ter seu “religare” de forma diferente, única e especial para si, abs.

          • Sim, sim e sim. É exatamente isso que faço. E não acho que inventou, nunca disse isso, só me encheu de dúvidas pois não entendi direito seu comentário sobre a gravides. Só agradeço pela paciência de explicar. Como eu disse, eu não acredito, mas gosto de saber.

          • Super Suporte

            @LucianaVenturinis:disqus fiquei pensando aqui, e uma pessoa que foi adotada? Seria a adoção um hack no espiritismo, que muda todo esse planejamento e traz o caos a vida dos envolvidos? Onde posso encontrar algo para ler e estudar a respeito nesses casos mais especificos?

          • A galera religiosa sempre tem um argumento na linha do “deus escreve certo com linhas tortas” ou “era pra ser assim mas você não sabe por que”. Excelentes perguntas, eu fiquei curioso pra saber como lidam com essa questão e como a racionalizam dentro do sistema de crenças espírita. Muito bem levantado.

          • inuyashagui

            Segundo as crenças espíritas, adoção não seria um hack. Todos temos o livre arbítrio. Apesar de alguns terem planejamento pré-encarnatório, podem não querer seguir esse planejamento no decorrer da vida (a grande maioria aliás) é um desses casos que acontece quando se abandona um filho. Nessa situação a providência divina aproveita um evento ruim encaminhando a criança para um novo lar onde ela irá desenvolver outras pendencias e/ou por mérito para viver em um ambiente melhor do que viveria se não tivesse sido abandonado. Assim a criança tem a oportunidade de evolução nessa vida (pois, admitindo a reencarnação, todos somos espíritos milenares e com váriaaaasss coisas pra resolver) sem que o livre arbítrio dos pais biológicos seja violado. Esses pais ficarão com uma pendência em seu desenvolvimento que deverá ser trabalhada em outra oportunidade.

          • inuyashagui

            Aaa, segue também um link interessante com algumas referências bibliográficas:

            http://www.espirito.org.br/portal/artigos/eneas-canhadas/filhos-adotivos-e-nossas-atitudes.html

          • Diogo Amorim

            Oi, Lucas, Desculpa entrar no debate no meio e tal, mas fiquei curioso com algumas coisas e também gostaria de dar uma opinião a um nível de fomentar a argumentação.

            Por exemplo: “…Só fico um pouco receoso: talvez não seja legal imprimir expectativas sobre espíritos do passado no filho ou filha. Mas como você falou que isso é uma forma de cuidar e dar carinho, vejo também o valor positivo disso…”

            Na verdade esse visão espirita ao qual ela demonstrou é um pouco mais ampla, visto que a tendência das Mães é achar que seus filhos as pertencem, criando uma “super-proteção”, ao refletirem sobre o fato que estão tendo que quitar débitos com um espírito ao qual elas possuem um passado difícil, gera o distanciamento ideal para a criança se expresse como ela deve ser. Para compreender a “crença”, como está sendo reiterado que é, temos que aplica-lá dentro do contexto.

            Agora vou a minha curiosidade. Você comenta diversas vezes sobre o seu “Ateísmo”, também afirma que não acredita nas crenças, gerando uma redundância, tem também o comentário, a galera da “religião” , mostra uma segregação, mas é curioso sobre os pensamentos, o que me leva a seguinte questão: Qual exatamente seria para você a diferença se seu “ateísmo” fosse chamado de espiritsmo e o espiritismo fosse chamado de “Ateísmo”?

          • Caramba, eu tomo tanto cuidado para que não seja um debate, para que não seja uma argumentação, e mesmo assim a galera insite nisso. Gente, só por que discordamos, não significa que precisamos argumentar. Podemos simples tentar entender o ponto de vista do outro, sem precisar considera-lo como certo. Com isso em mente, vamos em frente com a conversa, que não é uma argumentação (rs).

            Eu estava vendo a crença dentro de seu contexto e tentando entender sua lógica interna. Me pareceu (pareceu diferente de ter certeza) que as já tem expectativas do comportamento que os filhos devem demonstrar, visto essa relação de quitar débitos e passado difícil. Digamos então que uma mãe espírita haja dessa forma por este motivo. Me parece que ela vai acabar exprimindo suas expectativas relacionadas ao mesmo e, justificando comportamentos (seja quais forem) através desta crença. Também me parece que a mãe vai tratar o filho em base a informações prévias ao mesmo e, por isso, diferente do que trataria caso não tivesse essas informações.

            Me questiono se este processo de julgamento e tratamento diferenciado não seria prejudicial a criança, que tende a adotar comportamentos a que são pressionadas (mesmo que de forma implícita) a ter. Eu vejo muito isso em esportes, aqui no EUA. Os pais tratam o filho como uma grande pressão para serem exímios esportistas desde cedo e, pra isso, imprimem neles a imagem de comportamento extrovertido e de competição. Os filhos respondem se tornando muito competitivos, mudando muito sua personalidade. Até que ponto essas mães imprimim suas expectativas no comportamento dos filhos? Elas realmente fazem isso? Se sim, até que ponto isso é saudável? São só questionamnetos, nada de afirmações.

            Eu, pessoalmente, ficaria irritado se me tratassem com base em ações que eu não fiz, mas que foram cometidas por uma suposta outra encarnação. Eu quero ser eu mesmo, e quero que as pessoas me tratem com base no que faço e digo, ou tenho intensão de fazer e dizer. Não quero que coisas que eu não tenho controle e não fiz influenciam na maneira com que outros pensam sobre mim e nas expectativas dos mesmos, especialmente pessoas tão importantes quanto os pais. Todavia, eu entendo que isso tem um lado benéfico de laço, carinho, cuidado, e amor. Não tiro o mérito de quem acredita, apenas fico cauteloso.

            Quando ao meu ateísmo, não faria diferença o título que da ele. Minha crença e a minha falta de crença muda de acordo com o meu comportamento, não de acordo com o título que outros dão. Eu sou um curioso nato, apaixonado por psicologia, sociologia e comportamento humano em geral. Pra entender as pessoas a minha volta, eu tenho que necessariamente entender a cultura a qual elas pertencem, incluindo as suas crenças. Por isso sempre insisto em analisar uma história pessoal que envolvem sobrenaturalidade ou um sistema de crenças partindo do princípio de que é real. Só assim entender suas lógicas internas e me aproximar de entender como as pessoas ao meu redor funcionam (mesmo que essa análise não seja perfeita, é mais próxima do que simplesmente julgar tudo irreal). Não é por que eu sou ateu que vou ser ignorante sobre o que os outros acreditam.

            Acho válido lembrar que tem vários tipos de ateismo. Tem o ateu que sempre acredita que nada sobrenatural existe (como divindades, espírito, pós-vida). E tem o ateu que não acredita que algo sobrenatural existe agora. Parece o mesmo, mas tem uma diferença fundamental.

            O primeiro vai sempre acreditar que nada existe, independente das evidências que mostrar pra ele. Ele tem fé na não existência do sobrenatural. Sua conclusão sobre o mesmo depende apenas da vontade dele de não acreditar.

            O segundo pode mudar de opinião se evidências convincentes forem mostradas. Este parte das evidências para tirar sua conclusão, e estas dependendo de lógica, de razão, de experimentabilidade, de falseabilidade. Este ateu pode muito bem mudar de opinião se um dia se deparar com evidências do sobrenatural, especialmente se estas fizerem sentido com que ele já entende como “provado” (ter lógica externa, não somente interna), forem testáveis e falseáveis. Eu sou este ateu.

            Meu ateísmo parte do meu ceticismo. O ceticismo não está na conclusão, mas an abordagem inicial de algo. O cético não é aquele que desacredita em tudo, mas aquele que desconfia antes de evidências serem mostradas. O termo foi banalizado nas conversas coloquiais e é usado de forma bem equivocada, mas idéia é que um cético comece duvidando, então estude aquilo e, se julgar as evidências como suficientes, passe a acreditar. Dessa forma, podemos ter um cético católico, por exemplo: a pessoa ouve sobr eo catolicismo e duvida sobre a veracidade das crenças no início; este estuda a bíblia, a julga como evidência suficiente, e então passa a ser católico. Claro, o que é evidência e o que é evidência suficiente varia de pessoa pra pessoa, e por isso vão chegar a conclusões diferentes. Mas isso não significa que nosso católico hipotético não seja um cético; pra isso ele precisar aplicar o processo do ceticismo, que mora na abordagem inicial e na busca por evidências, e não na conclusão final.

            Eu sou um cético. Incialmente eu duvido de afirmações (especialmente extraordinárias, como histórias sobrenaturais). Logo, busco evidências. Depois, concluo. Por exemplo, eu particularmente nunca achei evidência suficiente de uma divindade. Por isso, eu não acredito em uma agora. Nada me impede de um dia mudar de idéia se eu encontrar evidências da mesma.

            Já as religiões pedem por fé independente de evidência, ou o que eles chamam de evidência não é suficiente pra mim. Aí mora a diferença de abordagem inicial. Mas, como eu disse, todos somos pessoas, temos os mesmos direitos (de acreditar e de não acreditar). Logo, acho benéfico que nós entendamos uns aos outros, sem precisar cagar regra na liberdade de quem pensa diferente, ou querer forçar uma crença sobre a outra.

            Outra diferença fundamental entre o primeiro e o segundo ateu é a capacidade de admitir que está errado. O primeiro ateu vai resistir aceitar seus equívocos. O segundo ateu vai atualizar sua não crença de acordo com informações mais atualizadas (da mesma forma que a ciência vai se atualizando conforme novas evidências, novos experimentos, etc). É exatamente por sempre contemplar a possibilidade de eu mesmo estar errado que eu não tento forçar a minha não crença sobre a crença de outros. Apenas respeito e tento entender. o/

            Espero ter satisfeita sua curiosidade. xD
            E você? No que acredita ou não acredita?

          • Diogo Amorim

            Muito obrigado pela resposta, consegui entender melhor o seu ponto de vista. Irei reler algumas vezes para compreender mais a fundo.

            Vejo tudo, absolutamente tudo como uma forma a qual as diferentes mentes se utilizam para expressar a sua realidade interna (psiquê), não vá ao pé da letra o que eu escrevi, tente captar o contexto da minha argumentação, as palavras mudam de sentido conforme entram em contato umas com as outras e dentro de um contexto, isso dá a margem para a degeneração que nós temos num sentido negativo, mas num positivo amplia a capacidade de expressar o pensamento. Para mim não há diferença entre as expressões de um cientista e um crente, uma vez que o exterior é mutável, o que vai importar é o subjetivo.

            Mas em um certo ponto temos de tomar cuidado com o quanto as pessoas se utilizam de uma pseudo-subjetividade para criar leis para afetarem outras.

            Uma coisa, se eu não aceitar sua posição como certa, eu não a compreenderia, a mente não aceita uma falsidade para compreender, ela tem de aceitar a realidade da falsidade para depois a rejeitar. Para mim você pode estar certo em não acreditar em espiritismo e o outro estar certo por acreditar, é relativo porém, absoluto em suas escolhas.

            Eu coloquei argumento, pois quando você se expressa a alguém é através de um argumento.E não é porquê você tem uma visão que discorde da minha que você esteja errado e eu certo ou vice-versa, sem juízo de valores, Relax não é a inquisição aqui, kkkkk.

            No caso da Mãe, se nós não colocarmos em questão a possível subjetividade da mulher a qual recebeu o aviso, criaríamos regras que eliminariam toda a expressão individual, E lamento informar, nenhuma Mãe fica grávida e cria uma tábula rasa de expectativas sobre o bêbê, nem mesmo é saudável ser assim, pois a partir da 3 semana ele já é sensível a impressões da Mãe, logo o fato dela criar expectativas amorosas, não o contamina mentalmente mas afeta a sua sensibilidade de forma positiva, não é religião, é ciência.

            Você comentou sobre a banalização do Ceticismo, posso pedir um pressuposto? E se o termo FÉ estiver na mesma jogada? Se na verdade o seu sentido tiver sido distorcido e isso evitado diversas pessoas de ampliarem horizontes? Parece algo recorrente na nossa sociedade, não?

          • Diogo, eu discordo de várias afirmações que você fez. Vou analisá-las uma por uma, pra não ficar confuso.

            “Para mim não há diferença entre as expressões de um cientista e um crente, uma vez que o exterior é mutável, o que vai importar é o subjetivo.”

            A diferença está justamente na abordagem inicial. O cientista necessita de evidências, experimentos, lógica, razão, contextamento e revisão para acreditar. O religioso não precisa de nada disso, basta ter fé que algo existe, mesmo nunca encontrando evidências da tal existência. No final, ambos acreditam em alguma coisa, mas através de processos totalmente diferentes (fé vs. ceticismo). Dizer que é a mesma coisa é o mesmo que dizer que vaca e cachorro são iguais. Ambos tem boca, nariz, dois olhos e quatro patas (assim como tanto o cientista quanto o religioso acreditam em algo), mas existem diferenças fundamentais que diferenciam a vaca do cachorro (ou o cientista do religioso). Ignorar essas diferenças é aplicar a falácia do atirador aguçado, onde escolhe apenas as informações que convêm pra corroborar sua afirmação, enquanto uma análise completa mostraria que a afirmação não é corroborada.

            “Se eu não aceitar sua posição como certa, eu não a compreenderia, a mente não aceita uma falsidade para compreender.”

            Aceita sim. O nome disso é pressuposto, ou o famoso SE. Eu dou um exemplo: está chovendo hoje. Mas se não estivesse chovendo, eu não teria me molhado ao vir pra casa. Eu sei que o pressuposto de que não está chovendo está errado, afinal, basta olhar pra fora da janela pra constatar que chove hoje, porém ainda sim eu consigo imaginar quais seriam as consequências da falta da chuva.

            Me espanta você achar que não é possível compreender o pensamento de outrem sem ter que acreditar no mesmo. O raciocínio estratégico é inteiro baseado nessa premissa. Um xadrezista não sabe qual movimento o oponente vai fazer, mas parte de pressupostos pra montar planos pra cada opção de jogada do adversário e, quando descobre qual é a jogada que se torna real, simplesmente abandona os pressupostos que não vieram a se confirmar.

            Você pode fazer o mesmo pra entender a crença alheia. Outro exemplo: eu não preciso acreditar em acreditar em Rama (sétima encarnação da deidade hindú Vishnu) pra entender por que os hindus comemoram o Rama Navami. Da mesma forma, eu não preciso acreditar em reencarnação pra tentar entender por que as mães espíritas se comportando dessa forma quanto aos seus filhos.

            “Eu coloquei argumento, pois quando você se expressa a alguém é através de um argumento.”

            Tentar entender o ponto de vista de outro não é argumentar. Argumentar seria tentar mostrar que o outro está errado. Eu não estou tentando mostrar que o outro está errado, apenas tentando entender no que ele acredita. É tão difícil admitir que eu posso querer saber mais sobre a crença de outros sem acreditar na mesma? Não importa quem está certo ou errado, eu nem se quer entro nessa discussão. Apenas pergunto mais sobre o sistema de crença do outro. Quando eu estudo o Egito Antigo, também estudo suas crenças. Nem por isso eu estou debatendo se eles estavam certos ou não. Parece que você está lendo as palavras que estou escrevendo mas está entendo algo completamente diferente.

            “E lamento informar, nenhuma Mãe fica grávida e cria uma tábula rasa de expectativas sobre o bêbê.”

            Eu não estava questionando se é possível ou impossível imprimir expectativas em uma criança, apenas questionando (de curiosidade, não de argumentação) qual seria a intensidade e o impacto disso.

            “logo o fato dela criar expectativas amorosas,não o contamina mentalmente mas afeta a sua sensibilidade de forma positiva, não é religião, é ciência.”

            Eu nunca disse que isso é religião. Aliás, eu trouxe uma opinião baseada em ciência sobre o impacto da impressão de expectativa. A parte da religiosa é a motivação da mãe. A parte do impacto na criança é científica. Você confundiu as bolas quando leu o que eu escrevi.

            Qual é o sentido original de fé que você pressupõe. Me parece que sempre foi acreditar independente do mundo material que o cerca. Fé vem de fides, do Latin, que virou feid em Inglês Arcáico. A palavra também era usada com contação equivalente a palavra “intenção”, em Português, mas em um contexto diferente e que não é relavante pra essa conversa.

            Não querendo ficar repetitivo, mas já ficando, me parece que você não entendeu direito o que eu disse em diverso momentos. Pode mudar o título do comportamento religioso de fé pra qualquer outra palavra, isso não muda o fato da religião precisar de crença sem bases em evidências. Não precisa chamar de fé, pode chamar de qualquer outra coisa, o meu raciocínio é o mesmo.

  • Vitor Urubatan

    Bora, bora!

    • Buhguul

      borou?

      • Vitor Urubatan

        Rsss sim sim.
        Tarda, mas não falha!

  • Inoue

    Massa esse cast.
    No inicio eu cheguei a pegar o celular do bolso para conferir se não tinha errado na hora de dar o play.
    Épico seria um crossover com o SciCast,o Jacaúna falando sobre Ashtar Sheran e o Guaxinim sobre Prometheus,com o Silmar e o Andrei amarrados no meio dos dois.(dá até para imaginar a cena,Heheheh)

    Nunca tinha prestado atenção nesses detalhes sobre os rituais diários que temos,tudo se torna tão automático que passa despercebido.
    O Andrei mencionou sobre um cara com uma capa e espada,eu tinha acabado de ler uma matéria sobre um cara que destrambelho das idéias e matou duas pessoas e feriu outras numa escola na Suécia e ele estava vestido com um capacete,uma capa e carregava uma espada.Sinistro.

    Vida longa e prospera.

  • João Paulo Vilela

    Melhor intro ever.

  • Luciana Venturini

    Verdade sobre as virgens. Rituais com virgens só existe relacionado as bruxas de tradição judaica. A primeira menstruação, chamada MENARCA, que deve ser vertida para mãe Terra, marca que é a hora da menina começar a receber seus ensinamentos. Obs. Isso não significa que toda judia é bruxa, contudo existem famílias nas quais estes ritos são passados internamente de uma mulher mais velha (avó, mãe, tia) para a menina. O Segundo ritual, dentro dos ritos da bruxaria judaica feminina, ou Bruxaria de Tradição é relacionado a como proceder durante o primeiro ato sexual.

  • Lucas De Sousa Fechio

    Assunto até que é interessante, mas tratando como uma verdade acabo ficando cômico

    • É só você fazer como eu: ver como ficção. Eu sou ateu, mas encaro a crença alheia da mesma forma que assisto um filme com anjos e criaturas mitológicas, ou da mesma forma que leio Senhor dos Anéis ou um Lovecraft. Vendo dessa forma, acabo achando interessantíssimo as diversas crenças e como elas funcionam, sem ter que acreditar. Eu não vou acreditar que Sauron é de verdade e seu anel do poder existe, mas adoro a história. xD

      • Lucas De Sousa Fechio

        Justo XD

  • Whatsapp do Costinha #HellBack

    Faltou o ritual de invocação do ônibus, no qual você acende um cigarro no ponto e o desgraçado chega, forçando você a jogar o cigarro fora

    • inuyashagui

      Esse funciona!

      • Whatsapp do Costinha #HellBack

        Lembrando que eu não acendo (acendia, parei) no ponto de ônibus. Eu me afasto um pouqinho pra nãojogar fumaça na cara do amiguinho

        • Amiguinhos agradecem xD

          • Whatsapp do Costinha #HellBack

            A fumaça sempre vai na cara de quem não fuma

    • Buhguul

      funciona também se você resolve comer alguma coisa antes do ônibus chegar

      com o bonus do ônibus sempre estar lotado

  • Agatha Gonçalves

    Esse time é o máximo.
    Parabéns pelo cast, ficou muito bom mesmo.

    Quem nunca fez um ritualzinho? São Longuinho me conhece bem hahaha

    Saudades do “Aconteceu comigo”, quando tem mais?

    Beijooos

    • Faz um ritual ai pro Aconteceu Comigo voltar!

      • Buhguul

        ou envie relatos

        • Já tem de sobra, mas nunca é de mais.

          • Agatha Gonçalves

            Verdade né, quem sabe eu mande :)

          • Manda! Manda! Manda! Eu vou adorar ouvir. Até eu, seu cético de plantão, mandou uma. xD

          • Agatha Gonçalves

            Vou ver se consigo mandar, mas é que tá mega corrido, não tô conseguindo fazer tudo o que sempre faço.

        • Agatha Gonçalves

          Tenho um bocado, mas nunca mandei.
          Sempre esqueço haha

      • Agatha Gonçalves

        Farei!

    • Whatsapp do Costinha #HellBack

      Colocar o Santo Antonio na água?

      • Buhguul

        pular 7 ondas na meia-noite?

        • brzn

          Nesse caso o correto seria deixar as sete ondas cobrirem totalmente o corpo mas isso é outra conversa ;)

          • Agatha Gonçalves

            COMO ASSIMM???

            Num sabia dessa não.

        • Agatha Gonçalves

          Nunca fiz. Moro longe da praia.
          Posso pular água normal? Sem onda? hahaha
          Será que funciona?

      • Agatha Gonçalves

        De ponta cabeça?
        Maaaaas, isso não é pra casar? ahahhaha

        • Whatsapp do Costinha #RIPHell

          Ou pra “chamar” chuva

          • Agatha Gonçalves

            Sabia não!

          • Whatsapp do Costinha #RIPHell

            O santo que só trabalha por tortura

          • Agatha Gonçalves

            Esse gosta de apanhar hahhaha

  • Leonardo Doo

    Satunáis.
    Inconsciente coletivo, saJSAUASHEUHE, mas, sei que o Tio Deldébbio
    conhece o Inconsciente do Jung e fala muuuuito dele, quero saber o que
    ele acha disso e como ele explica isso e sobre quando ele virou demolay,
    onde e como?! E maçom incorporando?! Fora da loja né?! Valeu tio, Dá
    Uma Olhada. ASSHSUH HSAH e me explica como tu se Converteu a esse mundo.
    Porque tive minhas experiências numa egrégora cristã, e eu nunca tive
    certeza. Emoticon colonthree Obrigado tio, grande abraço. Curto muito seu site, ele me ajudou muito no tempo da depressão.

    • Buhguul

      será que ele demolou pra virar demolay?

      • Cebolinha aproves.

        • Buhguul

          coligido

          • inuyashagui

            HAHHAHAHAH selá que hoje você vai ganhal a colida?

          • Buhguulinha

            to mais pleocupado em expulsal o espilito do cebolinha que tomou conta de mim

            até o episódio sail eu consigo

            ele te pegou também?

          • inuyashagui

            Ta tentando. Estou lesistindo… ou não?

  • Leonardo Doo

    Tio Deldébbio, o senhor já viu a comparação dos músicos clássicos com os anjos da Kabalah, Wagner e tals?!

  • Leonardo Doo

    Tio, porque rituais são utilizados pra poder invocar algum poder?! No caso de feitiçaria mesmo, além da magia cerimonial por próprio amor a virtude e tal…

  • Vitor Urubatan

    Essa parada é bem interessante.
    Quando se trata de rituais. Se for considerar a discussão no cast, somos cercados por tais rituais. E muitos destes não possuem uma ligação direta com alguma religião se formos pensar mais a fundo.

    Agora vou confessar que quando moleque imaginava também senhor Andrei um campo de força me cercando contra coisas que provinham do escuro.
    Rsss bom provavelmente a mesma imaginação que criavam os meus medos era a mesma que me “protegia” dos mesmos.

    No mais muito bacana a discussão.
    O fato da informalidade do cast sendo gravado durante um ritual muito comum entre nós mortais “O preparo do almoço” já me ganhou de fato hahaha!

  • Whatsapp do Costinha #RIPHell

    Queria ritual pra ter cast todo dia. Brincadeira. Não dou conta

    • Buhguul

      dois a cada semana já é um começo

      • Whatsapp do Costinha #RIPHell

        Mas não é só esse que acompanho, né? Fora que sei lá, minha lista de filmes, livros, músicas e coisas a consumir só aumenta. E tem também o fato que a vida é mais que isso. Tem bares, amigos, família, minha noiva…

        • Buhguulinha

          que litual fizelan pala você de lepente não quelel mais podcasts?

          • Whatsapp do Costinha #RIPHell

            Chama-se limitação humana. Eu não tenho tempo hábil pra absorver tanto conteúdo

          • Buhguul

            isso é uma influência externa que tenta te afastar do Mundo Freak

            resista, uma hora ela irá embora e você verá a luz de novo

  • Lorar

    Fiquei bastante intrigada com uma citação que o Keller (acho que foi ele hahah) fez sobre a PNL ter ligações com magia. Sou bastante leiga no assunto e por muito tempo pensei que fossem técnicas psicológicas e não místicas. Tem alguém entendido nesse assunto pra me dar resumo sobre PNL? Vai ter um episódio sobre esse assunto?

    Abçs amigos!

  • Baixando!

  • Adorei a conversa! Apesar de ser um descrente, eu gosto muito de ouvir sobre esses assuntos.

  • Victor Mantovani

    Bem legal o episódio, mas pelamordedeus deixem o Deldebbio(ou qualquer outro convidado) falar mais.

  • André Bozzetto Jr.

    O podcast é sempre bem legal,mas seria útil aos ouvintes se os participantes falassem um de cada vez e, principalmente, quando fazem uma pergunta a um convidado, esperar ele acabar de responder para emendar outro comentário. Valeu.

  • Lopes Júnior

    Excelente conteúdo este podcast, apesar da deselegância ao comer e discutir o tema.
    Pode parecer chatice minha, porém o ouvinte se sente desmerecido.
    Parabéns pela responsabilidade do tema abordado.

  • Vitor Urubatan

    E no vortex do youtube acabei achando essa música/vídeo que mostra de forma ilustrativa e “subjetiva” algum ritual sendo feito hahaha!

    https://www.youtube.com/watch?v=kfoJUeyMsOE