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Retrospectiva Missão Difícil, digo! Impossível

Pôsteres da franquia Missão Impossível

E lá se vão 19 anos que Tom Cruise diverte pessoas pelo mundo fazendo as acrobacias mais absurdas na pele do espião Ethan Hunt. Dependendo da sua idade, você nem vai saber que o filme é inspirado numa série de TV homônima dos anos 60, que explorou muito bem o fascínio que as pessoas tinham pela espionagem durante a Guerra Fria.

Cada Missão: Impossível é muito diferente do anterior, trazendo novos diretores e estéticas a cada aparição. Esta, inclusive, foi a ideia de Tom Cruise desde o início. O ator/produtor acertou bem em mudar radicalmente de um filme para outro, fazendo seu personagem e toda a franquia evoluírem junto com o cinema de ação.

Isso nos leva a Missão: Impossível – Nação Secreta, quinta aventura do agente da FMI, Ethan Hunt. O filme estreia no Brasil no próximo dia 13 de agosto, por isso resolvi rever todos os anteriores em sequência e trazer para vocês uma espécie de mini reviews/retrospectiva. Vamos lá?

Missão: Impossível (1996)

https://www.youtube.com/watch?v=QBavzf2_ook

Tom Cruise não pegou leve quando decidiu levar aos cinemas uma das séries mais populares dos anos 60. Chamou Brian De Palma, responsável por pérolas como Os Intocáveis e Scarface, para a direção e um elenco internacional para ninguém botar defeito. Jon Voight, Emmanuelle Béart, Kristin Scott Thomas, Vanessa Redgrave, Jean Reno e Emilio Esteves entre tantos outros. Só isso já seria motivo para ir ao cinema.

De longe este filme é o que mais rende homenagens à série. Temos a mensagem que se auto destrói em uma nuvem de fumaça, chiclete explosivo dentre tantos gadgets e um clima de espionagem cheio de conspirações que fizeram o primeiro M:I ser o mais sério de todos. Temos até mesmo a participação de Peter Graves (que pra mim será sempre o piloto de Apertem os Cintos) fazendo mais um link entre filme e série.

Na trama, uma lista contendo os nomes reais de agentes secretos espalhados pelo mundo caem nas mãos erradas e a equipe de Ethan Hunt é apontada como culpada. Cabe a ele conseguir a lista real e descobrir quem incriminou e matou seus amigos. Este resumo não lembra Skyfall?

M:i-2 Missão: Impossível 2 (2000)

Lá pelo fim do século passado, o ocidente estava redescobrindo o cinema asiático mais uma vez e um dos nomes mais populares do momento era John Woo. Filmes como Fervura Máxima, Bala na Cabeça e O Matador fizeram ele ter uma certa carta branca em Hollywood. Por isso este é o filme mais distante do clima da série. O que temos aqui é praticamente um filme de ação asiático, protagonizado pelo agente Hunt.

Na trama, um cientista cria um vírus devastador e o agente Ambrose rouba esta perigosa arma biológica para ganhar muito dinheiro em troca da doença (ou da cura). Para conseguir atrapalhar os planos do vilão, a FMI manda Hunt recrutar a ex-namorada de Ambrose para descobrir onde ele e o vírus estão escondidos.

Além de cenas de ação inacreditáveis, pombos voando e muita pancadaria, este filme se destaca por nos ter dado o Wolverine interpretado por Hugh Jackman. Dougray Scott, que interpreta o vilão Ambrose, recusou vestir as garras de Adamantium para estar em M:i-2. De resto o roteiro não é nada profundo e as atuações (até mesmo de Anthony Hopkins, em rápida participação) não são memoráveis.

Missão: Impossível 3 (2006)

Você sabe quando uma simples cena estraga para sempre um filme? Foi o que aconteceu comigo ao ver M:i:III. Revelar o motivo deste ódio traz um gigantesco spoiler, portanto se você não viu este filme e não deseja saber do que estou falando, pule os dois próximos parágrafos.

Missão: Impossível 3 abre de maneira estupenda. Hunt está preso a uma cadeira enquanto o vilão fala sobre um tal pé de coelho e faz uma contagem regressiva para que Ethan lhe diga onde o artefato está. A contagem chega ao fim e ele atira em quem quer que seja aquela moça. É uma das cenas mais tensas que já vi em filmes de ação e apresenta um vilão espetacular. No meio do filme você descobre que aquela não era a namorada de Ethan. Por quê? “Porque sim”.

 

Acabou com o vilão e foi uma saída babaca para ter um final feliz. Até eu, que apoio completamente finais felizes em filmes (mesmo nos de terror) não fiquei de boa com aquele finalzinho onde ele e a esposa saem do prédio da FMI, que é ultra top mega secreto, sorrindo enquanto o resto do elenco comemora. Desde de 2006 não havia revisitado este filme e fiquei tão irritado desta vez quanto ao ver no cinema.

A direção de J.J. Abrams é bastante competente, as cenas de ação estão bem filmadas. Destaque para o ataque a uma ponte e uma corrida digna das Olimpíadas que Cruise encena em Shangai. O problema é que para mim o filme estava em um tom, dado pela primeira cena e mudou para pior depois da revelação do que tudo significava. Destaque gigantesco para o saudoso Philip Seymour Hoffman, que entrega um vilão assustador de tão insensível.

Missão: Impossível – Protocolo Fantasma

Este filme começou acertando ao trazer para a direção o grande Brad Bird, responsável por algumas das melhores animações recentes, como Gigante de Ferro e Os incríveis. Uma aposta que se mostrou acertada pois ele trouxe uma excelente visão em cenas de ação.

Temos aqui a equipe de Hunt tentando impedir o roubo de armas nucleares por um maluco que jogou Fallout demais e vê no conflito atômico uma maneira da humanidade evoluir. No processo de impedir que as armas caiam em mão erradas, a equipe acaba sendo acusada de explodir o Kremlin. Sabe aquela história de que se Hunt ou qualquer membro da equipe for preso o governo vai dizer que nem sabe quem são esses? É exatamente o que acontece e o tal do Protocolo Fantasma entra em ação. Nele, a Hunt e seus associados serão acusados pela explosão mas poderão “fugir” e assim investigar o que ocorreu.

Nisso acompanhamos os agentes em viagens por lugares exóticos onde eles farão o impossível (sabe?) para impedir a Terceira guerra Mundial. No meio temos excelentes sequências, como a escalada do Burj Khalifa e uma perseguição no meio de uma tempestade de areia.

O filme traz de volta Simon Pegg, que funciona perfeitamente como alívio cômico (mesma função que desenvolve em Star Trek) e apresenta o Gavião Arqueiro como agente Brandt. No fim temos um dos melhores filmes da franquia que, assim como o primeiro, rende boas homenagens à série.

 

Por fim, a série cinematográfica Missão: Impossível não erra muito e geralmente saio do cinema satisfeito por ter acompanhado uma grande aventura. Ethan Hunt deve gostar de ser mulher de malandro, pois em absolutamente TODOS os filmes a FMI dá um jeito de f*der com ele. Mesmo assim o cara não se demite e volta para ser esculhambado mais uma vez (coisa que o trailer de Nação Secreta já deixa meio claro) pelos seus empregadores. As semelhanças entre os filmes são tantas que o Honest Trailers fez um vídeo apontando estes problemas.

Para mim os filmes ficam organizados, do melhor para o pior, assim: 1 > 4 > 2>>>>>>>(abismo)>>>>>>>3. Qual o seu favorito da série? Diga nos comentários quais os melhores e piores momentos da franquia. Tente rever todos para chegar com tudo em Nação Secreta.

Pôsteres estilizados da franquia Missão Impossível

 

 

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