Artigo

Conhece American Horror Story?

American Horror Story (Uma História de Horror Americana) é uma série criada por Ryan Murphy e Brad Falchuk (conhecidos por Glee e Nip/Tuck), exibida pelo canal FX nos Estados Unidos e FOX no Brasil. No ar desde 2011, a série está em sua quarta temporada e já foi renovada para a quinta, com data prevista para outubro de 2015.

A ideia da série é bem interessante: Cada temporada conta uma história diferente, com um tema principal, e as temporadas vão seguindo, sem possuir nenhuma ligação entre elas. Ou seja, é como se fossem várias séries dentro de uma só, e é possível pular uma temporada sem que isso afete na outra (apesar de não ser muito recomendável, já que em minha opinião, todas as temporadas são bem interessantes).

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A primeira temporada é chamada Murder House (Casa Assassina), e gira em torno da infidelidade e outros problemas familiares.

Ambientada nos dias atuais, um psicólogo, sua esposa e sua filha se mudam para uma casa antiga, em busca de uma mudança de ares. Após um caso extraconjugal e um aborto, eles percebem que precisam estar em um lugar mais tranquilo para poderem recomeçar. Porém, eles não são os únicos habitantes do local, que possui tantos espíritos que é preciso prestar atenção no enredo pra não se perder. Principalmente porque esses espíritos começam a se misturar com os vivos, e muitas vezes você se confunde e não sabe muito bem quem está vivo, quem está morto e quem está no meio termo. Na minha opinião, essa temporada foi a que teve o enredo mais original e foi a mais bem amarrada, pois não teve muitas tramas paralelas, conseguindo fechar tudo direitinho.

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A segunda temporada se chama Asylum (Manicômio ou Sanatório) e gira em torno de problemas mentais, espiritualidade e, acreditem ou não, alienígenas. Ambientada na década de 60, ela se passa praticamente toda dentro das paredes da Instituição Mental Briarcliff, que é para onde os presos com problemas mentais são encaminhados. Fundada por um Monsenhor e dirigida por uma freira extremamente severa, porém com dúvidas quanto a sua fé, grande parte dos pacientes está internada ali de forma injusta.

A trama se desenrola a partir desses pacientes e de suas histórias, e por esse motivo acaba escorregando bastante. Foram tantas storylines que ficou difícil amarrar tudo no final, e por isso eu considero Asylum, apesar de muito interessante, ótimas atuações e sacadas geniais, como a mais fraca das temporadas.

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A terceira temporada se chama Coven (uma reunião de bruxas) e gira em torno do preconceito com as minorias. Ambientada na Nova Orleans dos dias atuais, fala sobre as jovens bruxas encontradas e acolhidas pela Academia da Madame Robichaux (que é uma espécie de Mansão X só que para bruxas) e a busca pela nova Supreme (que pode ser considerada como a “rainha” das bruxas), que irá substituir a atual.

Um dos fatores mais interessantes desta temporada foi o uso de 2 personalidades históricas de Nova Orleans dentro do enredo: Marie Laveau, uma  cabeleireira conhecida por ser praticante de vodu (e por ter continuado sendo vista pela cidade, mesmo após sua morte ter sido anunciada), e Delphine Lalaurie, uma personalidade que ficou conhecida por ser suspeita de torturar e matar aproximadamente 100 escravos negros em sua propriedade. Essas duas personalidades são personagens da série e extremamente importantes para o enredo, principalmente na questão do racismo e opressão. Das três temporadas já lançadas, Coven foi a minha preferida.

Apesar do tema das bruxas não ser lá muito original, a abordagem foi muito interessante, o roteiro bem escrito, assim como a construção dos personagens. Inclusive Coven tem uma das personagens que eu mais amei odiar na história das séries!

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A quarta temporada, que estreou no começo de outubro, se chama Freak Show (Circo de Horrores) e fala sobre o mundo dos espetáculos circenses, seus problemas e peculiaridades, e uma entidade sombria que se fará presente.  Ela se passa na Flórida, nos anos 50, e conta a história de uma trupe de circo que chegou à cidade e o impacto que eles causam à população.

O elenco da série não pode ser chamado de outra coisa que não seja “maravilhoso”. Além de renomados, os atores entram completamente no personagem e você acredita naquilo. Você sente raiva do ator/atriz, mesmo sabendo que ele está interpretando um papel. Grande parte dos atores retorna nas temporadas seguintes, mas apenas Jessica Lange (Tootsie), Evan Peters (X-Men: Dias de um Futuro Esquecido), Sarah Paulson (12 Anos de Escravidão) e Frances Conroy (A Sete Palmos) estiveram presentes nas quatro. Além deles posso citar Kathy Bates (Misery), Zachary Quinto (Star Trek), Joseph Fiennes (Shakespeare Apaixonado), Angela Bassett (Tina), Denis O’Hare (True Blood), Kate Mara (127 Horas), Clea DuVall (Garota, Interrompida) e eu poderia continuar nisso por horas, já que a lista de atores famosos/competentes é imensa. Até mesmo Adam Levine do Maroon 5 já participou da série (mesmo não sendo nem um pouquinho ator, rs).

American Horror Story é uma daquelas séries que vale a pena dar uma olhada, seja pelo elenco, pelas atuações, pelo roteiro, pela originalidade, pela falta de pudor ou pelas sequências de abertura que são sempre magníficas e perturbadoras!

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