Resenha

[Resenha] – Creepy: Volumes 1, 2 e 3

Não é segredo nenhum que os mestres do terror atual, seja no cinema, na literatura ou nas HQs, tiveram parte de suas habilidades criativas despertadas pelos quadrinhos da EC comics (década de 50) que pavimentaram o caminho para as revistas Creepy (década de 60). Desde 2013, a Devir brindou a nós, brasileiros fãs do terror e horror, com o relançamento em encadernados de grande estilo dessas HQs tão famosas e consagradas na década de 60, muitos dos clichês e arquétipos presentes nas mídias que lidam com terror remetem a elas.

Na história dos quadrinhos, Creepy se destaca por carregar em suas páginas as melhores histórias de terror já quadrinizadas e que, como dito anteriormente, influenciaram uma imensa gama de “mestres do horror” como Stephen King. Aqui no Brasil, as revistas Creepy foram publicadas pela RGE entre 1976 a 1981 com o nome de “Kripta”, tiveram boas tiragens e um relativo sucesso. Embora tenham sido esquecidas, ainda é possível topar com elas em sebos por preços razoáveis.

Imagem: noitesinistra.blogspot.com

Em 2008 a editora Dark Horse deu inicio a um verdadeiro processo de resgate histórico (trabalho premiado com o Oscar dos quadrinhos, o Eisner) e começou a publicar as revistas Creepy e Eerie em encadernados que foram trazidos para o Brasil a partir de 2010 em uma espécie de braço de ferro entre as editoras Mythos e Devir.

O primeiro volume de Creepy, contendo as cinco primeiras edições da revista, chegou até nós na passagem de 2012 para 2013 pela Devir e nos fez perceber por que o trabalho da Dark Horse é realmente um resgate histórico. O projeto parece bem sucedido, já estamos em 2015 e o terceiro volume foi publicado recentemente, todos eles já se encontram praticamente fora dos catálogos convencionais das grandes lojas.

Falar sobre a qualidade de conteúdo dessas HQs é um trabalho ingrato, já que qualquer crítica ou resenha será óbvia, mas eu, como leitor orgulhoso de ostentar os 3 volumes em minha coleção e mente, gostaria de falar um pouco sobre os excelentes trabalhos que podem ser encontrados nas páginas dos encadernados.

O time de escritores e artistas responsáveis pelas histórias de Creepy é composto por gênios como Frank Frazetta, Joe Orlando, Al Williamsom, Steve Ditko, Angelo Torres, Archie Goodwin e outros. Somadas essas capacidades todas e o resultado não poderia ser outro senão a originalidade em sua forma mais apetitosa e apreciada.

Creepy é composta por pequenas histórias de terror de 6 a 7 páginas em preto e branco. Sem pudores, todas as calamidades da dimensão do terror e horror saltam aos olhos, tortura, desastres, assombrações, vampiros, lobisomens, bruxas e tudo o mais que você puder imaginar de dantesco e diabólico. Todos os três encadernados são uma viagem macabra em direção a assassinos psicóticos, mentes perturbadas e sangue.

Claramente inspirados por escritores como Lovecraft, Poe, Hoffman e outros pais do terror/horror, os roteiristas de Creepy trabalhavam seguindo estruturas semelhantes com tramas diferentes, a sucessão de quadros, narrativa e balões deixa clara a divisão entre primeiro, segundo e terceiro atos, no qual sempre ocorre uma reviravolta inteligente, muitas vezes de gelar a espinha, finais felizes passam longe dessas páginas.

Em 2008 a editora Dark Horse deu inicio a um verdadeiro processo de resgate histórico (trabalho premiado com o Oscar dos quadrinhos, o Eisner) e começou a publicar as revistas Creepy e Eerie em encadernados que foram trazidos para o Brasil a partir de 2010 em uma espécie de braço de ferro entre as editoras Mythos e Devir.

O primeiro volume de Creepy, contendo as cinco primeiras edições da revista, chegou até nós na passagem de 2012 para 2013 pela Devir e nos fez perceber por que o trabalho da Dark Horse é realmente um resgate histórico. O projeto parece bem sucedido, já estamos em 2015 e o terceiro volume foi publicado recentemente, todos eles já se encontram praticamente fora dos catálogos convencionais das grandes lojas.

Falar sobre a qualidade de conteúdo dessas HQs é um trabalho ingrato, já que qualquer crítica ou resenha será óbvia, mas eu, como leitor orgulhoso de ostentar os 3 volumes em minha coleção e mente, gostaria de falar um pouco sobre os excelentes trabalhos que podem ser encontrados nas páginas dos encadernados.

O time de escritores e artistas responsáveis pelas histórias de Creepy é composto por gênios como Frank Frazetta, Joe Orlando, Al Williamsom, Steve Ditko, Angelo Torres, Archie Goodwin e outros. Somadas essas capacidades todas e o resultado não poderia ser outro senão a originalidade em sua forma mais apetitosa e apreciada.

Creepy é composta por pequenas histórias de terror de 6 a 7 páginas em preto e branco. Sem pudores, todas as calamidades da dimensão do terror e horror saltam aos olhos, tortura, desastres, assombrações, vampiros, lobisomens, bruxas e tudo o mais que você puder imaginar de dantesco e diabólico. Todos os três encadernados são uma viagem macabra em direção a assassinos psicóticos, mentes perturbadas e sangue.

Claramente inspirados por escritores como Lovecraft, Poe, Hoffman e outros pais do terror/horror, os roteiristas de Creepy trabalhavam seguindo estruturas semelhantes com tramas diferentes, a sucessão de quadros, narrativa e balões deixa clara a divisão entre primeiro, segundo e terceiro atos, no qual sempre ocorre uma reviravolta inteligente, muitas vezes de gelar a espinha, finais felizes passam longe dessas páginas.

Imagem: Devir

Imagem: Devir

A arte das HQs varia muito por conta do número de artistas envolvidos, mas o traço é em geral clássico e os desenhos buscam, com sucesso, o realismo diegético. Nesse quesito, destacamos o primor de detalhes e competência dos artistas nos desenhos dos rostos dos personagens, principalmente quando eles retratam agonia e espanto.

Cada volume de Creepy da Devir traz 5 edições da revista original, e o ponto negativo delas é que a qualidade das histórias cai um pouco conforme avançam de edição para edição e de encadernado para encadernado, principalmente por se tratarem de histórias de efeito, o leitor acaba se acostumando com as estruturas, personagens e plot twists, e isso torna previsíveis algumas das tramas.

Outro ponto de destaque é o já citado trabalho de resgate histórico promovido por essas novas edições. As revistas foram colocadas dentro dos encadernados com todo o seu material original, incluindo uma imersiva sessão de capas no final de cada volume, além disso, no meio de cada edição existem propagandas fascinantes que ofereciam vários produtos via correios, máscaras, filmes de 8 milímetros, trilhas sonoras de clássicos do terror, decalques e bonecos. Para quem viveu um pouco da época antes da massificação das lojas virtuais, o sentimento de nostalgia é enorme e eu confesso que perdi muito tempo observando as ofertas e a descrição das bugigangas que eram oferecidas na revista Creepy original.

A HQ também é primorosa no seu modelo de interação com o público, cada conto é introduzido pelo Tio Creepy, um velho decrépito e feio que dialoga com o leitor. Ele também conclui as histórias, sempre com uma característica piadinha de humor negro. Esse personagem que permeia todas as histórias também é responsável pela sessão “Conhecimentos torpes da Creepy” que em uma página quadrinizada, conta ao leitor casos estranhos, históricos ou insólitos relacionados ao mundo macabro, desde histórias da inquisição até “maldições” contraídas por arqueólogos e mistérios ainda não resolvidos.

Cabe concluir apenas que o trabalho da Devir tem sido simplesmente impecável, os encadernados são lançados em capa dura e também em uma versão em brochura, o papel é de alta qualidade e o primeiro encadernado já está com quase três anos aqui na minha estante, mas parece ter saído do plástico ontem. Você com certeza não vai se arrepender nenhum um pouco de desembolsar um pouco mais para ter a versão em capa dura.

Se você está aqui no Mundo Freak, com certeza procura aprender alguma bizarrice e Creepy é uma ótima pedida para você, uma chance de aprender sobre a história do terror nas HQs e de perceber a origem de uma infinita gama de estruturas e clichês contemporâneos do cinema, quadrinhos e literatura.

 

 

Informações Técnicas

Título – Creepy – Contos Clássicos de Terror – Volumes 1, 2 e 3.

Editora Devir

Nível de Leitura: Médio

Nota: 5/5

 

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