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5 filmes para você perder a fé na humanidade

Correntes filosóficas diferentes irão definir de formas distintas a tal “natureza humana”. Alguns acreditam que o homem é bom por natureza e outros que nós somos ruins e melhoramos apenas para conseguir viver em sociedade.

Independente da sua linha nós já fomos retratados no cinema como seres heróicos e também como verdadeiros FDPs! Esta é uma primeira lista, que tende a mostrar como somos ruins. Na próxima tentarei melhorar nossa imagem. Então vamos lá que é hora de perder a esperança.

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A Estrada (2009 – Dirigido por John Hillcoat

Este filme me deu a ideia de fazer a lista. O tom depressivo que engloba suas 2 horas de duração seria suficiente para coloca-lo nesta seleção, mas o buraco é muito mais fundo do que suas cores. Apesar das qualidades técnicas, do bom roteiro e atuações, o filme quase não se pagou (o que é uma vergonha). Aparentemente o público não queria entrar em uma viagem depressiva.

Esta é uma das mais reais representações de um cenário pós apocalíptico que já vi no cinema. Pessoas sem esperança, lutando pelo resto de comida e abrigo que resta no mundo. Outros se reúnem em comunidades canibais que se alimentam dos mais fracos. Não existe um herói, não existe esperança e todo mundo é seu inimigo aqui. Certamente seu dia estará mais triste ao fim da sessão.

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Para Sempre Lilya (2002 – Dirigido por Lukas Moodysson)

Este não é um filme fácil de achar, mas vale a pena o esforço. A trama começa com uma garota visivelmente espancada correndo em direção a uma ponte. Daí somos levados para o passado, onde somos apresentados a Lilya, uma garota que é abandonada pela mãe, que foi para os EUA e não quis levar a filha indesejada junto.

A partir daí, abandonada também pela tia que deveria cuidar dela, Lilya vê sua vida desmoronar chegando até mesmo a fazer programas para sobreviver. É então que seu namorado a convida para ir para a Suécia morar com ele. Ao aceitar a proposta, pensando que teria uma vida mais feliz em outro país, a menina é transformada em uma escrava sexual, vítima do tráfico internacional de pessoas.

Parece triste? Ainda piora muito e a intenção é essa. Na época do lançamento do diretor Moodysson afirmou que queria submeter a plateia à sensação de ser atropelada por um trem. Parabéns meu cara, missão cumprida.

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Requiem para um Sonho (2000 – Dirigido por Darren Aronofsky)

Algumas pessoas acharam que Aronofsky pegou pesado em Cisne Negro. Quem disse isso nunca viu este filme, que retrata sem nenhuma glamourização o mundo dos que se viciam em drogas.

Aqui não se fala em uma droga específica, mas nos motivos e consequências do vício, podendo ser retratados através de uma garota que se droga junto com o namorado ou de uma simples dona de casa, que queria perder peso pois em alguns dias apareceria na televisão.

Um ponto curioso para alguns está na música tema do filme, que depois viria a aparecer em uma infinidade de trailers em Hollywood.

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A Noite dos Desesperados  (1969 – Dirigido por Sidney Pollack)

Em um mundo cheio de reality shows muito se fala hoje em dia sobre a que as pessoas se submetem em troca de dinheiro, ou de fama. Parece até que é uma coisa nova para nossa sociedade. Algo que veio junto com o advento da Internet mas este filme, baseado em um livro escrito em 1935, prova que a necessidade financeira gera desespero e sempre haverá alguém disposto a pagar para ver o sofrimento alheio.

Na trama, que se passa durante a Crise de 1929, um grupo de pessoas aceita participar de uma diferente corrida, realizada por uma casa de shows,  onde quem conseguir ficar mais tempo ganha 1.500 Dólares (uma verdadeira fortuna na época). A partir daí vemos o desespero dos participantes, que fazem de tudo para ficar na prova e do responsável pelo evento, que não possui qualquer escrúpulo quando o objetivo é atrair um público maior.

Parece que na luta pela audiência em um mundo sem regras vemos o pior do ser humano Algo que pode ser visto em diversos filmes com uma linha central semelhante, como O Sobrevivente e Jogos Vorazes.

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O Túmulo dos Vaga-lumes (1988 – Dirigido por Isao Takahata)

Outra situação onde podemos esperar o pior que nossa espécie tem para mostrar é a guerra. Não faltam exemplos no cinema, como A Lista de Schindler, Platoon, Nascido Para Matar e A Irmandade da Guerra (veja este último. É coreano, difícil de achar e muito bom), mas O Túmulo dos Vaga-lumes é de acabar com o dia do mais feliz Ursinho Carinhoso.

A animação começa com a morte de Seita, que definhou no chão de uma estação de trem como um mendigo. Daí acompanhamos seu espírito revisitar o passado, desde o primeiro bombardeio que transformaria para sempre sua vida e de sua irmã Setsuko, até os momentos que precedem seu falecimento.

Aqui vemos a guerra e a maneira como ela transforma as pessoas através dos olhos de duas crianças, que só podem confiar uma na outra para sobreviver. Também podemos perceber que os horrores não são vindos apenas dos inimigos mas também de pessoas que eram seus amigos, vizinhos e familiares antes do mundo ir abaixo.

Cheio de momentos emocionais gigantescos, O Túmulos dos Vaga-lumes se torna ainda mais real quando é descoberto que trata-se da adaptação de um livro semi autobiográfico. Triste até o último segundo, mas um filmaço.

 

Por enquanto é só. Gaste todos os lenços de papel da casa que na próxima lista veremos um lado mais amável da nossa espécie. Se gostou, odiou ou achou que algum filme ficou de fora, mande seu recado nos comentários.

 

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