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[Lens of Truth] Altas confusões nos imundos esgotos de Thais!

Lens of Truth

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Estava lá naquele inferno monótono mais uma vez, nunca me satisfazia, mesmo achando aquela caverna secreta de Wasp para incrementar minha rotina de treinamento. Me sentia desmotivado.

Um dia, depois de mais uma caçada bem sucedida, voltando com a mochila cheia de carne de Urso, Moedas e algumas Runas que consegui encantar na viagem. Morava na cidade Thais, capital do Reino, aquelas ruelas fétidas dominadas por ratos ja a muito não lembrava Thais dos velhos tempos. Passei no açougue, consegui algumas moedas de ouro pelas carnes e passei na loja de equipamentos mágicos, comprei algumas runas virgens e fui direto para o depósito verificar meus pertences e reorganizar meus ganhos para mais uma jornada de aventuras.

Ao chegar na avenida principal, me deparo com sangue. Muito Sangue. Ocorreu alguma briga a pouco tempo, as pessoas parecem assustadas e agitadas, normal em plena segunda a noite devo dizer. Redobro a atenção caso algum gatuno venha arranjar confusão para meu lado e antes de poder dizer “adevo mas grav flam” já estava dentro do meu cofre. Fiquei babando mais um pouco minha Wand of Dragonbreath – Só mais um – pensei. Aquela gracinha estava comigo a uns bons 3 níveis atrás. Consegui de barganha de um druida louco que achava que aquilo estava com defeito, esse druida tava tão ligado na erva de troll que mal percebeu que um de sua classe não poderia usa-la nem se matasse mil Behemoths.


Minha querida cidade =)

Acho que nessa próxima caçada, alcancarei um nível maior e conseguirei usar essa beleza finalmente, não gosto realmente de carregar coisas a mais comigo, ainda mais tão importantes como essa, mas não pude conter a empolgação. Coloquei a maravilhosa wand em minhas vestes e saí do Depósito em direção a saída leste da cidade. Quando passei pela terceira viela, percebi que estava sendo seguido. Algumas olhadelas rápidas e percebi que era um paladino, ou seja, não podia dar mole. Ele empunhava uma besta nas costas, consegui ver de relance pela segunda vez, mas dessa vez ele percebeu.

Olha, sejamos sinceros, não ganho nada mentindo e o que estou contanto aqui não é uma história de Druida, realmente aconteceu. Não sei porque cargas de runas eu invoquei um urso, mas quando aquele paladino começou a correr atrás de mim, sabia que teria era morte certa. A ruela que dava para duas pessoas de maneira muito apertada estava muito bem guardada do outro lado. Um cavaleiro junto a um outro mago emergiu a transversal e bloqueavam meu caminho, o urso estava sendo tão útil quanto uma lanterna de dia, ao invés de bloquear a passagem do paladino, ele preferiu ficar sentado olhando pra mim. – Maldito comedor de mel.

Realmente estava encrencado naquele momento.

– Querido mago, observamos você desde a sua visita ao Deposito, e não deixamos de notar que carrega algo valioso consigo…- Uma voz rouca e pesada sai de uma abertura do elmo do Cavaleiro.

– E quero as runas que você tem aí, infante – Diz o mago com uma voz extremamente ridícula.

– Desculpe senhores, estou levando as cinzas da minha querida avózinha comigo. Só quero joga-las no mar aqui perto.

– Me dê logo essa wand mago! – Diz o paladino que nesse momento se aproximava cada vez mais…

– Não tenho nenhuma wand!

– E isso saindo da sua bunda é o que?

– …

Meus equips batutas, deu trabalho.

Que anta, coloquei a wand no bolso errado, ela está agora saindo pela parte de traz das minhas vestes, e além disso mostrava a minha cueca.

Corri e consegui achar um atalho entre os barris do anão que vende cerveja no bar ao lado e fui para o Deposito novamente, aonde estaria a salvo. Ledo engano. Para os novatos, o depósito é sinonimo de segurança por essas bandas. Não me pergunte o porque, mas dentro de lá ninguem consegue atacar, coisa doida. Mas tão benção é aquele lugar, como maldição, aonde os arredores são tão violentos e insanos quanto toda essa cidade. E quando viram aquela agitação aonde eu era o protagonista ganhei uma dezena de guerreiros insandecidos atrás de nossas cabeças, e sei lá o porque.

– Vocês nunca me pegarão vivo! – Me taquei no primeiro bueiro que vi, foi quando aquilo aconteceu.

É claro que eu não ia conseguir fugir por muito tempo, ganhei um tempo descendo até aqui em baixo, mas é só aquele paladino ter contato visual comigo que estarei morto antes que pudesse dizer “adevo mas grav pox”. Felizmente os deuses estavam comigo naquele momento, e não há de se repetir tão cedo. O mago e o avaleiro vieram na frente, bloqueando qualquer visão do paladino atrás. Os Esgotos de Thais são bem conhecidos pelos aventureiros, são labirintos estreitos compostos apenas de ratos, cocô e lama. É claro que alguém iria pagar vestes novas pra mim.

– Aí, querem um pedaço do grande mago aqui? Então toma essa!

– Adori Flam! – Grito de maneira imponente, enquando uma esfera de mais ou menos 10 centímetros de diâmetro saí da minha mão e cai numa poça a frente dos meus perseguidores, fazendo que a magia se apagasse instantaneamente. Mas é claro que não vi isso, já que pouco antes de completar as falas da magia já estava correndo como um condenado.

Algumas flechas voavam, acertando as pedras a minha volta. Felizmente a proporção labiríntica dos túneis de Thais não são muito boas para paladinos. Quando eu vi minha morte de perto, cheguei em uma grande reta, reconheci ela de quando vinha caçar aqui enquanto era apenas um aprendiz. Ela era em baixo do Depósito da cidade, e se chegasse até lá eu estaria em segurança, mas essa reta proporcionava ao paladino uma chance fatal, De repente o chão aos meus pés começa a se mover, e vejo milhares de ratos. (na verdade uns 6, mas suficiente para fechar a passagem e me deixar puto) a minha frente. – Morri – Pensei.

 

Não sei realmente o que aconteceu, se os ratos ficaram com dó de mim, ou se aquele Cavaleiro tinha cheiro de queijo por baixo na armadura, só sei que como as águas do mar vermelho (que não sei daonde tirei essa comparação já que não existe nenhum lugar assim aqui nesse continente) os ratos abriram passagem para esse nobre mago que aqui vos fala. E não só isso, bloqueando a passagem de meus agressores, fazendo com que conseguisse a tempo sair pelo bueiro e escapar com segurança, mais uma vez eu estava a salvo.

por Andrei Rated

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