Mundo Freak Confidencial 181 – John Dee e a língua dos anjos

O trabalho, a dedicação e a devoção de apenas um mago foram o suficiente para fazerem os anjos revelarem seus segredos; mas a que custo?

Nesse Mundo Freak Confidencial, acompanhe os investigadores Andrei FernandesMarcos Keller, Juliana Ponzilacqua e Ivan Mizanzuk desvendando os segredos da lingua dos anjos, da magia enoquiana e tudo mais. 

Comentado nos recados!

Comentado no episódio!

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Sobre Andrei Fernandes

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Falando de podcast com muita ousadia, alegria e misantropia. Também autor do livro Kalciferum, chanceler supremo do Freakstão e morador de Setealém.

66 Comentários

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  • Vamos marchar sobre a Cracóvia !!

  • Leo B.

    https://uploads.disquscdn.com/images/b3670121346ea5c100c202f825fb596aba21a2beb76088e1d79e4f2da04a27ec.jpg

    Zoltar Speaks é o nome da máquina do Quero Ser Grande que vocês não estavam lembrando. =)

    • Marcos Keller

      Iiiisso

  • Tiago Malta

    Dois programas seguidos sem o Rafael e o Lucas? Essa o Tiago não curtiu

    • Hahaha obrigado pelo carinho; calma que eu volto :)

  • Waldo Gomes

    Porra mano a parte que falaram de conversar com o rato me veio a Marmota Alan Na cabeça na hora. HAHAHA https://www.youtube.com/watch?v=XgvR3y5JCXg

  • Keller o Kelley Keller Kelley Kelley

    Já buguei

  • Caio Esteves

    Qual é o nome da musica que toca à 1 minuto em 20 segundos, logo antes da apresentação?

    • Immelman

      Lilium, vi em um anime chamado Elfen Lied.

    • Walisson Reverte

      Lilium – elfen lied

  • Alguém sabe quais são as contribuições do John Dee para a Matemática, além de traduções de manuscritos?

    Todo mundo fala que ele era matemático, mas eu nunca encontro contribuição dele – além das traduções que ele fazia com todas as disciplinas. Fico com a impressão que ele era chamado de matemático mais por que as disciplinas ainda eram todas misturadas e ele tinha alguma noção de cálculo do que por ser ativo no meio.

    • Acho q tem algo sobre isso na pauta. Lembro de ter lido.

    • O negócio dele com a matemática em si foi a divulgação desta em língua inglesa. Os textos sobre matemática ainda eram mais escritos em latim. Por mais que hoje isso pareça pouca coisa, a matemática ainda não tinha uma relação plena com a física, a época denominadas como filosofia natural. Como a aplicação da matemática era mais restrita, seu estudo estava focado na academia e nos aspectos mais teóricos. Ao traduzir Euclides para o o inglês, possibilitou mais pessoas terem contato com esta e aplicá-lo em outras coisas, como a filosofia natural, o que possibilitou um surgimento de um Newton por exemplo.

      Além disso, ele trouxe contribuições a reforma do calendário inglês e na cartografia, a época uma subárea da matemática neste contexto, tendo trabalhado diretamente com Mercator. Os equipamentos que ele desenvolveu para navegação, através do uso da matemática nesta de forma mais tranquila, foi importante para o desenvolvimento das técnicas de navegação britânicas.

      O seu diálogo com Tycho Brahe, sendo o problema da época a aplicação da matemática na física, filosofia natural, e na astronomia de uma forma mais sofisticada, também contribuiu com o trabalho do último.

      Tem outras ações dele nesse campo, mas naquele contexto, a divulgação é que possibilitou o surgimento da ciência moderna, pois seus precursores eram praticantes das artes liberais: lógica, matemática, metafísica, astronomia, gramática, música, entre outras; e artes mecânicas, como o encanador por exemplo. Quando um praticante de artes mecânicas tem acesso ao conhecimento matemático, começa a aplicá-la em seu objeto de estudo, daí a importância da divulgação da matemática e da crença do Dee em ser possível aplicá-la em outras áreas.

      Tudo de bom!

      • Tiago, mas eu não to dizendo que o trabalho de copiador e tradutor é pouca coisa; muito pelo contrário, é um trabalho importantíssimo. Como eu deixei claro, eu fiz essa pergunta pois, quando eu procuro pelos trabalhos do Dee, eu nunca encontro contribuições dele, mas sim esse trabalho homérico de bibliotecário poliglota; então, queria saber se sou eu que não estou encontrando material de contribuições mais especificamente dele, ou se simplesmente ele não estava focado em contribuir dessa forma.

        • Oi, eu só aproveitei para trazer essa questão. Como tenho pesquisado esse período, dá vontade de falar disso em todo o canto sobre a importância da divulgação da matemática para o estabelecimento da ciência moderna. Foi tipo um ataque de oportunidade rsrsrs.

          Desculpe se pareceu uma crítica a você, mil desculpas mesmo, não foi a intenção. A contribuição dele foi mais na parte de cartografia e navegação, na aplicação da matemática. Como é contemporâneo do Mercartor, acabou sendo eclipsado pelo revolução que este trouxe a cartografia enquanto ciência.

          Tudo de bom!

          • Magina Tiago, fica tranquilo! Compartilho do seu entusiasmo e to adorando ver teu ponto de vista :)

          • Eu fiz graduação em filosofia e fiz mestrado em musicologia, talvez comece um doutorado agora.

            O que pesquisei no mestrado foi o livro Compendium Musicae de Descartes, o primeiro que ele escreveu, focando em quais suas fontes para escrever seu livro. No processo precisei estudar o início da ciência moderna e da história da matemática, até porque teoria musical era um campo da matemática. Está nesse link: https://repositorio.unesp.br/handle/11449/151306

            Como é um livro de transição, precisei estudar um pouco de Idade Média, o Renascimento em si e a formação da ciência moderna. Basicamente, fiz uma maluquice, hahahahaha

          • Olha só! Uma dissertação! Isso não aparece por aqui todo dia. Tá guardadinha pra ler no trem, no Sábado :)

          • Perdoe minha dislexia de escrita, rsrs

            Fico grato pela leitura e pode colocar algo ali em dfvida, pois discutir é muito bom!

  • “As cores do Arco Íris” não dá nada de especial ao número sete. A relação é a inversa. Quando Newton foi categorizar o espectro de luz visível, ele viu seis cores bem definidas; aí ele forçou uma barra pra serem sete por que ele adorava dar uma de místico. Quando encontrou crítica dos colegas pela forçada de barra, ele usava da autoridade dele pra passar um pano. A fixação dele com o número sete mistura astrologia e filosofia grega, com diversos outros fundamentos. No final, é só um exemplo da gente moldado a nossa percepção do mundo externo pra concordar com as nossas preferências pré-definidas.

  • Vale lembrar que as consoantes B, M e P, comentadas pela Juliana como primordiais, são as que são pronunciadas encostando os lábios. Todas as outras consoantes não precisam de lábios encostando.

  • Não vejo a necessidade de implicar motivação trambiqueira pra contemplar uma perspectiva cética para com o Dee. Ele pode estar inventando por qualqer outro motivo, como querer acreditar. Aliás, do pouco que me mostraram dele, me parece que ele realmente acreditava no que estava dizendo – o que não quer dizer que é verdade. Vale a pena aqui distinguir que o fato do Dee acreditar nele mesmo não quer dizer que as experiências dele eram como ele mesmo acreditava. O Dee me parece uma intersecção culturalmente muito rica de vontade de crer, imaginação embasada e percepção de realidade através de lentes intelectuais que ele aprendeu. E, claro, também não quer dizer que é mentira.

  • TROSSONAEL HAHAHAHAH CARACA KELLER HAHAHAHA HIGH STAKEEL HAHAHAHA EU CHOREI DE RIR AQUI HAHAHA MTO BOM

    • Marcos Keller

      Desgurpa

  • Thiciana Sasse

    Oi, Obrigada por ler meu comentário novamente!
    Eu digito muita coisa ao contrário, deve ser coisa de canhoto.
    Sobre o programa, achei esse John Dee com uma cara de personagem de Harry Potter, acho que é essa coisa de ser inglês e medieval, sei lá.
    Sobre o monte de coisa que você perguntou, Andrei. Bom, eu poderia explicar mas acho que seria mais fácil você chamar um católico praticante, sério mesmo, para gravar a próxima parte dos mistérios católicos, assim vocês não caem em uma conversa de leigos.
    Sentirei falta de vocês nas férias, no mais, um ótimo Natal pra todos e um ano novo cheio de novas perspectivas e realizações!

  • Matehuos

    Tema do podcast muito bom, sou bem por fora desse lance mais ocultista por achar muita forçação de barra as vezes e esse tipo de conteúdo me dá uma perspectiva das coisas.

    Só queria puxar um ponto, o fato deles dois fazerem isso tudo com tanto empenho não, necessariamente, é por causa de experiencias “reais”. Na minha visão de cético chato, provavelmente eles estavam tão imersos nesse mundo que acabaram por extrapolar a realidade pra suprir as expectativas dos dois. Além que o Dee por ter um conhecimento acadêmico dá esse ar de credibilidade.

    • Bingo! Compartilho da mesma opinião. Hoje em dia, temos uma visão muito mais objetiva e realista do mundo à nossa volta, então quando dedicamos tanto tempo e esforço à um universo cultural, chamamos de ficção. As pessoas criam jogos, livros, cartas, contos, músicas, etc, só não mesclam isso com suas visões do mundo objetivo como o John Dee fazia. Eu tenho um amigo que toca a 20 anos em uma banda de space rock. Ele e os amigos da banda criaram universos inteiros cheios de personagens, grandes e pequenos eventos, lugares, instituições e regras próprias, um lore absurdamente gigante, pra então fazerem álbuns de música sobre essa fantasia toda.

      Me parece que, pro John Dee, não existia nenhuma distinção entre (1) o mundo que ele imaginava e suprefazia, (2) a sua percepção do mundo objetivo, e (3) o mundo objetivo em si. Então tudo que ele lia virava bagagem intelectual pra ele misturar com o como ele imaginava que o mundo ao seu redor deveria existir. Tudo isso faz muito sentido no modo de pensar medieval, onde o mundo objetivo e o mundo imaginário era quase a mesma coisa na cabeça das pessoas. O Dee já é do séc. XIV, mas ainda tem muito dessa pegada medieval, só que agora com um teor de “descoberta do mundo objetivo” que vinha com astrologia e alquimia, uma próto-ciência. Toda esse universo de magia que ele criou é extremamente interessante, fala muito sobre a maneira com que ele e muitos outros intelectuais da época encaravam essa mudança de forma de pensar.

      • Matehuos

        Exatamente e foi algo que me deixou com a pulga atras da orelha escutando esse episodio. Hoje o lore de jogos, filmes e outras mídias são tão vastos que se alguém só consumisse esse conteúdo sem um contexto provavelmente iria achar que é verdade.
        Por exemplo os universos de game of thrones e senhor dos aneis traduzem bem isso. A genialidade dos autores em criar uma gama de personagens, acontecimentos, folclore e até línguas próprias totalmente funcionais são fantásticos.

        • Haha sim, e a gente nem precisa ir tão longe quanto conteúdo comercial, olha pro MFC sobre SPC! Um universo inteiro de fantasia, super denso e rico, sem nenhum propósito a não ser a diversão de criar, compartilhar, consumir conteúdo e participar. E também podemos olhar pra quando é fantasia, mas é tão ligado ao nosso contexto cultural, que muita gente acha que é verdade, como foi com O Código Da Vinci e várias Teorias da Conspiração. A vontade de entender, misturando realidade com imaginário, parece ser uma característica compartilhada por todos nós. Uns menos, outros mais, como o Dee.

      • Oi, tudo bem?

        Vou discordar de você em um ponto: Não há nada que indique que efetivamente tenhamos uma visão mais objetiva e realista sobre o mundo do que naquela época. Esse mito do progresso gera essa sensação, mas muito provavelmente daqui a 500 anos vamos parecer tão místicos.

        Por mais que não pareça, o mais provável é que temos uma série de pressupostos teóricos que serão vistos como pressupostos imaginários daqui a 500 anos. Mesmo com a ciência contemporâneo, temos somente uma percepção de conhecimento mais objetivo, da mesma forma que a humanidade sempre teve no passado e, muito provavelmente, vai ter no futuro.

        Isso não retira o cerne do ceticismo sobre a realidade das experiências, as quais provavelmente para eles era bem real, mesmo que não condigam efetivamente com a realidade e sim com seu imaginário. Porém, para nós não é diferente, só não conseguimos ver como também trabalhamos com imaginário estando no centro do furacão.

        Tudo de bom!

        • Oi Tiago, tudo bom? :)

          Será que não tem nada que indique mesmo? A institucionalização da academia científica não é uma grande evidência disso? A tentativa de divisão da política da religião não seria outra? Vale lembrar que antes ensino religioso e ensino acadêmico eram a mesma coisa. Hoje, um é obrigação, o outro é opção. Antes não existia distinção de experimentação e modelagem, não existia diferença entre positivismo e normativismo, etc. Por onde eu olho, eu vejo evidência. Escolha uma disciplina, eu dou o exemplo. E nem precisamos ser tão acadêmicos, podemos observar no nosso dia a dia, como a padronização do horário diário, dos fuso horários e do método de calendário.

          O fato de nós estarmos limitados às nossas percepções e talvez não sejamos capazes de distinguir tudo que é subjetivo de tudo que é objetivo não quer dizer que não tenhamos ficado mais objetivos. Eu também não preciso ser progressista pra perceber isso. Note: eu nunca digo que, hoje, somos perfeitamente objetivos. Muito longe disso; mas você não precisa ser um robô perfeitamente objetivo pra ser mais objetivo que o Dee nos séc. XVI.

          Ficou mais claro agora?
          :)

          • Tudo ótimo!

            Ficou sim, mas mesmo assim tenho dúvidas sobre isso. Tenho uma posição epistemológica mais próxima do Paul Feyerabend.

            Mesmo com esse desenvolvimento, estando em nossa época, não temos ideia do quanto nossa objetividade não é somente uma construção teórica. No ponto de vista de técnica, esta efetivamente se ampliou e isso é bem claro, mas sobre o conhecimento em si, penso seriamente que não.

            Mesmo com todo o desenvolvimento técnico de nossos processos de conhecimento, no olho do furacão temos a impressão de maior objetividade, mas penso ser um tanto ilusório. Inclusive, penso ser perigoso a própria ciência ter certeza de sua objetividade, mas como disse, acabo tendo uma posição epistemológica na qual não consigo ver diferença na percepção subjetiva sobre a objetividade de seu conhecimento sobre sua época.

            Mas acho que é sono vir discutir epistemologia ao tratar do Dee, rsrsrs. Acho que não saí do espírito de discussão do mestrado ainda, aí já viu rsrsrs. Até peço desculpas pelo encheção.

            Tudo de bom!

          • O problema do argumento da construção teórica é que ele pode ser aplicado à tudo. É como dizer que não sabemos se somos uma simulação que foi feita pra nunca saber se é ou não simulada. Você fica preso em um impasse que não lhe permitir evoluir de forma prática; afinal, se toda objetividade pode ser fruto de uma construção teórica, nada é válido. É o mesmo paradoxo com o argumento da construção social.

            Eu lhe garanto, não há disciplina científica que tem certeza de suas objetividades; o nome disso é ideologia, não ciência. Tudo é questionado até a exaustão, em um nível até contra-produtivo, e todos os incentivos são voltados pra isso. Essa crítica aparenta ter mais validade do que tem.

            E relaxa Tiago, se fosse encheção e eu não gostasse da conversa, eu não continuaria à mesma ;)

          • Sim, aplicado a tudo tem esse problema mesmo.

            É que ao mesmo tempo, há uma tendência nos cientistas de terem muita certeza sobre os pressupostos teóricos de sua própria área. Tanto as duas Relatividades como a Mecânica Quântica sofreram muito por mesmo proporem formas de falseamento bem claras e dados consistentes, o problema maior era ter que abandonar os pressupostos newtonianos do tempo absoluto, por exemplo.

            Por mais que a ciência insista em testar tudo exaustivamente, o que concordo que ocorra, quando chega a certos pressupostos aí a coisa complica bastante.

            Toda a discussão epistemológica do século XX caminhou nesse sentido para evitar os erros mais absurdos propiciados pelo positivismo clássico.

            Por isso acho interessante essa posição de ter em mente que no fundo, não temos nenhuma certeza sobre o que conhecemos, mas não como uma forma de relativizar tudo e igualar a ciência a uma mera crença, mas abraçar uma dúvida tamanha que instigue a pesquisa.

            Na prática estamos falamos a mesma coisa, só acho a dúvida, mesmo que exagerada, mais producente. Mas claro, não vou virar terraplanista, por exemplo, rsrsrsrsrs

            Os processos científicos aplicam boa dose de trabalho de verificação, mas acho que essa dúvida da possibilidade dos pressupostos não condizerem com a realidade, mesmo que na prática a teoria funcione, seja um bom incentivo a curiosidade. Ou simplesmente é maluquice do povo da filosofia, rsrs

          • O problema a que você se referiu sobre a Relatividade e a Mecânica Quântica acontece na década de 40. Já fazem quase 80 anos. Todo o seu comentário retrata uma academia científica arcaica; os departamentos que funcionam da maneira que você descreveu são os que hoje estão estagnados, sem publicação, ou os que estão em década atrás rs.

            Dos papers que eu vejo sendo publicados hoje, e que ganham relevância, nenhum considera seus pressupostos dessa forma. Ninguém usa pressuposto pra dizer como a realdiade funciona. Pelo contrário, pressupostos são indicativos, funcionam pra indicar quando aqueles resultados são relevantes. Quando os pressupostos não batem com uma situação, não adianta usar o resultado baseado nos mesmos. Deve-ser então obter novos resultados com outros pressupostos. Os pressupostos também servem pra mapear relações complexas; começamos com pressupostos que facilitam a observação e a experimentação e, um por um, vamos relaxando os mesmos.

            Acho que o povo da filosofia tá precisando passar um verão no laboratório pra ver como o pastel é feito em hahaha

  • Eta Carina

    Olá, amigos! O livro da Mônica Buonfiglio pode até ser piada, mas tem uma parte cheia de sigilos, ensinando um ritualzinho e tudo. Então, queridos conhecedores, qual é o grau de “sifudência” dessa parada?
    Particularmente, acredito ser nenhum, mas é sempre bom perguntar.
    Bjos

  • Eta Carina

    Ótimo episódio! Principalmente pela citação do Bonde das Cabeçudas.
    Mostrei para meu marido e ele ainda está em choque.😮

  • Eta Carina

    O Ivan se diz cético, mas já praticou mais magia do que muito mago/bruxa por aí… Tem que comentar as experiências lá no Magickando, viu?

  • Sir Jones Kast, Ph.D.

    Ô papai, que delícia.

    Sem amor eu nada seria.

  • Oi a todos,

    Bem interessante esse personagem, o John Dee. Não conhecia nada do personagem e achei legal como ele conduziu o trabalho mágica dele.

    A parte da construção linguística é muito interessante por gerar questões sobre a relação entre a linguagem e o domínio do ambiente em sua volta, ou seja: seria possível a apreensão de uma linguagem de alguém com capacidades cognitivas e um imaginário diferente de nós?

    Vou escutar mais algumas vezes, pois fiquei curioso com as relações do trabalho mágico dele com seu afã pela matematização do mundo, algo bem moderno.

    Fiquei maluco agora vendo que a Dame Frances Yates, uma pesquisadora incrível do renascimento, vê grande importância no Dee na modernização do pensamento britânico, estou chocado que ela cita que talvez ele possa ter mais importância que o próprio Francis Bacon nesse processo. Que loucura isso, abre-me uma porta grande de estudos sobre o tema que me interessa bastante.

    Tudo de bom a todos!

    Tiago de Lima Castro

  • Vinícius Antonio Cavalcanti Ma

    Na hora que o Ivan falou sobre uma série/filme, na minha mente só veio um nome: “The Weirds Aventures of Dee and Kelley”.

  • Essas golas que a galera usava no séc. XVI devem dar uma coceira danada.

  • Lohran Bentemuller

    chupa bala halls. pega a vassoura e anda

    • Daniel Debatin

      kkkkkkkkkkk
      Me lembrei que fui neo pentecostal por muitos anos e sempre achei isso bizarro, nunca fez sentido pra mim. Viu meus amigos todos falando essas coisas e não adiantava que comigo não rolava.

  • Rafael Flores

    Ótimo episódio! Lembrei que em 2011 o Damon Albarn (Blur, Gorillaz, etc) participou da criação de uma ópera sobre John Dee (Dr Dee: An English Opera). Segundo a wikipédia, Alan Moore inicialmente estava envolvido, mas acabou não participando da criação. Há um álbum com as músicas do espetáculo e talvez seja interessante analisar as letras (a primeira faixa se chama “The Golden Dawn”). Não sei qual é o nível de envolvimento do Damon Albarn com os paranauês (que é britânico e já nasceu com +1 em magick), mas acho que, no mínimo, ele ficou encantado com a história, pois, após esse período, ele passou a usar o Sigillum Dei Aemaeth (simplificado, apenas o heptagrama) como pingente e no painel de seus shows em turnê solo.

    https://uploads.disquscdn.com/images/57b2116a0c1ff86c66b009d6896c63d00c6919b9f445bd05ededf2d6d89a6ad7.jpg

  • Esse episódio de Hora de Aventura aparentemente foi “censurado” pela Netflix. Ele é o quinto da quinta temporada. O nome é All the Little People.

    https://uploads.disquscdn.com/images/c56093e4cc45d33d06044a39baa219ba81ddb68f47a27490c273b2495ae6340e.png

    • Avast! Awake!
      Hold tight your buns
      If buns you do hold dear

      For time has come
      to wake and run
      and not give way to fear

  • Marcos Costa

    Sobre as entidades enoquianas, tenho uma experiência para contar:
    Durante a faculdade (isso tem uns 3 anos já), estava eu estudando com um amigo na sala de estudos de noite, enquanto esperava a carona pra ir embora. Como eu já estava o dia inteiro estudando, eu cansei, e resolvi ficar bodando na internet para passar o tempo. Lembrei q tinha ouvido a pouco tempo sobre enoquiano e resolvi pesquisar mais alguma coisa. Encontrei uns textos sobre o assunto e fui ler. Meu amigo (também das capirotagens) mandou o aviso: “Não fica lendo o nome das entidades alto q dá merda”. Eu duvidei, falei q ele parecia aqueles crentes q tem medo até de falar do nome do capeta. Li vários, sem problema algum, meio deboxando. Resultado: chegando em casa custei a pegar no sono e tive um puta pesadelo na qual alguma coisa corria atrás de mim e eu não conseguia fugir (detalhe: eu praticamente nunca tenho pesadelo). Acordei no meio da noite com sede, mas não consegui levantar, pois parecia que algo tava me segurando. Depois de muito esforço fui até a cozinha e vi no relógio que eram 3:20 da manhã. Morrendo de sono, nem reparei nesse detalhe e fui dormir de novo. Só depois q eu liguei os fatos e conclui q meu amigo tava certo.

    • José

      Lógico,

      Os magos se matando fazendo os objetos, aprendendo as invocações e a porra toda. E você faz uma invocação, possivelmente, com as pronuncias equivocadas e os Enochianos foram convocados.

      Ata, senta lá vai. Nem se fosse Goetia eu acreditaria terem sido algo relacionado.

    • Eta Carina

      Você ficou impressionado com o que seu amigo disse.
      Tipo avó que coloca os netos pra dormir e fala “não pensa no diabo que ele aparece!”. Depois disso é só pesadelo com o mochila, mas não quer dizer que ele foi invocado.
      Você deve ter facilidade para induzir conteúdo de sonho. Seria legal desenvolver isso.

  • Murilo Staveski
  • Lívia Rodrigues Dos Santos

    ahaha Ri muito escutando gente! Fiquei meio perdida em certos momentos, mas isso só serve pra mostrar que nada sei e preciso ler muito! Beijos e ótimo programa!

  • Pablo Pinheiro Batista

    Durante o podcast é mencionado o anjo Miguel, e de fato este anjo aparece em diversas passagens da bíblia, inclusive existe uma passagem da bíblia em que o anjo Miguel disputa o corpo de Moisés em uma batalha com o diabo (Judas versículo 9), tem outra passagem da bíblia em que MIguel enfrenta um demônio (Daniel 8:16 e 9:21) e outra em que Miguel lidera um exercito de anjos. Devido a todos estes feitos existe a tese de que o anjo Miguel na verdade seria Jesus.

    • Qliphirot

      Essa tese vem de quais seitas?

      • Pablo Pinheiro Batista

        Até onde eu sei a Igreja Adventista defende está tese, agora eu não sei quais outras vertentes do cristianismo acreditam nisso.

  • Henrique Vieira

    qdo fala em anjo eu já penso na musica da Kelly Key

    https://www.youtube.com/watch?v=DrEMzGvf5aw

  • Ao contrário dos maratonistas de Netflix, eu estou me sentindo um arqueologista no MFC, o qual acabou de realizar a estratigrafia criptozoopalenteóloga de 181 camadas de solo, um podcast por extrato, ora fossilizado, ora preservado em âmbar, ora mumificado, ora em um casulo criogênico de tecnologia alienígena e/ou divina, e tantos outros…
    Cada podcast retirado das profundas escavações é vivisseccionado, decodificado, scanneado por médiuns tecnopagãos, todos eles trabalhando minunciosamente dentro do meu cérebro, bombardeando com informação todos os cantos escuros lá dentro, ocultos pela ignorância.
    Após eu ouvir cada podcast, uma equipe forense fica responsável em catalogar os pedaços de massa encefálica, espalhados pelo cômodo, em decorrência do constante ‘mindfuck david cronenberguiano’ pós-audição.
    “Blow your mind”, me advertiu o amigo que me indicou o MFC. Vida Longa ao MFC.

  • Pablo Rigamonti Blitoon

    Otimo episódio como sempre, fico impressionado como a galera do MF manja das paradas…
    O ep que o Andrei citou de Hora da Aventura é gênial e chama “Todos os baixinhos” pra quem quiser ir atras! Detalhe, não tem no Netflix! 😱
    Obrigado e continuem com o ótimo trabalho! Abs!

  • Vinicius Alvarenga

    Olá! Achei muito interessante o tema deste episódio.
    Como mencionaram que a história de John Dee daria uma ótima série, venho deixar a indicação da série de livros “Os Segredos de Nicolau Flamel” de Michael Scott. Trata-se de uma obra de ficção em que os personagens são figuras mitológicas e algumas figuras históricas relacionadas ao ocultismo, como o próprio Flamel (que aliás merece um programa a parte), que segundo a lenda teria conquistado a imortalidade. Nesta série de livros John Dee é um dos principais vilões e foi através dela que conheci a sua figura.
    Fica aí a dica para quem gosta de uma boa história de fantasia.

  • Jyuu Calango

    Gostei muito do episódio, vcs souberam dosar a parte do humor, com a parte histórica, e a parte ocultista (essa eu não entendo nada), mas sempre bom conhecer uma figura peculiar desse mundo ocultista.
    A Ju é uma fofa. <3

  • Ester Barbosa

    Kkkk eu ouvir esse ep antes de dormir e vcs falando que esse “idioma” é sinistro foi uma péssima combinação. Só sonhei bizarrice(não pesadelo, apenas bizarro) kkkkk

  • Wilson Lira Cardoso

    Sobre obras de ficção sobre o John Dee, o Alan Moore uma época tava com um projeto junto com o cara do blur de fazer uma ópera sobre ele. O Alan Moore escreveu o roteiro, mas o cara do blur não foi pra frente com o negócio

    Eu não tenho referências aqui agora, mas se procurar no google acha fácil sobre isso

  • Vinicius Nunes

    E essa soundtrack de majula do darksouls 2 ? kkkk

  • Aqualad/Muleque-Piranha

    um anjo está me passando uma mensagem !

    o Palmeiras não tem o que ???

    não deu pra traduzir, jamais saberemos.
    https://i1.wp.com/www.arquivoxbr.com/wp-content/uploads/2015/01/EnochAliens10.jpg