Ponto G 49 – Dandara

Negra, guerreira e mulher do Zumbi dos Palmares, Dandara, lutou e administrou ao lado do marido a resistência negra contra a escravidão no Brasil.

Em celebração ao Dia da Consciência Negra no Brasil, Liliane Ribeiro e Ira Croft convidam Morganna Gumes para revelar sobre os feitos de Dandara e a importância de conhecermos mulheres negras brasileiras.


>>> Clique aqui e escute o programa anterior:  Ponto G 48 – Bertha Lutz<<< 

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O nosso podcast tem caráter educativo e informativo, visando levar o máximo de conteúdo ao ouvinte em poucos minutos. Seus minutos são preciosos, e desejamos que sejam aproveitados ao máximo. Nosso objetivo é, além de levar informação, instigar a curiosidade sobre personagens femininas da nossa História, que ficaram encobertas pelos mais diversos motivos.

Vamos alimentar nossa curiosidade pelo saber! :)

Playlist

Jazz at Mladost Club – Kurina Blues
Revolution Void – Scattered Knowledge
Bensound – The Lounge
Latch Swing – Songe D’Autonme

Créditos

Apresentação: Ira Croft, Liliane Ribeiro e Morganna Gumes
Pauta: Ira Croft
Edição: Kyuu
Direção de arte: Andrei Fernandes
Locução: Dani Freitas
Direção geral: Iracroft

Sobre Iracroft

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Nascida no planeta Blastófila Blasmóide, viajou pela Terra do Nunca para hoje escrever sobre seus sonhos.

17 Comentários

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  • Arnold Layne

    “lutou e administrou ao lado do marido a resistência negra contra a escravidão no Brasil” – isso não cola mais.

    • Sabrina

      como assim?

      • Arnold Layne

        Zumbi não lutava por causa dos negros.Inclusive,as suas torturas e sistema escravagistas eram conhecidos.Procure saber mais,do contrário, vai ter que engolir ideologias deste tipo.O conhecimento liberta.

        • Marcelo Lait

          Zumbi mandava capturar escravos de fazendas vizinhas para que trabalhassem forçados no Quilombo dos Palmares. Também sequestrava mulheres e executava aqueles que quisessem fugir do quilombo.

          Recomendo a leitura dos livros:
          1) Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil – Leandro Narloch
          2) Palmares – Flávio Gomes
          3) Christian Slaves, Muslim Masters (Cristãos Escravos, Senhores Muçulmanos) – historiador Americano Robert Davis.

          Esse último é para quem quer ir além e entender a questão da escravidão. Olha só um trecho:

          “A própria palavra ”escravo” vem de ”eslavos” — os povos do leste europeu constantemente submetidos à vontade de germanos e bizantinos na alta Idade Média. Brancos europeus também foram escravizados por africanos. Entre 1500 e 1800, os reinos árabes do norte da África capturaram de 1 milhão a 1,25 milhão de escravos brancos, a maioria deles do litoral do Mediterrâneo.”

          • JULIAN CATINO

            1- Guia politicamente incorreto … contém muitas referências duvidosas, e não é uma referência histórica, é divulgação e no caso bastante tendenciosa.

            Quanto a reinos muçulmanos da áfrica subsaariana escravizarem outros povos, o que isso diz quanto à escravidão ? Ela é justa porque aconteceu em outras condições ? É um argumento bem estranho, não acha ?

            Em todo caso o que aconteceu na América foi um genocídio racial (embora raças não existam, racismo sim), ele foi justificado e utilizado para obter mão de obra barata submetendo pessoas aos piores tratos físicos e psicológicos. Isso não tem desculpa. Não tem. Sequer se outro povo foi escravizado (e tem muito exemplos sim), isso não diminui a atrocidade e genocídio cometido pelos portugueses, espanhóis, holandeses, ingleses, belgas na África, num período que passou dos séculos.

          • Marcelo Lait

            Julian, você não entendeu meu ponto. Nada justifica a escravidão, mas é cultural, está entranhado na mente das pessoas a equivocada ideia de que escravidão tem a ver com negros. Isso é mentira, um embuste. Por isso recomendei o livro Christian Slaves, Muslim Masters que esclarece essa questão.

            Sobre o livro de Narloch ser tendencioso, bom, você não mencionou nada sobre ele, então não dá pra discutir.

          • JULIAN CATINO

            Bom, o fato da escravidão dos negros passar os séculos na América faz com que, bom, seja importante deixar isso claro, você não acha ?

            Estamos falando em no mínimo 300 anos, estamos falando de um índice de sobrevivência baixíssimo e mesmo assim de milhões sendo escravizados. Não há embuste, isso é uma dicotomia falsa. Falar de um período de escravidão não tira o outro. É como reclamar do genocídio dos judeus na Europa pelos nazis citando o genocídio armênio. Foram dois genocídios. Assim como houve um genocídio na América sim. Mais de um porque índios também sofreram bastante.

            Sobre o livro do Narloch:

            https://www.youtube.com/watch?v=cX54ViB2XVA
            https://www.youtube.com/watch?v=4cYa1u_xXAI
            https://www.youtube.com/watch?v=uFx77l0QFMk&t=234s

            Historiadores protestaram sobre a redução feita pelo History Channel e criticaram o fato de terem sido colocados junto ao Narloch. Isso diz muito sobre a reputação que ele tem no meio acadêmico.

          • Willian Cordeiro

            Só uma correção, apesar de ”sklábos” em grego ter dado origem a ”slave” em inglês e ”escravo” em português, a palavra ”slověninъ” em proto-eslavo significa ”glorioso, nobre”. Uma linha de pesquisadores ligam as origens da palavra ao proto-indo-europeu ”slawos” , que quer dizer ”povo, nação”.
            Quanto aos livros do Narloch, eu não aconselho a leitura.

          • Marcelo Lait

            Obrigado pela explicação Willian. Por que não recomenda o livro de Narloch? Você leu o livro?

          • Marcelo Lait

            Obrigado pela explicação Willian. Por que não recomenda o livro de Narloch? Você leu a obra?

          • Willian Cordeiro

            Sim, eu li, mas não gostei do tom sensacionalista do livro. Tem pontos interessantes, mas não leva em conta o contexto histórico. O papel de Zumbi, Dandara e outros líderes de quilombos foi muito importante para o desenvolvimento das lutas pela autossuficiência das comunidades afro-brasileiras e mais tarde na luta contra a escravidão, quando essas figuras foram ressignificadas, porém é óbvio que não eram totalmente ”bons” pois eram humanos.
            Quanto aos outros livroscitados eu ainda não li , mas estão na lista. Obrigado pela recomendação.

  • Sabrina

    Excelente episódio como sempre!
    dei uma pesquisada e o lugar onde foi o quilombo hj é o a união dos Palmares em Alagoas. Deve ser legal visitar e conhcer ainda mais essa história!

    bjs meninas!

    • Ira Croft

      Obrigada, eu já vi algumas fotos também, deve ser muito legal conhecer.

  • Herbert cordeiro barroso

    Que falta faz a Tupá…

  • Parabéns pelo episódio, garotas, ficou ótimo como sempre.
    Estava lendo a matéria da BBC “Negros e negras brasileiros que deveriam ser mais estudados nas escolas” e nela menciona a fundadora do “Geledés – Instituto da Mulher Negra” ,

    Sueli Carneiro, atualmente com 67 anos, se vocês conseguissem uma entrevista com ela seria um documento histórico.
    :)
    E obrigado pelo precioso trabalho de vocês.

    • Ira Croft

      Eu uso muito o Geledés como referência pra tudo sobre a culltura negra.

  • Aproveito para trazer uma contribuição do Geledés: Zumbi e o revisionismo nada histórico
    https://www.geledes.org.br/zumbi-e-o-revisionismo-nada-historico/