Ponto G 42 – Carmen Miranda

Até então, ninguém sabia muito bem exatamente “o que é que a baiana tem”. Carmen chegou, literalmente, para sacudir a sociedade onde nasceu e transformar, para sempre, o showbusiness no Brasil e, posteriormente, no mundo.

Vista sua saia rendada, coloque suas argolas nas orelhas, amarre sua blusa com babados e… não se esqueça das frutas na cabeça! Ouça e se maravilhe conosco com esse mulherão!

>>> Clique aqui e escute o programa anterior: Ponto G 41 – Laudelina de Campos Melo <<<

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Recadinho do <3

O nosso podcast tem caráter educativo e informativo, visando levar o máximo de conteúdo ao ouvinte em poucos minutos. Seus minutos são preciosos, e desejamos que sejam aproveitados ao máximo. Nosso objetivo é, além de levar informação, instigar a curiosidade sobre personagens femininas da nossa História, que ficaram encobertas pelos mais diversos motivos.

Vamos alimentar nossa curiosidade pelo saber! :)

Playlist

Sunsearcher – Brazilian Rhythm
Revolution Void – Someone Else’s Memories
Kevin MacLeod – Slow Burn
Quantum Jazz – If I can’t dance it’s not my revolution
Unheard Music Concepts – Soft Despair
The Kyoto Connection – Hachiko The Faithful Dog

Créditos

Apresentação: Ira Croft, Juliana Ponzilacqua e Mirella Trevisan
Pauta: Mirella Trevisan
Edição: Kyuu
Direção de arte: Andrei Fernandes
Locução: Dani Freitas
Direção geral: Iracroft

Sobre Iracroft

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Nascida no planeta Blastófila Blasmóide, viajou pela Terra do Nunca para hoje escrever sobre seus sonhos.

16 Comentários

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  • Ainnn que eu emocionei com esse episódio…
    Cês arrasam muito!
    Que episódio mais lindo! Amo a Carmen! <3

    • Juliana P.

      Mirella mandou MUITO BEM nessa pauta! Nos emocionamos, rimos, cantamos!

  • Fábio Marino

    Muito bom esse programa! Percebi que por mais que já tenha visto representações de Carmem Miranda por aí eu realmente não sabia nada sobre ela hahah Muito foda!

    Eu gostaria de ouvir sobre mulheres nos movimentos anarquistas, como a Emma Goldman, ou Emile lamotte. Seria interessante ver como um movimento que defende a igualdade entre gêneros mesmo assim teve pouco espaço para as mulheres. Enfim, só uma sugestão ˆ-ˆ

    • Ira Croft

      Sugestão muito válida sim, vou mandar para Bia e Mirella colocarem na listinha. :)

  • Deu até vontade de adiantar os filmes da Pequena Notável que estão esperando aqui na fila.
    :)
    Bombshell como gíria se aproxima mais de bombástica do que de granada. ;)

    • Ira Croft

      Show, né

  • Quem?

    TA AI UM PENTEADO QUE DEVIA VOLTAR A MODA… COMENTÁRIO DESCARTÁVEL A PARTE, VOU OUVIR DPS. FLWS BENINAS. =)

  • Fabiana Murray

    Sim eu já conhecia porque eu vi o documentário banana is my business. É muito triste como ela foi conduzida na vida e foi igual Whitney, sempre um homem no meio. É triste, mas eu sempre me alegro o quanto ela ainda ela lembrada e citada em filmes e séries americanos. Ótimo episódio, ficou show! Parabéns!

    • Ira Croft

      Que legal, a vida dessa mulher é muito mais do que pensamos, né. Obrigada pelo feedback <3

  • Fernando Ribeiro Rocha

    Adorei o programa da Carmen, sabe ouvir voces falarem dela e acima de tudo, com tanta sensibilidade…só podia ser o Ponto G…. beijos

    • Ira Croft

      Obrigada <3

  • Rafael de Souza

    Muito bom o programa, realmente eu só conhecia a Carmen Miranda mais pela imagem do que pela história dela. Fantástico e triste ao mesmo tempo :-(

    Meninas, falando dos avanços da medicina, como comentaram no episódio, seria legal ter um programa sobre Henrietta Lacks, a mulher que teve as células cancerígenas imortais (HeLa) multiplicadas e são utilizadas até hoje em estudos de medicina, biologia etc. A história dela foi descrita em livro e filme já, mas mesmo assim ela ainda é desconhecida da maioria.

    • Ira Croft

      A Henrietta está em nossa lista “premium” , rs, porque são muitas mulheres para falarmos e poucos braços nossos para produzir e isso dá um desespero!!!! rs Obrigada pelo feedback, promete que vem sim o programa da HeLa <3

  • Sir Jones Kast, Ph.D.

    Ô papai, o que é que a baiana tem?

  • Parabéns pelo episódio!

    Fiquei emocionado escutando, pois ela é uma personagem histórica muiiiiiiiiito importante e pouquíssimo lembrada. Quando dou aula de história da música popular brasileira, sempre paro um pouco para discutir mais sobre ela.

    Gostaria de comentar algumas coisas:

    1) Eu defendo sempre nas minhas aulas que ela é o modelo do que chamamos de Diva em nossos dias. Ao se ver alguns vídeos de suas apresentações nos EUA, fica claro o quanto Cher, Madonna, Gloria Ganor, Tina Turner, Madonna, Lady Gaga, Beyonce, e muitas outras, todas seguem o roteiro definido pela Carmen.

    2) O critério musical dela era fantástico. Um exemplo foi a contratação do violonista Garoto, o Aníbal Augusto Sardinha, o qual foi um precursor, para dizer o verdadeiro inventor, da Bossa Nova. Os complexos arranjos com uma harmonia extremamente robusta e sofisticada que ele improvisava na primeira versão do Bando Lua era algo que chamava muito atenção de músicos brasileiros e americanos. Ela que percebeu o quanto aquela harmonia sofisticada poderia acompanhar o samba, pois o Garoto era conhecido somente por acompanhar cantoras e cantores no rádio desde molequinho e não por seu potencial, e ela deu toda abertura a ele para inovar em seus acompanhamentos.
    Além dessa visão artística, ela também era muito generosa. O plano de Carmen era levar o Garoto para os Estados Unidos e seu empresário marcaria recitais de violões nos dias em que eles não se apresentariam juntos. Dessa forma, ela queria lançá-lo no mercado internacional como violonista. Contudo, o seu empresário passou a perna no Garoto, como faria também com a Carmen, e o Garoto se afastou dela.

    3) Muitos jazzistas, inclusive Charlie Parker, chegaram a plagiar o “Tico-tico no Fubá” sem querer, pois ficaram tão impressionados com suas apresentações, que gravaram a melodia da música e a plagiaram sem querer.

    4) O interesse pela música brasileira no exterior tem duas fontes: uma é a presença de músicos brasileiros na França, que se atraíram pelo Brasil e divulgaram a nossa música por lá; a outra é simplesmente a Carmen Miranda. Sem ela, não teria os “Oito Batutas” viajando pelos EUA, Tom Jobim tocando com Frank Sinatra… Ela é importantíssima nesse processo.

    5) Existiram outras cantoras como ela no que tange ao uso da voz, infelizmente, há muitas cantoras esquecidas desse período. Contudo, ela foi a primeira a efetivamente conseguir unir o canto popular e a coreografia com o áudio-visual, isso bem antes dos Beatles “inventarem” o vídeo-clipe. Tudo o que veio depois nesse quesito ela foi a precursora. Inclusive, um dos motivos de eu questionar o Rock como elemento transgressor no Brasil, quanto mais se estuda história da música no Brasil, mais se vê o quanto elementos disruptivos em torno da sexualidade e outros já existia antes do Rock chegar aqui, onde sempre foi extremamente conservador travestido de disruptura, com pouquíssimas exceções. Ela foi essencial na quebra de certos paradigmas em torno da mulher na canção brasileira, sendo que no Brasil a canção muitas vezes foi mais efetiva do que discursos filosóficos na cultura brasileira.

    Viva Carmem Miranda!

    Tudo de bom a todas!

  • Fernanda Mendes

    Amei, a história dela me emocionou! vocês arrasam <3