Popularium 08 – Os donos da mata

Popularium é um projeto especial onde iremos dissecar mitos, lendas e folclores de maneira a entender como eles surgiram e como dialogam com a sociedade. No episódio de hoje um passeio na mata pode ser seu último, principalmente se você não respeitar os senhores da floresta.

Narração e pauta: Andriolli Costa.

Direção, produção e edição: Andrei Fernandes.

Roteiro com referências e bibliografia.

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18 Comentários

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  • Tiago Gonçalves

    Parabéns, pelo ótimo trabalho, cada episodio um mais incrível que o outro…

    • Andriolli

      Que legal, Tiago! Bom que está curtindo. Haha, curupira deu um baita trabalho. Como é um mito antigo, tem muita versão, muito relato. Escolher o que entrava foi complicado !

  • Mega

    Sensacional, como sempre!

    • Andriolli

      Valeu, cara! Obrigado por acompanhar!

  • Luis P

    Só Episódio top, já indiquei pra uns 10 calango.

    • Andriolli

      Massa, Luis! Valeu a força!

  • Ricardo Cidade

    Belo e ao mesmo tempo triste esse episódio.

    • Andriolli

      Com certeza, Ricardo.

  • Fernanda Mendes

    Sou fã do Popularium! trabalho incrível

    • Andriolli

      Muito obrigado, Fernanda <3

  • Paulo Henrique

    Como sempre, achei muito bem feito e muito informativo. Mas sempre ficam perguntas…

    1. Por que apenas aqui, no Nordeste, o Caipora tornou-se Comadre Florzinha? Será que algum contador muito influente modificou o gênero do mito, e ele assim ficou? Ou será que já foi influência dos mitos do tipo “mulher de branco”, também muito comuns por aqui?

    2. Tenho me perguntado se o Curupira teria sido uma “criação proposital” de algum xamã, diante do temor da escassez de recursos. Muitos povos pré-históricos deterioravam os recursos de uma área, e migravam para outras, mas talvez isso não pudesse ser feito sempre, porque povos com melhor potencial bélico poderiam controlar certas áreas. O Curupira parece ter sido vital para a sobrevivência de muitos povos, até mesmo promovendo coesão social em função da divisão da caça.

    3. A existência de Curupiras na forma de tamanduás-machos destoa um pouco do mito. É estranho porque, neste caso, a caça da fêmea pode ser detrimental, principalmente para um animal cuja gestação pode durar seis meses.

    Enfim, parabéns!!!!

    • Andriolli

      Grande Paulo! Como o programa já estava enorme não consegui explorar muito a cumadre fulozinha. Embora existam relatos de caiporas fêmeas fora do Nordeste, é interessante como ela se mantém com tanta força por aí, enquanto fora não temos versões tão famosas. É de se investigar!

      Nenhum mito para mim é criação proposital. Isso implica em intencionalidade, racionalidade, e os mitos são a-racionais (ou seja, existem para além da razão). Isso não significa que não tenham sentido e nem que sejam fruto de delírio, mas que as funções que compreende são fruto de anseios coletivos e compartilhados não só pela tradição, mas pelo inconsciente.

      E quanto aos tamanduás, realmente é uma dubiedade! Alguns grupos na dissertação que li tinham ele como tabu; Não matavam de jeito nenhum para não correr o risco de matar um curupira. Outros não matam pelo odor ou pelo gosto forte (pitiú). Quem mata provavelmente não tem essa visão do curupira como macho do tamanduá

  • Novalski

    Mais um excelente episódio nos trazendo um pouco mais de folclore, com a
    sempre ótima narração do Andriolli! Parabéns e muito obrigado pelo
    trabalho excelente!

    • Andriolli

      Muito obrigado :)!

  • Sir Jones Kast, Ph.D.

    Ô papai, que delícia.

  • Dayanne Lima

    Andriolli, gostaria de te parabenizar por nos proporcionar essa experiência sensacional que é ouvir o Popularium. Já escutei todos os episódios e estão incríveis. A narrativa, o roteiro, o fundo musical.. tudo prende e nos leva para a “realidade” da lenda. As relações feitas com nosso cotidiano são sacada geniais. Muito obrigada por trazer a tona esse nosso imaginário coletivo! Vida longa ao Popularium <3

    • Andriolli

      Eu é que agradeço, Dayanne! Obrigado por embarcar conosco neste universo do imaginário popular. É uma viagem incrível e a companhia de vocês é fundamental

      • Dayanne Lima

        Andriolli, não sei quais livros teóricos sobre mitos tu costuma usar, mas eu uso um que foi um achado muito foda num sebo e se chama “Imaginação Mítica – A busca de significado através da mitologia pessoal” de Stephen Larsen. Deve ser mais fácil de achar em algum Sebo online. Esse livro me ajudou muito a entender a estrutura dos mitos e o que eles representam psicologicamente, e parte da análise dos próprios mitos, histórias, sonhos e comportamentos humanos. O autor usa a obra e conceitos de Carl Jung, Joseph Campbell por exemplo.. que são mais reconhecidos no estudo das mitologias e inconsciente coletivo. As referências bibliográficas do livros são extensas e de bastante qualidade, eu acho que pode vale a pena tu dar uma sacada nele. O livro aborda a importância dos mitos para a vida cotidiana, as raízes da mitologia pessoal, a psicologia do mito e do ritual, as representações dramáticas e literárias dos mitos… ou seja, o livro é bem foda. Acho que pode te ajudar! Abraços!! (P.s. num dia de sorte achei ele por 10 pilas num sebo da cidade. hahaha)