Mundo Freak Confidencial 164 – A Origem da Bruxaria – Parte 2 – Idade Média

A bruxaria e seus mistérios voltam para completar seu ciclo. Dessa vez o segundo episódio da nossa trilogia vai abordar a idade média e inicio da idade moderna. Qual o papel da bruxaria feminina no período medieval e seus mitos. Além é claro, da publicação que foi responsável pela famosa caça as bruxas: O Malleus Maleficarum.

Nesse Mundo Freak Confidencial, acompanhe as investigadoras Juliana Ponzi, Ira Croft, Tupá Guerra e Lívia (Sra. Penumbra) sacrificando mais uma vez Andrei Fernandes para a deusa. 

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Sobre Andrei Fernandes

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Falando de podcast com muita ousadia, alegria e misantropia. Também autor do livro Kalciferum, chanceler supremo do Freakstão e morador de Setealém.

41 Comentários

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  • Fabio Victor

    Esse tema <3

  • Carol Lima

    Adorei o podcast! Jú, vc é muito fofa!!!<3
    Foi ótima hosteando!!
    Gostei muito dos esclarecimentos, é bom desmistificar alguns assuntos que são motivo de preconceito, aliás, tudo é motivo pra gente se achar diferente e rotular as pessoas na maioria das vezes sem conhecer, aguardando os próximos capítulos.
    Só uma observação, se acalmem meminas, às vezes vocês atropelam uma a outra e fica um pouco conturbado, rss, falem uma de cada vez…

    Bjsss

  • Jaque Diniz

    Baixando… Estava ansiosa…

  • Luiz Augusto Dias

    Finalmente a parte 2

  • Sir Jones Kast, Ph.D.

    Ô papai, que delícia.

  • a_penalva

    que tema maravilhosoooooo! Ju ta de parabéns hosteando o podcast! Adorei demais a desmistificação da idade média e das religiões pagãs ! A Tupá sempre fica muito fofa tentando não ser grossa e corrigindo as meninas de alguns pontos históricos ! Vocês falaram da importância que a mulher tem sobre a fertilidade e falaram do período da menstruação das mulheres e eu só lembrei do livro/miniserie ” A Tenda Vermelha” que reconta a parte bíblica sobre a filha de Jacó, a Dinah e suas mães, digamos meio que ” as brumas de avalon’ bíblico ! Sei que talvez não seja tão corretamente histórico e acredito que não é a pretensão do livro/miniserie , mas foi a primeira historia que me deu uma visão diferente sobre personagens bíblicos . Ansiosa demais pela parte 3

  • Aproveitando o assunto, gostaria de recomendar pra todo mundo o filme “A Noiva do Diabo” no Netflix. Produção finlandesa sobre uma caçada à bruxas numa vila de 1666. Parece que tem embasamento em fatos registrados.

  • SaintZimmer

    Um abraço a todos e até semana que vem.

  • Satanás, é você satanás?

  • Lucas Santana

    Adoro quando começam temas de podcast com tema de The Last of Us

    • Eu fiquei pensando que que o tema tem a ver com a música, mas ai lembrei que tem o Andrei lá e ele é o ultimo de nós aeuhaeuhea

      • Lucas Santana

        Só faltou o link pra parte 1, quero mandar pra uma amiga kkkk vou lá caçar

        • Carol Lima

          Também acho, seria legal se todo episódio que citasse outro episódio fosse indicado na página, como no Youtube, daí você já faz a pessoa assistir e conhecer mais episódios;)

  • Tupá é sempre tão apaixonante e sábia, atualmente perde só para a Thais Martuscelli Eberle.

  • João Guilherme Pianezzola de O

    Eu quero ter a Tupá como minha mãe só pra discordar dela em tudo e ela me corrigir dessa forma educadinha <3 Que MOLIER

  • Gostei muito do programa. Como eu já não lembro mais a pauta, tá tudo novidade para mim. ahahaha

  • Douglas Rainho

    Escorreu uma lágrima ao ouvir esse podcast! CARACA que episódio excelente…
    A Tupa estava incrível com seu posicionamento, pois é algo que há muito tempo eu já não tenho mais paciência para discutir. As pessoas simplesmente pegam uma historinha e a repetem a exaustão, criando uma crença tão forte em cima dela e pior, criando todo um repúdio sobre determinadas coisas. Anacronismo é que nem mato quando se discute bruxaria… Parabéns, muito bom mesmo. Essa episódio nos deixa uma lição muito clara:

    “Por mais que sua crença e seus valores estejam estabelecidos, é necessário estudar. Estudo é mais do que acreditar, mas sim buscar exatamente o contraponto, onde irá ferir suas certezas. Raciocinar sobre os dois, ponderar e então discernir e decidir, é o que faz com que cresçamos e tenhamos sabedoria.”

    Acrescentaria só uma coisa Andrei, o episódio não é sobre bruxaria feminina, mas bruxaria. Não há sexo, gênero, orientação, opção ou o nome que se queira dar quando se promulga um entendimento sobre uma prática religiosa ou a busca de conexão com o sagrado. Druidas eram homens (não há certeza sobre mulheres entre eles), mas a visão feminina celta era bem interessante também. Só para lembrar uma figura feminina incrível que teve origem celta, a rainha guerreira Boudica.

    Estou ansioso pela parte 3…

  • Assalariado Gourmet

    Eita esse final , no próximo Andrei Fernandes coloca a masca de bode

  • James Pistola

    O cara da lampada de 1000 anos é verdade era meu vizinho.

  • Homero Luz

    Olá agora tudo faz sentido, aqueles filmes de bruxa boazinha da sessão da tarde, talvez uma forma de dizer parem com as perseguições, as ponderações da Jú sobre neopagãos, foi interessante e só confirma babaca existe em qualquer meio por mais legal que ele seja, as correções da Tupa me tiraram algumas falsas ideias sobre os povos antigos, como me senti burro durante as correções mas agora não estou tão burro obrigado Tupa, e por falar nela serio ela gravou dois casts em um dia é isso mesmo gatos e memes?

    Sobre conhecimentos femininos lembro sempre da minha vó que benzia de algumas coisas simples e conhecia muito bem chás, inclusive o famoso boldo com leite para crias indesejadas de gatas, que minha mãe sempre olhava com uma cara de riso para ela quando falava que só sabia por causa das gatas, a minha mãe mesmo é a tipica Católica que vai em centro espirita e benze, quando eu comia até quase morrer ela sempre me bemzia de encalho com algumas orações cristãs palavras massagem no abdomem e me puxava pelas gorduras, essa ultima parte nunca soube se fazia parte ou era só um castigo mesmo.

    Uma observação a todas, sério vocês vão sacrificar o Andrei para a Deusa, Vocês não gostam dela, ele tem muito colesterol vai fazer mau.

  • Marcelo Marzola Duarte

    Excelente episódio Povo do Mundo Freak!

    Queria comentar uma coisa: Sobre esse lance de procurar o “mistico / magico” na cultura do diferente. Sim eu acredito que existe muito do efeito “casa-de-ferreiro”, porém também tem fato que por vezes essa busca pelo “mistico” é uma busca pela sua própria identidade, e muitas vezes é mais fácil ressignificar isso quando procuramos para oque está além do nosso cotidiano do que com os próprios elementos onde estamos imersos.
    Ainda nesse assunto; difícil falar pras pessoas quando procurarem magia, ou culturas magicas, ou credo magicos, e afins, que busquem na “terra delas”, em geral tomo como regra básica que nesse tipo busca pessoa mantenha a mente aberta, oque é até bem obvio de se dizer. Veja que procurar magia no lugar onde vocês esta tomado como regra geral, é um limitação necessária SE isso for tomado como regra. Não sei se estou me fazendo claro. Vou comentar como cheguei nesse pensamento.

    Eu nasci no interior de São Paulo, a magia da minha terra é oque: magia dos indígenas que vivam lá antes de mim, a magia dos vizinho da minha casa de infância que era benzedeiro, “magia” praticados pelos espiritas na minha família, também tem magia dos católicos na minha família, com acordo e promessas pra santos, dizendo nisso eu sou descendente de italiano, alemão, espanhol, português e índio, qual desse magia onde um individuo como esse pertence (Olha que nem sou tão bizarro, Brasil gera mistura muito mais variadas que essa). Por isso que defendo que magia, e nesse assunto a Bruxaria principalmente é questão de identidade, de busca, de reconstrução e/ou definição dela.

    • Oi Marcelo, achei interessante esse ponto de vista. Eu acredito em outra coisa: Geralmente são os outros é que fazem “magia”, não nós. Lembrando que o termo é abominado por certas religiões. Então enquanto a minha faz “milagres” a dos outros faz “feitiçaria” e pacto com entidades trevosas. E isso é um traço xenofóbico que até hoje usamos, mesmo sem a mesma carga de outrora. Na escola de roteiros aprendemos alguns conceitos meio racistas que são comuns em histórias: O “negro magico”, onde o protagonista conhece e resolve seus problemas indo falar com um negro ou asiático, que ensina a ele poderes ocultos. Isso também tem haver também com da forma “exótica” que encaramos outras culturas também, aquilo do “cheio de mistérios” e blablabla.

      Mas vou pensar também nesse ponto de vista seu, achei interessante.

  • Alexandre Passos

    Tupa sempre equilibrada em suas opiniões…. perfeita.

  • Philippe Sartin

    A nota de rodapé da Tupa – “é um programa de entretenimento, mas não podemos deixar de fazer as criticas”, com outras palavras – resume, no meu entendimento, aquela que é a principal virtude do Mundo Freak, e o motivo pelo qual sou um frequentador do site: a credibilidade. Porque, há alguns anos, quando eu era adolescente, e me interessava por esse tipo de conteúdo, havia poucos lugares onde encontrá-la, na internet dos anos 2000. O Mundo Freak não é, certamente, uma enciclopédia acadêmica, mas se preocupa com os cérebros dos seus visitantes/ouvintes. É o que faz a diferença, em se tratando de entretenimento. E o formato “podcast”, claro, contribui e muito para isso… é o grande achado para quem quer produzir conteúdo de qualidade, hoje em dia. Enfim, gostei muito. Parabéns a todos.

  • Rods Bertuzzi

    Ma oeee, parabens time! FDS com feriado prolongado onde moro, assim estou aproveitando para fazer faxina na casa e ouvir os muitos episosidos que lançaram recentemente, de Tesla à Annelise passando por le streghe (as bruxas, em italiano).
    Resumindo:
    1. Voces produzem conteudo de qualidade, parabens a todos!
    2. Tanto nos eps sobre Bruxas quanto Vampiros identifico a necessidade de catalogarmos as religioes e seus mitos por eras, povos ou regioes. Isso porque fazemos isso naturalmente, o que nao seria desmerito algum. Na verdade acho interessante abordar ate como os mitos sao semelhantes entre sociedades que teoricamente nao se conheceram. Joseph Campbell aborda isso muito bem no livro (e entrevista no YT) O Poder do Mito.
    3. Andrei, vc que fez us liiiaaaaoooo, tuuuudo, que mija e pega as criança … ?
    Abraços

  • Alex

    Só consegui ouvir o ep hoje… Não esperava menos, mais um pra lista de favoritos.

  • Luis P

    Andrei sobre o comentário sobre petróleo vs elétrica a diferença de eficiência é gritante. um motor a combustão comum( álcool/gasolina) varia de 18 ~27% quando novos e em seu ápice de performance, e diesel 30 ~38%. Enquanto um motor elétrico tem rendimento baixo quando está entre 85~90% sendo comum o rendimento chegar a 95%. e o maior problema da ideia do Tesla é que o Ar é um puta isolante elétrico/térmico pra ele conseguir iluminar a casa dele sem fios ele provavelmente ia queimar todo aparelho sensível como placa mãe e celulares que passassem a 1 quadra dele.

    Sobre o Podcast dessa semana eu achei fraquíssimo pra evitar algo mais depreciativo. Achei que título podia ser Tupá contra o Anacronismo, a maioria dos outros Ep que nem precisavam vcs tem um puta esforço pra contextualizar e fugir do maniqueísmo e anacronismo e justo no Ep que mais precisaria ter um visão sóbria sobre uma época super complexa com disputas de poder constante. Um dos assuntos com maior potencial, com o time certo (mulheres falando sobre magia feminina) gerou um dos piores Eps. Vida que segue, semana que vem tem mais. Não olhe para o lado que tem o mestiço na batida do cavaco.

  • Parabéns a todos!

    Muito bom o episódio, com uma ótima contextualização histórica e muita informação sobre um tema que sou bem ignorante. Vou buscar ler o autor comentado. Penso que a terceira parte será polêmica rsrs

    Acho triste que mesmo no século XIX, o Império Britânico usou a lei contra bruxaria para prender a escocesa Helen Ducan, durante a II Guerra Mundial. Ela era uma médium de efeitos físicos, realizando materializações e outras coisas. Durante os eventos, alguns Espíritos falaram de sua morte durante a II Guerra Mundial, algo que o Império Britânico não queria que fosse comentado. Como não conseguiram processá-la por espionagem, por não acharem provas, foi utilizado o Ato contra Bruxaria de 1735 e ela foi presa enquanto bruxa. Isso causou certo alvoroço em uma Grã-Bretanha já alvoroçada pela Guerra e ela foi solta.

    A consequência do escândalo dessa condenação se criou o “Ato contra mediunidade fraudulenta” em 1951, para punir médiuns que estejam fraudando os fenômenos, o qual ainda está em vigor e, na prática, como mediunidade é tida como crença, na minha opinião, coloca em dúvida a existência de liberdade religiosa no Império Britânico. Afinal, se não há reconhecimento a sua existência de maneira científica e há um ato em que pessoas que dizem ter mediunidade podem ser presos por fraude, a não ser que sejam identificadas como doentes mentais, não me parece haver liberdade religiosa verdadeira na lei britânica.

    Sendo o caso dela uma fraude ou não, o fato que para se prender uma mulher considerada bruxa usou-se a lei contra bruxaria, e a substituiu por um ato sobre médiuns. Outra vergonha para o Império Britânico, que já tem uma história vergonhosa.

    Tudo de bom a todos e parabéns pelo episódio!

    Tiago de Lima Castro

    • Vou aproveitar e agradecer a leitura do comentário pelo @Andreizilla:disqus .

      Quando escuto sobre esse tema de bruxaria, principalmente, na parte da perseguição eu fico meio afetado e na hora lembrei da Helen Ducan.

      Tem esse lado de poder evitar fraudes mesmo e não entendo os processos jurídicos – acho direito algo tipo alquimia de tão complicado, rsrsrs

      Obrigado pela discussão!

      Tudo de bom!

  • Helil Neves

    Oi, Andrei; você pediu lá na leitura de comentários do MFC 162 (o caso Romanek) que eu esclarecesse a pronúncia do meu nome. Desculpe demorar tanto para responder, mas consegui realmente me enrolar. Daí vou aproveitar para fazer comentários de mais de um podcast passado :)

    Então, sobre a pronúncia, como é um nome estrangeiro, não estou muito certo de como seria o correto. Porém a pronúncia familiar, que é dita tanto por meus pais, família, amigos, conhecidos e eu mesmo é aquela sua segunda opção, o H mudo, Elil mesmo, e não Relil.

    Outro detalhe é que você me tratou por “ela”, mas na verdade eu sou um “ele” (rsrsrs). Cisgênero inclusive, então não tem nem tangente para fugir, heheheh ^_^

    Durante a leitura de comentários do caso Romanek você comentou, Andrei, que dos diretores que dirigiram o “Histórias Extraordinárias” o único que você reconhecia era o Fellini, mas ao menos um outro você deve conhecer um trabalho, pelo menos de nome caso não tenha ainda assistido, que é o Roger Vadim, que dirigiu o filme da Barbarella, não tem como não ter ouvido falar. Mas é bem verdade que o Vadim é mais famoso por ter se casado com a Brigitte Bardot e com a Jane Fonda do que pelo seu talento de diretor, heheheh :V

    Eu escutei o podcast MDM que você e o Keller participaram e tou com pena de não ter anotado os pontos que eu queria comentar. Então vão só os dois que eu consigo lembrar… Existe um livro disponível nas prateleiras da livrarias sobre esse assunto da evolução da figura do demônio chamado “Satã – uma biografia”, da editora Globo.

    O autor Henry Ansgar Kelly é professor emérito do Departamento de Literatura Inglesa da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA). Eu como leigo em História não sei dizer o quão profundo é o livro, mas me pareceu uma boa pesquisa. O livro está dividido em 5 partes mais a conclusão (Parte I – O Background Hebreu; Parte II – O Novo Testamento: O Surgimento de Satã; Parte III – Satã e Adão; Parte IV – A Ascenção do Lúcifer Decaído; Parte V – Satã no Mundo Moderno).

    O livro já começa com estas duas epígrafes do Apocalipse: “Tempo futuro: Foi precipitado o Acusador de nossos irmãos, que os acusava, dia e noite, diante de nosso Deus.” (Ap 12,10) e “Tempo presente: Eu, Jesus, sou o Lúcifer.” (Ap 22,16).

    O outro ponto é sobre quando o Rodney corrige (acho que foi) o Lojinha que o segmento do demônio Chernabog (é esse o nome dele) acontecia no Fantasia de 1940 e não no Fantasia 2000 (que é de 1999, heheheheh). Na verdade, o Fantasia 2000 reprisa dois segmentos do clássico original, tanto esse do Chernabog quanto o do Mickey Aprendiz de Feiticeiro.

    Sobre o Podcast do Tesla eu só tenho dois comentários também: na verdade o livro Frankenstein nunca flertou com o galvanismo. A sequência em que a Mary Shelley descreve o despertar da criatura é totalmente vaga, ela não dá nenhuma pista de qual foi o método empregado por Victor Frankenstein. Todo o imaginário que envolve a obra de raios e eletricidade advém do filme de 1932, Frankenstein do diretor James Whale. O clássico da Universal é também o responsável pela aparência definitiva da criatura, imortalizada pelas feições de Boris Karloff e a maquilagem de Jack Pierce.

    Quando o Igor menciona o Nickelodeon isso me fez lembrar da treta Thomas Edison/Irmãos Lumière. O equipamento que Edison criou trabalhando com ótica tinha uma lógica muito semelhando ao Nickelodeon, era de uso individual, uma pessoa olhava por um canudo de cada vez. Quem desenvolve uma sala escura onde se projetava um filme de forma coletiva onde uma plateia poderia assistir à vontade foram os irmãos Lumière. Enfim, até hoje o mundo reconhece nos Lumière os pais do cinema, enquanto somente (até onde sei) os Estados Unidos continuam teimosos insistindo que foi Edison. Inclusive no episódio de Os Simpsons “”The Wizard of Evergreen Terrace”, o segundo da décima temporada, Lisa perde a oportunidade de polemizar sobre isso. Ela endossa o discurso de que Edison é o pai do cinema. A personagem perdeu muitos pontos comigo depois dessa, heheheh. Logo a Lisa, que sempre problematiza e traz discussões pertinentes para a trama e para o expectador, de repente faz coro a esse discurso “EUA criaram tudo”.

    Falando agora do programa sobre Bruxaria (parte 2), gente, cuidado com o uso do termo “literalmente”. É o mesmo que “ao pé da letra”. Ninguém durante ou depois do programa morreu ou teve o cérebro espalhado pela parede, a não ser figurativamente, rsrsrsrs

    Eu gostaria também de pedir que na parte três a Ju não deixe de desmiuçar como é que dois padres malvistos pela comunidade eclesiástica conseguiram difundir um livro tão torto quanto o Martelo das Feiticeiras sem maiores problemas. É incrível padres teoricamente instruídos aceitarem sem pestanejar um documento que não teve o aval nem dos bispos nem do Papa como verdade só porque foram escritos por dois coleguinhas… A galera comia mosca de graça mesmo naquela época (mas é melhor eu por minha barba de molho porque parece que hoje em dia não melhorou muito não).

    No final do programa, quando a Ira fala que “esses são os nossos novos Deuses”, apesar de eu saber que não tem nada a ver com o assunto do podcast, achei difícil não lembrar dos NOVOS DEUSES do Jack Kirby (nada a ver também com os Deuses Americanos do Gaiman, heheh).

    Vou aproveitar para deixar um pedido para que um dia façam um podcast sobre esse universo tão rico do Quarto Mundo da DC (Nova Gênesis, Apokolips, Pai Celestial, Darkseid, Órion, Grande Barda, Sr. Milagre, Oberon, Metron, Vovó Bondade, Steppenwolfe, Desaad, Kalibak etc. etc.). Vocês podiam inclusive convidar o Hell do MDM para a bancada. Um intercâmbio assim me parece muito interessante.

    E pra finalizar: Andrei, se você quer treta de verdade, ela não vai acontecer não é nem quando vocês fizerem um MFC sobre Wicca. Treta de verdade vai ser se vocês resolverem fazer algum dia um sobre o Paulo Coelho, kkkkkk.

    Bem, abraços a todos, e até lá ^_^

  • Marilia Gil

    Meninas lindas do meu coração, porque vocês não começam um grupo de estudos de bruxaria? Adorei ouvir o episódio e aprendi horrores com a Tupá derrubando lugares comuns, com a Sra Penumbra que já me fez comprar o Bruxaria Apocalíptica e acabei com uma vontade ABSURDA de pedir pra ser aprendiz da Ju Ponzi <3

    • Anderson

      kakakakakakaak

  • Marilia Gil

    AH me lembrei de uma coisa! A Tupá falou que acabou de vir do Dia do Orgulho Pagão que teve em Londres. É o mesmo do http://www.paganpride.org/ ? Pq se for, vai ter um em São Paulo, em outubro <3

  • André Diego de Paula

    Se vocês acham que Magos de RPG são tão mais respeitados que bruxas, porque escolheram se chamar de bruxas em vez de Magas ou Feiticeiras? Vocês querem o estigma da palavra bruxa pra poderem se vitimizar.

  • Homem Que Não é Possível

    Adeus, foi bom em quanto durou, antes de virar Mundo Freak G.
    Vou ficar só nos episódios antigos que não tinham tanto mimimi.

  • Mvga5

    Achei meio chato.
    Ritmo lento e tal, e cadê o Andrei (ficou amarrado..)? Jacaúna? Etc?

    :/

  • Tittivillus

    Ótimo tema e ótimo elenco. Tenho tido muitas dificuldades de pesquisar sobre o assunto, porém este episódio esclareceu muitos pontos onde encontro dúvidas ou até mesmo alguns preconceitos formados pelas “fontes” mais acessíveis. Existe algum lugar onde posso pegar as referências das obras citadas ou algo do tipo?

  • Jonathan Diego Knopf

    Oi, acabei de comprar um exemplar do Bruxaria Apocaliptica. Aguardo a parte 3 do podcast. Alguem recomenda livros sobre magia decentes?