Ponto G 31 – As Sukeban

 

 Se você tivesse andado pelas ruas de Tóquio nos anos 60/70, provavelmente as teria visto. Garotas com uniformes colegiais, a uma primeira vista. Mas, se tivesse olhado com mais cuidado, perceberia os bordados com ideogramas rebeldes e, quase que certo, pelo menos uma lâmina bem afiada camuflada em suas roupas.

Essa gangue de meninas que aterrorizou não só Tóquio, mas todo o Japão, é o tema do nosso trigésimo primeiro programa. Não se deixe enganar por essas carinhas angelicais… elas são más! 

>>> Clique aqui e escute o programa anterior: Ponto G 30 – As Bruxas de Harry Potter  <<< 

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Recadinho do <3

O nosso podcast tem caráter educativo e informativo, visando levar o máximo de conteúdo ao ouvinte em poucos minutos. Seus minutos são preciosos, e desejamos que sejam aproveitados ao máximo. Nosso objetivo é, além de levar informação, instigar a curiosidade sobre personagens femininas da nossa História, que ficaram encobertas pelos mais diversos motivos.

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Vamos alimentar nossa curiosidade pelo saber! :)

Playlist

Bitbasic – Stealth Elk
Bauchamp – glorieux pop
LASERS – Amsterdam
Boss Bass – State of Guanabara
Dr Wylie – Robot Love
Cloud becomes your hand – butter on the fire

Créditos

Apresentação: Ira Croft, Lili Ribeiro e Juliana Ponzilacqua
Pesquisa e pauta: Juliana Ponzilacqua

Edição: Kyuu
Direção de arte: Andrei Fernandes
Locução: Dani Freitas
Direção geral: Iracroft

Sobre Iracroft

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Nascida no planeta Blastófila Blasmóide, viajou pela Terra do Nunca para hoje escrever sobre seus sonhos.

25 Comentários

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  • Rafa Nunes

    Passei o programa todo imaginando o que essas moças aprontaram hein, imagino algumas agora, relembrando os velhos tempos XD
    Devem ter algumas lembranças boas dessa união feminina forte :)

    • Ira Croft

      Nossa, seria muito legal se alguma nipo brasileira que tenha vivido isso comentasse pra gente!

  • Isabella Giordano

    aooo to adorando! cade as imagens q vcs disseram q iam por no post?

    • Ira Croft

      ops, falha nossa, vou postar :)

  • Isabella Giordano

    AHHHHHN foi tão rápido :~ gostei muito fiquei super envolvida, chega foi rápido!

    • Ira Croft

      é rapidinho pra vcs ficarem com gostinho de quero mais :)

  • Adorei o podcast! Principalmente por falar de um tema tão querido pra mim, e que fez parte da minha adolescência como expressão de estilo.

    Esclarecendo e complementando alguns pontos: tanto as mulheres quanto os homens eram parte de uma subcultura chamada yankii. Dentre os yankii, existiam os bosozoku que eram os que possuíam motos modificadas. O termo Sukeban e Bancho eram reservados respectivamente, aos líderes dos grupos femininos e masculinhos.

    Até o final dos anos 80 foram surgindo tantas gangues de bosozoku principalmente, que tornou-se um problema de segurança nacional, e a polícia fez o máximo pra repreender esses movimentos jovens. Tanto é que hoje em dia no Japão não é permitido duas motos andarem juntas, por já cai na classificação de formação de gangue, tamanha a neurose que ficou instaurada.

    Além das sobrancelhas finas elas usavam muita sombra roxa nos olhos. O cabelo tingido e o permanente eram formas de se opor ao sistema rígido das escolas japonesas e da sociedade em si, onde tem se o ditado até hoje de que “o prego que se sobressai deverá ser martelado.” Além de cigarros, que eram considerado masculino demais pra uma mulher usar, elas cheiravam muito tíner. Era um movimento de certa forma nacionalista, onde elas usavam a antiga bandeira do Japão da segunda guerra mundial, que até hoje não é vista com bom olhos se utilizada por lá. Elas usavam também máscaras, tokko-fuku (que é uma espécie de vestimenta de macacão largo ou sobretudo bordados com além do nomes das gangues e frases agressivas como “Live Fast, Die Young”. Hoje em dia existem poucas pessoas que mantém o estilo vivo lá, mas a imagem delas já virou uma entidade no imaginário popular.

    Segue algumas imagens pra vcs terem idéia de como elas eram. Na segunda foto, as que estão de pé são as sukeban, e as agachadas são as subordinadas.

    https://uploads.disquscdn.com/images/0cf88ef37b17183aca5a20f8999fca9b1de4afdadfcf4e6bb2515ce6cf3bd1fc.jpg https://uploads.disquscdn.com/images/e23abfc8eabf78cb05b1eaad64d571da13dbdbd9428b4a0c60aa763751b01de7.jpg https://uploads.disquscdn.com/images/22395889761f06cfdc4380496ea26c8e19586de55c32213ca969aada707fa100.jpg

    Aqui no Brasil o movimento mais próximo que tivemos foi o das gangues punks e de death rock. Como subcultura e moda, chegou aqui no Brasil em meados dos anos 2000, depois das subculturas visual-kei e lolita terem se estabelecido por aqui. Mas ainda eram poucos dentro dessas cenas que conheciam e gostavam, e eu acredito ter sido talvez a única pessoa dentro da comunidade de Jfashion a usar.

    Pra quem se interessar a saber mais existem bons livros, na sua maioria em inglês. O Tokyo Girls da JBC aborda um pouco sobre essa subcultura, e tem um excelente artigo sobre yankii no site do filme Shimotsuma Monogatari (Kamikaze Girls) que é baseado no livro do aclamado autor de obras com um toque lolita, Takemono Novala, que conta a amizade improvável entre uma lolita e uma yankii.
    https://web.archive.org/web/20150323070925/http://www.newpeopleent.com:80/sites/kamikaze_girls/culture.html

    No mais continuem trazendo temas maravilhosos como esses, que são pouco conhecidos do grande público!

    Abraços e sucesso!

  • Ricardo Sedano

    Gostei muito do programa! Minha maior referencia de sukeban atualmente vem do livro battle royale, que é um excelente livro e recomendo fortemente. Essa personagem, apesar de não ser uma das protagosnistas, é uma das que mais aparece exatamente por ser uma das mais intimidadores para outros personagens.

  • Ricardo Sedano

    E Ju, cuidado que o soco inglês que você faz com a chave entre os dedos tem chances bem razoavéis de você quebrar a mão ou os dedos… pelo menos é o que eu aprendi em defesa pessoal. Tem um jeito mais “seguro” de fazer isso, mas não sei explicar… posto uma foto mais tarde.

    • Ira Croft

      é vdd, mas como nem todo mundo faz aulas, o que eu acho muito importante, a gente não “pensa” nesses detalhes.

      • Ricardo Sedano

        Eu fiz anos de defesa pessoal até descobrir isso… Sempre fiz exatamente a mesma coisa que ela, por isso achei relevante comentar essa “dica” xD

    • ugua arujo

      como se em uma situação que fosse necessário improvisar um soco ingles ou qualquer tipo de arma, pra se defender (pq o baguio fico loco) sobrase tempo para se preocupar em segurança “se for utilizar uma garrafa quebrada pra enfiar no pescoço do safado que ta querendo te foder cuidado vc pode se corta” pelo amor né mano. Ou tente ser cordial e se comunicar ” Por favor senhor agressor vc poderia não bater no meu rosto, e esperar eu ligar para minha mãe para eu poder avisá-la que estou me envolvendo em uma treta pesada, por obséquio.” fez anos de defesa pessoal no wii né ctz

      • Renan Willian Santana

        To vendo se causando ae nao me respondendo no skype.

      • Ricardo Sedano

        Bom, não entendi ignorancia e o deboche gratuito, muito menos tentar desqualificar o que eu falei, mas vamos as explicações do que você levantou:
        1) Como no caso que a Ju expôs, ela não espera um agressor chegar para fazer esse “soco inglês” na mão, ela já anda assim para caso precise. Sendo assim, é só questão de como ela deixa isso não mão dela.
        2) Em defesa pessoal, geralmente você tenta prever – e sempre que possível evitar – situações de risco e agressão. Não sendo possível, você tenta estar preparado, o que faz sentido com o que falei no tópico acima. Se vc está andando em uma rua deserta a noite, já pode andar assim antes de um agressor chegar.
        3) Você realmente pode se cortar se não souber quebrar ou então quebrar errado e a tornar inútil como arma. Eu usaria a garrafa inteira como objeto de contusão, exatamente por não saber fazer isso.
        4) Baseado em que frase minha você resolveu falar essa questão de ser cordial ou qualquer uma das coisas que você falou?
        5) Em situações que você tenha – ou possa ter – multiplos agressores, é bem interessante não quebrar a mão. Alias, acho que em qualquer situação é bom tentar não quebrar a mão… (tão ai as luvas de boxe para provar, não é?)
        6) Apesar de gostar muito do jogo de Boxe do Wii, fiz anos de Krav Maga pela Federação Sulamericana mesmo, inclusive tendo feito – olha só – seminário de utilização de objetos comuns na defesa pesoal no ano passado, dentre outros…
        7) Em uma situação de agressão que ainda seja possível evitar um confronto, de fato tentaria conversar e resolver isso sem precisar brigar. Porém caso precise, me sinto bem capaz de me defender…

        Enfim, acho que respondi todos os pontos que você levantou.

    • Juliana P.

      vou tomar… é uma grande b*sta que a gente tenha que viver com esse medo, mas isso é uma reação tão natural quando eu tô sozinha na rua que eu fico até triste de pensar nisso :(

    • Eita. Fiquei curiosa.

  • Juliana P.

    Go Go Yubari, homenagem de Tarantino ao filme Battle Royale e provavelmente inspirada nas Sukeban https://uploads.disquscdn.com/images/6846c6d2f15b2e0a930047a1faacba0a90d6760ef9364fbf755ee9da005573d3.jpg

  • Juliana P.

    https://uploads.disquscdn.com/images/22395889761f06cfdc4380496ea26c8e19586de55c32213ca969aada707fa100.jpg Uniformes das sukeban customizados (bordados com kanjis) e os cabelos “diferentes”:

  • Juliana P.

    Bosozoku Girls, gangue feminina posterior (e originada da gangue masculina Bosozoku) https://uploads.disquscdn.com/images/fd7bb5f8d3f403976a865a2d0779db8cb1cb924b2c0f78b97c8bb7b4c7502e7b.jpg

  • Juliana P.
  • Igor Shevchenko

    Sobre a questão dos tênis utilizados pelas Sukebans, Converse sempre foi o nome do fabricante e seu modelo mais popular é o Chuck Taylor All-Stars. Depois da compra da empresa pela Nike (lá em 2003), os outros modelos de calçados começaram a ser vendidos no mundo inteiro. Não houve rebranding ou algo do tipo, como falado no episódio.

    Seguem as fontes:

    http://www.chucksconnection.com/history1.html

    https://www.converse.com/uk/en/our-story/about-us.html

    http://www.bbc.com/culture/story/20140606-art-on-canvas-converse-shoes

  • Alice

    Vocês pediram histórias né pessoal? Então, quando eu estudava no ensino fundamental haviam dois colégios no centro, um na frente do outro, e adivinha? Altas rivalidades. Acho que nunca estudei em um local com tanta identidade de grupo quanto aquele lugar. As tretas variavam de brigas na frente da escola até trancar gurias no banheiro da praça (duas quadras pro lado), cortar cabelo, grudar chiclete, estragar material escolar, etc. Apesar de tudo, o sentimento de pertencimento era incrível. Nada como um inimigo pra juntar as pessoas, né? Eu era uma bostinha na quinta série e nunca briguei com ninguém, mas botava altas pilha.

    P.S.: Minha turma era o Pe. Raimundo e a rival o Leonel Brizolla hahaha

  • André Luiz Massayuki Ota

    Vcs já viram esse filme – tem uma Lolita e uma Bosozoku Girl é bem legal.
    https://www.youtube.com/watch?v=W0z6DtBk_bs

  • Um mangá que mostra um pouco sobre mulheres de gangue é Fruits Basket. A Arisa Uotani, amiga da personagem principal, foi de uma gangue e a mãe da personagem principal também. É muito interessante, mas não é o plot do mangá.