Mundo Freak Confidencial 158 – O exorcismo de Emily Rose – Anneliese Michel

Pós-guerra, secularismo popular e União Soviética aumentando suas influências. Em uma pacata cidade alemã, uma jovem desmaia ainda na escola e nos vários anos sequentes começa a apresentar evidências de uma possessão demoníaca. Anneliese Michel inspirou o filme O Exorcismo de Emily Rose e é de longe o caso mais bem documentado da influência do mal. Infelizmente, terminando em uma tragédia. 

Nesse Mundo Freak Confidencial, acompanhe o investigador Andrei Fernandes, Rafael Jacaúna, Juliana Ponzilacqua, Marcos Keller e o convidado Pablo de Assis (Papo Cético) adentram território germânico para solucionar um dos maiores mistérios da fé e da ciência. 

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43 Comentários

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comentários

  • Alex

    Já entrou no top 5 fácil, informativo, contextualizado, assustador e divertido.

  • AAAAAAAA EU TO PASSANDO MAAAAL!! <3

  • Alex

    Eu consigo encontrar a transcrição de todos os áudios em algum lugar?

  • Victor Bosco

    Perfeito o episódio, eu gosto de quando tem a visão dos dois lados, mesmo gostando de seguir o caminho do meio como a Ju, eu prefiro estar do lado do Rafael nesse episódio, não estou afirmando de que era o Satanas, Hitler, Caim e o bonde todo, Mas sim algum espírito que assumiu tal egrégora. Este foi um caso tão tenso e pertubador que chega a ser triste dizer que a garota inventou isso, ou que era armação dos pais. Sei que não foi a intenção do convidado, o Pablo foi bem elucidativo e respeitoso, contribuiu muito para o episódio.
    Mas… FOI O DEMONIO!!

  • Agora o player ta certinho, te amo andrei seu pescador parrudo <3

  • Wololo

    Que susto da porra quando eu abri a primeira foto do exorcismo. Só a carona dela brotando na tela.

  • Ricardo

    Putz! Saudades do Mitografias! Vou ouvir agora, 10:52, porque quero passar a noite acordado no maior cagaço! Abraços!

  • Sir Jones Kast, Ph.D.

    Ô papai, que delícia.

    Confesso que tenho medo de possessões, exorcismos…medo até de escutar.

  • Pai do Gohan

    Quando todos participantes estão inspirados e bem pautados ! Episódio espetacular !

  • Muito bom o episódio!

    Muito legal os diferentes posicionamentos dos participantes como da pesquisa dos pauteiros. Sério, a discussão de vocês sobre o tema foi muito boa mesmo, unindo informação, efetivamente debate de opiniões diversas, com bom humor no processo, muito respeito mútuo e bem pesquisado.

    Comparando o caso dela com o que, no meio espírita, denomina-se de obsessão espiritual – a qual não tem relação com transtorno obsessivo-compulsivo-, e partindo do pressuposto que ela não estava fingindo tudo conscientemente, toda questão espiritual tem como ponto de início questões bem terrenas. Depressão, transtornos psicológicos, traumas e tudo o mais são o princípio dessas questões. Mesmo havendo fatores de vidas passadas e tal, os desequilíbrios emocionais são sempre a causa.
    Sempre cuidamos da casa espírita do aspecto espiritual e um acolhimento a pessoa e a família, afinal, de alguma maneira a família também sofre nesses casos, contudo, é extremamente necessário a atuação de psicólogos e psiquiatras, mesmo estes não concordando com a visão espírita. O cuidado espiritual é só uma parte, pois estes processos são sempre complexos.
    Já lidei com casos bem complicados nesse aspecto, mas sempre enfatizamos a necessidade de consultar os profissionais da saúde mental. Em um ponto de vista cético, dessa maneira o que trata a pessoa são os profissionais, sendo a casa espírita mais um local de acolhimento, contato social e tal; mas é extremamente necessário a ação dos profissionais.
    Meus bisavós acolhiam pessoas em sua casa com problemas mentais, pois na época não se tinha muito acesso a saúde mental e os manicômios brasileiros eram complicadíssimos, mas além de uns alguns casos em que puderam ajudar, outros foram muitíssimo complicado.

    Pena que a menina sofreu tanto e o mesmo com seus familiares. Independente do que ocorreu efetivamente, não é a presença demoníaca que me deixou triste ouvindo o episódio, mas pensar em todo o sofrimento dessa menina e sua família.O sofrimento de alguém que precisa de ajuda e ninguém consegue ajudá-la efetivamente – os quais sofreram com isso também-, é algo muito entristecedor. Vendo as fotos do caso, dá um aperto e uma vontade abraçar a família e a menina. muito triste mesmo. :-(

    Tudo de bom a todos!

    Tiago de Lima Castro

  • willia

    WOW vou precisar da gravação da tupa na globo quando sair, porque é muito tarde para quem vai trabalhar no sabado

  • Gregori Maus
  • Philippe Sartin

    Vou falar uma coisa sobre este episódio: eu estou terminando um doutorado em História e estudo possessão e exorcismo na Época Moderna (sécs. XVI-XVIII). Cheguei a publicar um artigo sobre a persistência do tema no século XX, falando inclusive do caso Klingenberg. A cautela dos participantes e o cuidado com o tema, evitando reducionismos e arrazoando hipóteses diversas torna a discussão enriquecedora, instigante e relevante. Fiquei muito feliz ouvindo o cast e acredito que fez justiça tanto à triste história de Anneliese quanto à trajetória dedicação e carinho que o Mundo Freak tem demonstrado para com os temas mais sérios. Obrigado e parabéns.

  • Fernanda Mendes

    Sensacional! a cada semana gosto mais do Mundo Freak <3 Parabéns

  • Rodrigo Rodrigues

    Assim não da né gente… a mulher enxerga Jesus cristo cagando na sala, e vocês usam de exemplo para uma visão negativa com uma figura religiosa (do bem), qualquer cultura ou religião que acredita nessas entidades, também acredita que esses seres se disfarçam de outras aparências para confundir e transtornar as pessoas… Eu não acredito em demônios mas esse exemplo não tem valor nenhum como indicio de que tudo não passa de esquizofrenia, se demônios existissem esse jesus cagão com certeza seria um.

    Gente, vocês moram no meu coração e eu amei o episódio S2 foi só um comentário pontual.

    • Esse exemplo não foi usado para afirmar que toda visão religiosa é esquizofrenia. Esse exemplo foi usado para exemplificar diversos tipos de narrativas usadas por pessoas que excluem sintomas para forçar o que elas acreditam. No caso a menina só contava uma parte da visão dela. Esse foi o objetivo do exemplo.

      • Rodrigo Rodrigues

        Valeu pela resposta Andrei :) eu só achei meio estranho o tom que vocês usaram na hora, mas tá tudo bem, não quero ficar enchendo o saco rsrs parabéns pelo episódio ❤️

  • Matehuos

    Só complementar que a fala da Ju. É importante lembrar que por muito tempo houve uma forte divisão religiosa na Alemanha no seculo XVIII, dada a influencia austríaca católica na região sul, oq dificultou na unificação alemã por muito tempo.

  • Gregori Maus

    TUPÁ NA GLOOOOBO!!!!!!

  • Yago Azevedo da Silva

    Episódio sensacional!!!! Tirando o Pablo de Assis que é muito chato. “Ela poderia ter fabricado”, “Pessoas anoréxicas continuam fortes”, “Ela pode ter comido muito e ter ido vomitar”. Eu estava nervoso não por ele ser cético, mas por ele ser o tipo chato de cético!

    • JeffArcana0

      Segundo o que ele falou, a garota era tipo o senhor Burns naquele episódio dos Simpsons em que ele tinha todas as doenças diagnosticadas no mundo.

      Tem que ser mais criativo pra arranjar tantas desculpas do que pra ser believer… ¬¬

    • Hesse

      Achei plausível o que foi levantado pelo Pablo. Não houve explicações tiradas sem alguma base

    • Gui P

      Concordo com você Yago, as tentativas estapafúrdias de explicações racionais dele foram no mínimo arrogantes, como se ele estivesse julgando o caso, detentor da verdade, senhor da lógica e qualquer um que acredite em algo sobrenatural é idiota.
      Da mesma forma que muitas vezes não existe bom senso em believers, o senso falta para os céticos também e eles acabam fazendo papel de ridículos.

  • Ricardo

    Não sei se já passaram, mas aqui a entrevista da Tupa: https://globoplay.globo.com/v/5978258/
    Merecia pelo menos mais 5 minutos pro Bial aquietar o facho :(

  • willia

    estou com o Rafael é o demônio e ponto

  • Philippe Sartin

    Ah, esqueci de falar: tem um filme melhor até que a Emily Rose, e se chama Requiem, de 2006. É um filme alemão, e que deu o Urso de Prata a Sandra Huller, que interpreta a Anneliese:

    https://www.youtube.com/watch?v=30KLEFl2Nvg

    • Diego

      quero muito assistir, mas não sei se tô preparado hahah

  • Nyell Quantos

    Um dos melhores MFC, tô mandando esse episódio pra Odin e o mundo ouvir!

  • Thiciana Sasse

    Muito bom o episódio, bom, vou começar aqui pelos elogios: As leituras interpretativas do Keller me deram arrepios que cheguei até a fazer o sinal da cruz algumas vezes, olhando por cima do ombro, recitando a oração de São Miguel Arcanjo. Andrei, você foi um ótimo mediador como sempre e no geral achei todas as opiniões muito relevantes. Todos estavam com ótimos argumentos, bem embasados, e aprecio muito o cuidado ao tratar de religião.
    Agora vou pontuar algumas coisas: Sobre o rito romano, acredito que o certo seja ele ser dito em latim sim. Eu sou católica e frequento uma paróquia que celebra o rito ao modo tridentino, ou seja, em latim. No batizado do meu filho inclusive, como me foi explicado pelo padre, foram feitos alguns exorcismos com trechos do rito romano. Mas reitero aqui a posição da igreja em relação aos exorcismos como muito cautelosa. Isso já foi motivo de várias dúvidas por aqui que o bispo inclusive explicou após a missa que os fiéis devem primeiro, sempre, buscar explicações médicas e psicológicas. Para acalmar os ânimos inclusive redigiu um pequeno livrinho com ladainhas e orações que seriam correspondentes ao ritos de libertação que vocês citaram no episódio, o que eu acredito que seja muito eficiente, pois muitas vezes o fervor religioso pode nublar os olhos do doente e dos que o rodeiam. Tendo em mãos algo que possa ajudar neste âmbito religioso, as pessoas sentem que já estão fazendo algo sobre isso e muitas vezes o problema se resolve. Como se houvesse um efeito placebo, por exemplo.
    Não sei bem o que pensar deste caso, se é verdadeiro ou não, mas é muito assustador.

  • Caraaaaaaca o Rafael Jacauna tava incontrolável kkkk
    Gostei demais desse episódio, sempre quis ir além do que se acha na Internet… Parabéns pra vocês!!! Aquele abraço do Cabelo!!!

  • Ricardo Sedano

    Mais um excelente cast, dois em sequencia que entraram no grupo dos meus favoritos do MF. Não consigo acrescentar mais muita coisa pois tudo que eu pensava o Pablo falava (Alias, excelente participação Pablo!).

    O que queria fazer é uma análise dos acontecimentos a partir do aparecimento da virgem Maria, mas olhando a partir da ótica de ter existido um suposto abuso ou melhor como esses fatos podem dar idicios de um abuso. Pode ser pareidolia do meu lado cético? Pode, tem até boas chances, já que não sou psicólogo clínico para poder dar aquela carteirada, mas não custa levantar a discussão (e desculpa o comentário gigante… tentei passar o melhor que podia o que pensei)

    Bom considerando que ela estava na floresta, com o namorado aos 18 ~ 19 anos, não acho nada improvável que eles estivessem tantando dar uns amassos (ou que ele estivesse tentando convencer ela a fazer isso). Por conta disso, talvez se desencadeado uma memória da desse trauma (oriundo de uma violência ou abuso) para Anneliese e que resultou nessa aparição da virgem Maria, oferencendo uma forma de securar desses demônios.

    “Ah Ricardo, mas o namorado relatou que eles estavam caminhando”, bom… não acho que ele iria falar o que estava tentando fazer, não é mesmo? Se não me engano, foi a própria Annelise que pediu para que o caso seja público, correto? Talvez na cabeça dela as almas irem para o inferno seja a forma que ela conseguiu externalizar que outras pessoas que estavam sofrendo o mesmo tipo de abuso que ela, e que o único jeito de isso parar era compartilhando a história para isso acontecer (e, antigamente, sofrer os abusos para que ninguém mais passasse por isso).

    Após esse acontecimento, os demonios ficaram mais passivos, e inclusive conseguiu se livrar de dois – ou duas barreiras para se chegar ao real problema – e os outros após esses primeiros dois saírem, disseram que queriam sair mas estavam “misteriosamente” presos. O que acho que pode ter se passado é que ela se livrou de algumas barreiras após esse acontecimento com o namorado,onde reviveu essas lembranças – e por isso o estado de choque relatado pelo rapaz – e se livrou de alguns desses demonios/barreiras, como poderia ter acontecido em um trabalho de análise. Porém, seu inconsciente reforçou as existentes e não ia deixar elas sairem tão facil, dada a dor daquelas memórias e que isso aconteceu por acidente e não intencionalmente.

    O próximo ponto que me fez pensar nisso é a conversa com um dos padres sobre sofrimento, que também é passível de análise sobre essa ótica.
    Novamente ela diz que que quer sofrer por outras pessoas para que eles não irem para o inferno. Acredito que isso poderia ser a forma que esse acontecimento que foi reprimido conseguiu ser expresso no “mundo exterior”, foi o modo de burlar as barreiras dela mesma para expressar que o que passou, e também o desejo dela de que mais pessoas não sofressem esses abusos (ou, fossem para o inferno). Porém essas barreiras que ela criou – e na qual todos estavam inseridos na época – fez-se concluir que ela estava falando de sofrer a possessão desses demônios e morrer pela humanidade.

    Ainda nesse diálogo, dois pontos que chamaram minha atenção como um possível relato de abuso e até mesmo a forma que ela lida com isso (e achei irônico o encaixe da fala do padre nessa situação), onde diz que o sofrimento não é tão ruim, mas que chega a um ponto que se torna insustentável e que não consegue mais dar um passo. Pensei em duas possíveis interpretações: 1) Como eram os abusos e como ela se sentia; 2) Ela lidava bem com isso, as vezes melhor, as vezes pior… tanto que tiveram alguns casos isolados enquanto ela crescia, até o ponto que se torna insuportável e… temos uma possessão demoníaca.

    Continuando na mesma conversa, para mim esse ponto do relato dela pode ser interpretada como um relato de abuso. Na parte que ela discorre sobre sobre o sofrimento e de como “eles conseguem força-la e uma vez que fazem isso, não tem mais controle sobre si mesma” e completa afirmando que ao mesmo tempo está impedindo que outras pessoas sofram, o que e é respondido pelo padre com uma afirmação de que isso acontece por ela ter aceitado e dito sim anteriormente. No ponto de vista assumido nessa análise, Annelise pode estar facilmente falando de alguém, algum adulto, que quando ela era criança abusou dela, que pôs a vontade dele sobre a dela própria – pois esta não tinha força para lutar contra esse agressor. Porém, se ele está fazendo isso com ela, ela esta impedindo outras pessoas de irem para esse inferno, sofrer esse abuso. E acho engraçado como a própria frase do padre pode completar isso… Por que ele faz isso com ela? Por que ela aceitou isso anteriormente. Ela aceitou sofrer esses abusos, que é algo que vemos até hoje como justificativas em casos de abuso contra mulher…

    Enfim, esse comentário já está gigante e só quis compartilhar com mais gente essa ideia que me veio a cabeça escutando o programa. Pode ser só uma pareidolia maluca ou uma forçação de barra absurda, mas fica o ponto de reflexão.

    • Ricardo Sedano

      Ok… ficou maior que o esperado… Foi mal hahahahah

  • Aqualad/Muleque-Piranha

    o que tiro do programa é que

    Se você retira a amígdalas o capeta pode vir atrás

    muito obrigado mundo freak.

  • El Luchador

    Esse negócio de que “não se pode falar abertamente sobre nazismo na Alemanha” ou “eles ficam putos quando se fala disso”, é balela. : )

    No mais, excelente episódio.

    • Levando em conta que cada Alemão deve ter uma opinião sobre e dependendo do contexto pode ser bem irritante. Ju já foi para Alemanha algumas vezes, além de ser fluente na lingua, e uma ouvinte moradora de lá disse que é um assunto desconfortável mesmo. Então não é balela não :)

      • El Luchador

        Bom, eu também estudei na Europa durante dois anos e todos os meus amigos alemães diziam que não há problemas em se falar nesse assunto, e que o pior mesmo seria tentar escondê-lo. Talvez a idade influencie muito e pessoas mais idosas sintam-se mais desconfortáveis, não sei, mas estas pessoas as quais conversei possuem a mesma idade que eu (+-30). Digo isso porque não foram somente 2 ou 3 pessoas… Mas enfim… Claro que dependendo do contexto, qualquer assunto pode ser irritante, mas do modo que foi dito, foi praticamente generalizando.

  • anonima

    Já vi uns dois “exorcismos”na minha frente. Uma pessoa próxima de mim tinha uns ataques muito fortes, de trocar de voz, ameaçar quem estivesse do lado e etc, eu estive por perto umas duas vezes e em uma das vezes tive que segurar a pessoa até que chegasse algum religioso pois nada fazia com que ela parasse. Ela gritava, se contorcia e falava algumas coisas muito dificeis de entender em uma voz que não era dela. Ela só melhorava quando chamavam algum pastor (pois os padres nunca quiseram chegar perto da situação) e o pastor e mais alguns religiosos faziam alguns tipos de rituais e a pessoa desmaiava. Foi bem tenso, eu tenho trauma até hoje, é dificil até mesmo escrever isso aqui por que sofri e sofro muito lembrando dos momentos de sufoco que passei com essa pessoa.
    A minha opinião é de que ela tinha (e tem ainda pois nao se trata mas os episodios de crises são mais amenos) uma esquisofrenia ou algum tipo de doença mental. Hoje ela está melhor. Normalmente após as crises ela ficava alguns dias sem andar e sem falar, dizia ela que nào conseguia, e não se lembrava de nada.
    Vou me manter anonima pois não quero comprometer a pessoa, mas confesso que ouvir esse episodio foi bem dificil pra mim.

  • Diego

    tô ouvindo o episódio e me perguntando pq estou fazendo isso. Mas tá bom!!!

  • Douglas Rainho

    O Episódio foi muito bom, senti apenas falta da participação do Jacaúna mais efusivamente. Entendo que vocês quiseram dar um enfoque sério (e realmente é um caso sério) para o devido tema.

    Eu vejo que é algo pouco debatido pelos tabus e dogmas criados pela nossa sociedade, onde colocamos as coisas sempre em dicotomia, uma de cada lado, em oposição. Não vejo problemas quanto a moça ter problemas emocionais e psiquiátricos, e também ser acometida de problemas espirituais. Principalmente quando da fala de um dos Padres, que diz: “Você os convidou a entrar”. Isso demonstra um mecanismo claro de permissão, nada feito contra a vontade da mesma, que pelos relatos já era adulta.

    Dentro do terreiro eu vejo muitos casos similares, claro que resguardadas as devidas proporções, de pessoas sendo obsedadas – ou no jargão comum possuídas – que convidaram as inteligências estranhas a entrarem em suas vidas. Independente se são inteligências externas ou internas, aliás para isso há até nomenclatura nos estudos espirituais, chama-se animismo. Animismo é quando a própria “alma” ou mente cria personagens para ocupar certas posições. Dentro da Umbanda isso é comum com supostos médiuns que não possuem mediunidade de incorporação, mas são tão desejosos de possuírem que “inventam” de forma inconsciente na maioria das vezes personagens que se passam por guias-espirituais.

    Já citei em outros comentário e volto a citar, há um Sanatório Espírita em Uberaba que tratava vários pacientes psiquiátricos (esquizofrênicos em maior parte) por meio da conduta médica e também espírita, com sessões de desobsessão e obtinham resultados ótimos, com grande parte dos internos voltando a ter vida normal. Não sei se ainda é aberto o espaço, apesar que até uns 10 anos era, mas parece que eles passaram por dificuldades financeiras e estavam precisando de ajuda, mas o local virou em parte um museu também.

    Eu penso como a Ju Ponzi, não duvido da experiência mística de ninguém. Se é verdade na minha mente, é verdade no meu mundo. É o meu mundo que importa e faz diferença na minha vida. E isso pode significar a sanidade ou a completa perdição da mente.

  • Carol Borges

    esse era meu filme preferido de terror, o único que eu tinha medo, talvez seja o unico que eu tenha medo até hoje. Ainda assim eu, adolescente metida a corajosa na época do filme, fui ouvir os audios no youtube e puta que pariu, eu fiquei MUITO perturbada, muito mesmo. Essas distorções de voz me deixam com muito medo, mesmo que sejam forjadas, é um negócio que mexe com o meu psicológico. Eu, boba nem nada, ouvi tudo de manhã né, antes de ir pra escola, fui pra escola e esqueci dos audios. Chegou de noite, eu fui dormir de boa tb, ouvindo musica, nem tava lembrando dos audios. Mas o subconsciente não tá ai pra brincadeira né, mores? Tive uns puta sonho tenso, que eu não me lembro hoje em dia pq foram muito aleatórios, e acordei arranhada, principalmente nos braços. Eu tava com unhas curtas na época e nunca tinha acontecido de eu me machucar enquanto dormia (a nao ser morder a bochecha ou a lingua), nem me coçar a ponto de ficar ferida, aquela foi a primeira e ultima vez que aquilo rolou. Obviamente fiquei CA-GA-DA de medo quando acordei e vi tudo aquilo no braço e NUNCA MAIS me atrevi a ouvir nada desse tipo, mas to passando por cima do cagaço hoje pra ouvir o episódio (que eu pulei a abertura de um pedaço da gravação e to quase pulando a tradução de vocês, mas vamo q vamo)

  • Luiz Felipe Victorio

    Luiz Felipe Victorio, 23 anos.
    Primeiramente, parabéns para toda a equipe do MFC. Eu particularmente não gosto de casos de exorcismo, pois sou muito cético sobre esses assuntos, ademais sou graduando em Psicologia e sempre acredito que existem explicações lógicas para esses casos. Mas, como foi o MFC que foi falar de exorcismo, lá fui eu ouvir. Achei um dos melhores Podcasts do Mundo Freak que já ouvi. O que mais me chamou atenção, além da história claro, foi a maneira incrível como vocês estruturaram esse programa. Toda a equipe está de parabéns!
    O programa foi muito informativo, bem como a presença do Pablo de Assis do Mitografias para dar explicações Psicológicas sobre os fatos apresentados.

    Novamente, Rs, minhas congratulações pelo conteúdo. O mínimo a fazer em casos como esse é comentar…