Mundo Freak Confidencial 142 – A Origem da bruxaria – Parte 1

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A bruxaria é um tema que atiça a curiosidade de muita gente. A reintegração do ser humano à natureza é parte fundamental das crenças pagãs.

Nesse episódio acompanhe as investigadoras Juliana Ponzilacqua, Tupá Guerra, Ira Croft, Lívia Penumbra e Andrei Fernandes desvendando a origem oculta da prática da bruxaria antiga nessa primeira parte. 

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100 Comentários

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comentários

  • Lucas Ornelas

    Galera por que vocês não utilizam o soundcloud para disponibilizar o episódio?

    • Soundcloud frequentemente dá problemas com direitos autorais das músicas e alguns outro fatores menores.

  • Quem?

    OPA… HOJE É DIA DE TAMBOR… E NÃO É DO BOLIVIANO!!

  • Marcos Keller

    Não sei oq o Andrei tá fazendo ai

    • Eu tmb não sei.

      • João Ricardo Mesquita

        eu menos

      • Andrei é o Black Phillip delas… como vocês acham que é o contrato do Mundo Freak?

    • Nyell Quantos

      Andrei é o familiar da Íra…

    • Ira Croft

      pegando água pra gente

    • ele não era a oferenda?

  • Aline Brum

    Da hora. :D

  • Sir Jones Kast, Ph.D.

    Ô papai, que delícia!

  • FHC

    Eita cast piruleta!

  • FHC

    A voz da jú é uma delícia ⁀‿⁀

    • Nyell Quantos

      já a risada… só falta ter trovões e relâmpagos de fundo kkkkkk

  • Olá a todos,

    Parabéns pelo episódio, tanto aos participantes como pauteiros.

    Gostei muito do tema, o qual não entendo nada. Cheguei a ler um pouco sobre o tema, mas acabei não me aprofundando nem em magia moderna ou bruxaria moderna, quem sabe um dia…

    É uma pena a necessidade de discuti-lo tendo em mente todos estes preconceitos históricos ainda presentes. O próprio fato da terminologia em termo de magia, advindo de sacerdotes babilônicos, os magis; e feitiçaria, que tem origem em ibéricos chegando a África e ao lidarem com tribos que usam objetos de poder – semelhante ao uso da cruz pelos cristãos, por exemplo – e não conseguindo dizer o termo original e pronunciando como feitiço e fetiche, sendo esta a origem do termo antropológico, sociológico e psicológico; mostra o quanto preconceito se têm, afinal, estes termos foram dados por outras pessoas, por uma exterioridade desrespeitando os próprios termos que as pessoas utilizariam para se denominar. Tirar o direito a própria expressão original é de uma violência não só linguística, mas concreta e dolorosa. Considera a mesma violência quando chamam de xamanismo aquilo que não são rituais de tribos da região da Sibéria que se chamavam de Xamãs, e falando de tribos indígenas que tem seus próprios nomes para falar de suas práticas.

    Um comentário nada a ver que tenha muita amiga bruxa, e conhecer o tema ajuda a compreendê-las melhor.

    Tudo de bom a todos!

    Tiago de Lima Castro

    • “Gostei muito do tema, o qual não entendo nada.” —- eu tbm, cara. XD Vc precisa ver o restante da pauta, é muito legal!

  • Moça Ponzilacqua tu me deve uma plantinha ç_ç não pense que eu esqueci.

  • <3 Tupá é bruxa bipolar.

  • Gui P

    Mais um episódio extremamente interessante, e o tema analisado com inteligência, bom humor leveza e erudição pela equipe feminina do MF. Parabéns!

    Foi citado com muita propriedade que a bruxaria não é um fenômeno ou uma prática exclusivamente européia, ou de origem ocidental.

    Imediatamente eu me perguntei que relação isso teria com o Xamanismo, tendo em vista de que a prática xamânica está presente em todo o mundo, e em todas as épocas.
    Me questionei se a origem da bruxaria não se confundiria dessa forma com a origem do xamanismo, ou até mesmo se elas não compartilhariam origens comuns.

    Uma definição comum de xamã seria uma pessoa que possui acesso e influência ao mundo dos espíritos benévolos e malévolos, e que pode entrar em transe durante um ritual e pratica divinação e cura. Essa definição é tão análoga à definição de bruxa, feiticeiro, druida, mago etc que me pergunto se não seriam esses conceitos sinônimos não literais, mas equivalentes.

    E se até mesmo nossos médiuns e bruxas da atualidade, não passariam de xamãs modernos.

    Levando-se em consideração de que o xamanismo é um fenômeno mundial, pré-existente ao advento das primeiras civilizações, provavelmente tendo sua origem comum ao surgimento do Homo Sapiens há 195,000 anos atrás; meu questionamento é se o que chamamos de bruxa, druida, feiticeiro, pajé, curandeiro, médium, benzedeira, mago, hierofante, etc…não seriam variações culturais, temporais e etimológicas de um mesmo conceito primordial?

    • Camila Constantino

      Concordo totalmente com você, o conceito é o mesmo.

    • Marcos Keller

      Tenho uma visão bem parecida.
      Mas, aguardemos o cast xamânico.

  • Camila Constantino

    Adorei o tema, aguardando ansiosamente pelos próximos.

    Eu me lembrei aqui de uma coisa interessante, quando eu comecei a cultivar minhas plantas aqui, perdi mudas, estaquias, ect. Eu lia muita coisa técnica, e não encontrava respostas.
    Até que finalmente resolvi fazer como os antigos e usar as fases da lua, e não é que deu certo?:)

    • tem relação com a seiva. :D

      • Camila Constantino

        Isso mesmo, tem alguns estudos relacionados com o assunto, mas nada 100% comprovado.

        • é que seiva é líquido, a lua mexe com líquidos aqui na Terra. Meu raciocínio foi esse. :D

    • A boy has no name

      só faltou um controle pra valer né

      • Camila Constantino

        Na verdade eu tenho um diário das plantas, com as luas, os procedimentos e os resultados. Estou me guiando por ai

  • Matheus Rigon

    Muito bom!

  • Nyell Quantos

    Agora não sei se imagino o Andrei ou a Tupá sem roupa! … difícil isso cara!

    • Vou soltar e sair correndo: eu imaginei a Tupá. :x

      • Nyell Quantos

        ;-)

      • Ira Croft

        eu sempre imagino :)

        • Nyell Quantos

          Precisa especificar Íra, kkkkkkkk

          • André Sentoma Alves

            olha aí….

        • Eu ia falar uma coisa aqui, mas deixa quieto! Hahahahaha :x

    • Marcos Keller

      estou sem roupa agora.

  • Que emoção ouvir a Alma abrir o podcast!! <3

  • Acabei de descobrir que eu sou uma bruxa!! <3

    • Quem?

      SANTA INQUISIÇÃÃÃÃÃÃÃOOOOO!!

    • Tupa Guerra

      Bruxa sem saber!!

    • willia

      isto da um programa da discovery, igual “Eu Não Sabia Que Estava Grávida”. rs “Eu Não Sabia Que Sou uma Bruxa”

  • Willi Wonka

    Da um prazer ouvir esse cast gente, é muito bom! Mais cast com as meninas, além do ponto g, que acho curto.

  • Jacarepaguá – Avatar da Treta

    BATE O TAMBOOORRR… EU QUERO TIK-TIK-TAK… ♫

  • Samara Lima

    AMEI esse episódio, amo demais essas integrantes femininas. Tô assistindo uma série de bruxas que eu gostei muito, que é Salem, e esse podcast fez eu gostar ainda mais dela, pois trata todos os fatos que eu já vi na série, pena que foi cancelada. Parte meu coração. :'(

    • Tupa Guerra

      Sempre trsite quando isso acontece

    • Nayanna de Oliveira

      :O
      Não conhecia essa série. Vou procurar. Tentei assistir o Coven do AHS, mas achei muito chato.

  • Danilo Araujo

    respeito o tema.. mas discordei e so consegui ouvi ate o minuto 34, quando ela comparou ciencia com religião.. mas, continuem com o bom trabalho

    • A boy has no name

      mas dê mais uma chance cara, o cast ta bom e vale ouvir até o fim

      • Danilo Araujo

        dei a chance… o desenvolvimento foi bom e estou com o cast.. vi varios outros.. e mesmo discordando curti

    • Pode ouvir o restante sem medo e sem preconceito. Sou cética, amo ciência e vai por mim, isso foi bem explicado minutos a frente pelo staff. Lembre-se: a ciência se faz de estudos e questionamentos. Abandonar algo pela metade não te faz melhor cientista, nem pior, na verdade. Mas é sempre bom aprender mais sobre diversos assuntos, mesmo que a primeira vista eles não sejam palatáveis. Acredite em mim, discuti muitas coisas durante a revisão da pauta e fui até um pouco chata, mas faz parte. E aprendi bastante com ela. Dê mais uma chance. ;)

  • Philippe Sartin

    Muito interessante a proposta, e muito válida, sobretudo pelas ressalvas conceituais. Gostaria, entretanto, de propor mais uma, e que vai de encontro à afirmação segundo a qual “a bruxaria não é (só) européia”. Tal proposição é somente uma meia verdade, por um motivo muito simples, embora frequentemente pouco acessível. Muito provavelmente, a primeira vez que se afirmou algo parecido foi na época da caça às bruxas, fazendo referência às culturas americanas, nas quais os teólogos, médicos, juízes e viajantes europeus – que vulgarmente chamamos de “demonólogos” – discerniam os mesmos componentes da bruxaria, tal como entendida a partir do século XV, na Europa: a prática do malefício, e a proximidade com o demônio. As culturas americanas, não é exagero dizer, foram demonizadas, e inscritas no horizonte do cristianismo antigo sob o signo da “idolatria”. Foi, como disse, a primeira vez – provavelmente – que o mito da bruxaria extrapolou o contexto histórico especificamente europeu. E aqui entramos num segundo problema.
    Quando os saberes acadêmicos ocidentais – em especial a história, e a antropologia – procuram compreender culturas diferentes, lançam mão de categorias que lhes são completamente estranhas (e aqui origina-se, em termos gnoseológicos, o problema do relativismo cultural). Talvez o vocábulo mais universalizado e, ironicamente, mais ocidental de todos, seja o de religião. Mais que ocidental, a noção de religião que utilizamos é eminentemente cristã (na Roma Antiga a “religio” designava algo bem diverso). O cristianismo, como sabemos, buscou desvencilhar-se de toda forma de magia, elaborando um discurso (uma ideologia) que a condenava enquanto, por oposição, definia-se como verdadeira religião. A partir do século XIV, quando a invocação de demônios (até então mais ou menos aceita na necromancia) foi considerada uma heresia e, já no XV, quando surgiram os primeiros tratados demonológicos, a magia foi demonizada e o mito da bruxa – que causa malefícios, e tem um pacto com o demônio – se cristalizou.
    Passou-se, desde então, a fundamentar teologicamente a afirmação de que certas pessoas – mulheres, em sua maioria – conspiravam junto ao Diabo para destruir a cristandade, realizando malefícios; passou-se a procurar a bruxa na Antiguidade: figuras como Circe, a Medéia, a fada Melusina, ou mesmo a deusa Diana foram consideradas estereótipos da mulher maléfica e demoníaca, que produz magia com recurso aos demônios. O vocábulo italiano strega, por exemplo, deriva do latim strix, a “ave noturna” (as corujas, zoologicamente, são estrigiformes) que invadia as casas à noite e devorava as crianças no berço, ou chupava-lhes o sangue, um mito presente na Roma antiga. Procurava-se demonstrar que a bruxa (strega, witch, sorcière etc.) não era uma invenção dos teólogos de fins do medievo.
    A historiografia hoje, contudo, acredita, em grande parte, que a bruxaria – composta da prática do malefício e da adoração diabólica – dificilmente tenha existido. Não há, por exemplo, nenhum prova aceitável do sabá. Tratou-se de um mito persecutório europeu que projetou nas práticas mágicas (estas sim, universais) presentes nas populações européias (e, depois, ameríndias) o estigma demonológico que justificou intelectualmente a caça às bruxas. Portanto, quando se afirma que a bruxaria é encontrada em outras culturas, épocas e lugares, precisa-se deixar claro que o vocábulo é uma “categoria analítica”, um conceito utilizado pelo pesquisador para ordenar a informação empírica e produzir uma interpretação desta ou daquela prática social. Ou seja, embora possa-se afirmar que as categorias do pensamento mágico – muito mais básicas e sumárias – sejam universalmente verificáveis, falar em bruxaria fora da realidade européia (sobretudo entre os séculos XV e XVIII, mas presente até hoje, a partir de outras leituras ideológicas), onde se originou, é transformar um conceito numa metáfora. Não há problema em utilizarem-se metáforas; muitas vezes são o melhor que temos. Mas precisam ser tratadas como tais.
    Como podemos ver, os pesquisadores de hoje encontram-se muito próximos dos próprios demonólogos. O vocábulo politeísmo, por exemplo, surgiu com um deles, Jean Bodin, no século XVI. Contudo, é preciso estar atento para esta proximidade, e fugir das generalizações (embora feitas, atualmente, com um impulso intelectual e moral totalmente diverso, ou seja, em nada demonológicas, mas relativistas e humanistas).
    A melhor introdução que conheço ao tema é ainda LEVACK, Brian. A caça às bruxas na Europa Moderna. Rio de Janeiro: Campus, 1998. É um bom ponto de partida para compreender a questão em termos históricos. Fora desta preocupação, é claro – ou seja, de um ponto de vista não acadêmico, ou mesmo de práticas atuais, como a wicca – tal ressalva talvez não se justifique. Como conheço muito pouco as práticas contemporâneas, não me arrisco a comentá-las. Cf. ainda, sobre o uso dos termos magia, religião (e politeísmo), AGNOLIN, Adone. História das religiões. Perspectiva histórico-comparativa. São Paulo: Paulinas, 2013.

    • Cara, comentário excelente. É uma pena que tenha caído no Spam e só tenha visto agora. Por favor não ache que iriamos deletar um comentário tão rico que com certeza vai ser tema no próximo Contatos Imediatos.

      Sobre o conteúdo, não tenho precedente intelectual para comentar com profundidade tendo em vista que meu conhecimento sobre o assunto gira em torno de especialistas e dele tiro conclusões minhas.

      É interessante ressaltar porém que, não lembro se citamos diretamente, mas o contexto da “Bruxaria Européia” iriamos deixar pra quando fossemos mesmo falar sobre o martelo da Bruxa. Onde, como mesmo você afirmou e falamos também no cast, foi denominado o que era a bruxaria e todo o resto entrou no pacote.

      O problema esse tipo de coisa é exatamente, que tipo de viés usar? Porque se formos nos limitar a bruxaria Europeia teríamos que falar da antiguidade e o cast ficaria no mínimo incompleto, sem raízes e origens de certas práticas que datam de séculos, talvez milênios antes. Antão decidimos começar de maneira cronológica, perigando sermos anacrônicos.

    • Marcos Keller

      Valeu pela bibliografia :)

      Ótimo comentário mano

  • Kaeru

    Vocês fazem tudo parecer uma questão de preconceito racial, desconstrução e machismo………………………….

    • Porque talvez tenha tudo a ver com isso né? Se não é Europeu, se não é Cristão, se não é Branco, cismam em inferiorizar e falar como se fosse errado.

      • Só um adendo. Por favor, se acha que não tem a ver com isso pode dar sua visão. Acho que as meninas podem te responder melhor que eu.

    • Kaeru

      Talvez tenha cara, não to dizendo que não. Mas nem TUDO é sobre isso, vocês trabalham muito no ”é visto como inferior” e esquecem de simplesmente analisar isso de fora e sem se deixar levar pelas suas ideologias. Claro que os cristãos vão ser contra, eles seguem o dogma cristão e é assim que dogmas funcionam.

      • Queria comentar dois pontos: O que é analisar de fora sem deixar levar por ideologia? Ter uma bruxa pra falar de bruxaria não é o ideal? Eu realmente fiquei perdido nessa falta de clareza.

        Agora. Ninguém tá falando sobre cristãos apenas, vivemos em uma cultura cristã mesmo não sendo cristãos, isso moldou a forma como vemos o mundo hoje. Tanto que várias religiões não cristãs tem ranço cristão, mesmo ateus.

        • Kaeru

          Ser bonito me faz saber tudo sobre beleza? Ser padre me faz saber tudo sobre cristianismo? Falar sobre ”mansplaining” no ano de 1000 e sei lá quanto é completa forçação de barra. E desde quando ser ”branco, velho e homem” é motivo pra ter opinião invalidada? Fizeram um esforço enorme pra igualar a bruxaria com outras crenças que no final foi só isso.
          A questão do óleo de mirra não é apenas uma questão social, é uma questão espiritual mesmo, sobre o que é profano e o que é divino.
          Acharam ruim designar bruxaria ao camponês por que supostamente é algo preconceituoso, mas isso é só uma constatação, que paranoia é essa?

          • Vamos lá. Dividindo em ponto pra ficar mais fácil.

            – Chamar alguém em contato direto com algo é muito mais relevante que alguém que não participa. Porque mesmo se estivermos falando de anos de estudo, ainda temos a parte prática. Um padre sabe mais que eu sobre cristianismo porque ele passa a vida dele dedicada aquela prática, mesmo eu não entrando no sacerdócio, apenas lendo a Bíblia, posso não estar em contato direto com outros que fazem o mesmo. Existe um contexto aí não só sobre falar sobre algo que sabe, como relevância na prática. Temos uma historiadora especializada em magia da antiguidade, uma bruxa que passou anos em prática, uma editora que publica livros só sobre isso e Eu e Ira como orelhas. Eu não sei como nesse contexto você acha que é ruim, mas ok, é um direito seu.

            – Mansplaining foi anacrônico, já que é um termo de hoje em dia, mas tem que entender o contexto em que isso foi usado. O que entra diretamente com sua oração seguinte, sobre invalidação de alguém sobre ser homem, branco ou velho. Não é ESSE o ponto. O fato de você se prender nele diz muito sobre como você encara esse tipo de argumentação. Ninguém no podcast está para desqualificar pessoas que eram estudiosas da época e jogar o que eles fizeram fora. Mas deixamos claro que o momento em que essas pessoas viviam era também limitado e usamos vários exemplos durante o cast todo. Se vamos falar sobre pluralidade e diversidade nesses estudos, temos que obrigatóriamente concordar que pessoas de uma mesma classe, etnia, gênero e posição social causa uma série de atritos quanto a visão do mundo dessas pessoas. Não que elas sejam desqualificadas, mas que a forma do debate fica menos rico e diverso. E nesse caso também julgador e preconceituoso.

            Se pegarmos o romano designando o bárbaro de “Aquele que fala bar bar bar” falar que eles eram racistas é anacrônico. Mas não interfere quando falamos que a visão do romano do bárbaro era limitado e preconceituoso.

            – Não fizemos esforço nenhum. Tupá foi bem clara e assertiva quando passamos alguns minutos explicando que a maioria dos termos usados são problemáticos pelo simples fatos de serem por muitas vezes excludentes. Inclusive isso gerou um problema no cast que pode ter soado generalista. O que é bruxaria? Bruxaria é tudo ou não é nada? Aí cada um interpreta a sua maneira.

            – Não é ruim designar bruxaria como algo de camponês. Tanto é que Ju defende esse ponto de vista. Tupá alertou apenas sobre como é perigoso que algumas pessoas tratam algo como “do campo” de inferior, sem instrução e excluindo isso da equação. Não preciso ir muito longe, algo que nem falei no cast, sobre como na magia moderna e mais reconhecida é a magia do inglês, em cidade grande, cheio da grana, participando de clube de gente rica. Como Crowley e companha do séc 20.

            Não gosto de falar o que vou falar agora, mas diversos desses pontos foram bem explicados e contextualizados no cast. Sugiro escutar novamente sem a pedra na mão.

          • Kaeru

            Não falei em nenhum momento que era ruim chamar uma especialista. Bom você ter citado o contexto em que as coisas foram faladas, foi justamente isso que me incomodou. Não vou ficar citando cada ponto que eu não concordo, a discussão seria infinita e inconclusiva e nem teria mais a ver com o tema do podcast. Enfim, basta dizer que a discussão sobre bruxaria foi pra um lado, ao meu ver, subjetivo, e, por definição, tendencioso.

          • Cara, aprende uma coisa: Tudo é tendencioso. Não existe neutralidade de discurso. As pessoas podem até fingir ter, mas sempre tem um viés. Achar que isso ruim é um tiro no pé, pois você fala como se ideologia fosse só a do “outro” e não que seu próprio discurso não tivesse doses enviesadas.

            Enfim, você deu sua opinião, eu dei a minha. Espero agradar nos próximos. :)

          • Kaeru

            Tudo é tendencioso? É… talvez numa discussão sem compromisso isso seja tolerável, numa coisa mais aprofundada, nunca. Também depende do que é ser tendencioso, se for usar a palavra num âmbito maior tudo é “tendencioso” mesmo. Mas não importa, você entendeu que eu usei isso me referindo a algo bem específico. Fatos são fatos, conclusões são conclusões, o que é opinativo são interpretações. Eu discordo novamente do que você disse, mas chega né hahaha.

          • AHHH, acabei de ler todos os comentários, já entendi o que houve. Não precisam responder meu primeiro comentário não. XD Foi bem interessante, aliás, ver esse discurso todo. E isso só com 1/3 da pauta gravada, hein?

          • Sim, claro. Ideologia é dos outros, o meu são “fatos” hahahahaha claro. Que estupidez.

          • Kaeru

            Meu deus do céu cara, onde tu viu ideologia no meu comentário? Eu disse que tu até pode querer interpretar tudo na ótica do que tu acredita (como fizeram no podcast) mas isso não é desculpa pra dar conclusões falsas a respeito de premissas.

          • Tu deu sua opinião, eu dei a minha. Bola pra frente.

    • A boy has no name

      sinto muito isso tambem, se no passado e mesmo hoje em diversos lugares existe preconceito, não justifica esse literal préconceito sobre “homens brancos velhos” acabam fazendo o que tanto condenam
      e sobre a ciência ter inicio da bruxaria, segundo a maior parte dos academicos com quem convivo, isso só seria verdade se um homem branco e velho, Anaximandro, for considerado um bruxo

      • A boy has no name

        nasci homem e nasci branco, logo sou o culpado por centenas de anos de preconceito de cristãos contra as mulheres?

    • Não percebi isso. Explore mais essa visão, fiquei curiosa. O que te fez achar isso?

  • SaintZimmer

    Porque a Túpa fica sempre se segurando, e parecendo que ela tem o segredo do universo mas não fala pra não acabar com as crenças dos homens? Fora essa duvida, programa bem legal, não esperava que o programa iria por esse caminho.

  • Marcelo Marzola Duarte

    Ahhh…nunca comentei aqui…mas desde do cast sobre o filme “A bruxa” estou esperando abordarem bruxaria num episódio. Fica aí minha expectativa pra continuação desse tema, excelente episódio.

  • GusNoal

    Yo no creo en las brujas, pero de haberlas haylas.
    Miguel de Cervantes, em Dom Quixote

  • Galo Travis morto, mas feliz

    Por que a Lívia fala gritando? @_@

    • Galo Travis morto, mas feliz

      Mas foi massa.

      • Raphael Lamour

        Bom sim. gostei quero a parte 2 e 3 logo! E prefiro o andrey ou tupá como host, nada pessoal, mas… a ju como host não vingou. 😇

        • A boy has no name

          discordo.

    • Raphael Lamour

      verdade. menos gritos por favor. 😕

    • A boy has no name

      provavelmente só o modo dela mesmo, mas por vezes parece desrespeitoso kkkk

    • Ela fala assim mesmo, é muita energia nessa guria, gente! :D Não é grito é só energia!!!

  • Raphael Lamour

    As piadinhas no inicio foram desnecessárias, gostei do cast, mas essa primeira parte foi chatíssimo, prefiro direto ao ponto sem as tentativas de ser engraçadas. Abraço.

    • A boy has no name

      é a caracterisca do podcast cara o humor em temas freaks (além da informação cética e beliver)

    • Sorria e a vida sorrirá para vc! (Cebolinha leu isso num livro, eu vi num gibi)

  • Luis P

    Tupa parece que sofreu nesse Cast, toda vez que ela abria a boca pra falar algo mais complexo/embasado nego cortava ela pra mergulhar no que acredita. :(
    Cast ficou meio meh que não ficou full b3liev3r estilo o de Chupa cabra e nem deixaram rolar algo histórico.

  • Pessoal,

    Excelente podcast, muito conteúdo, divertido e dinâmico!

    Se puderem um dia, vcs poderia incluir o link ou nome do livro que a Tupá disse sobre magia judaica na antiguidade? Eu não consegui encontrar por aqui…

  • A boy has no name

    acho que seria o cast ideial para ter apenas mulheres e fiquei decepcionado com o andrei estar ai
    por outro lado, um mfc sem ele fica estranho porque ele modera bem, enfim o cast foi bom, parabens.

  • Philippe Sartin

    Eu tinha feito um comentário extenso sobre o episódio, indicando alguns problemas conceituais (pois estudo o tema no meu doutorado); porém, acabei de ver que foi apagado. Bom, deixa pra lá. Bom trabalho a todos.

    • Seu comentário não foi deletado, ele por algum motivo caiu no SPAM do Disqus. Já liberei.

  • Muito Bem,…